quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

LOUCURAS DOS SERIADOS DA TV

Fim de mais um carnaval. Por alguns dias vai ser bem comum ouvirmos: “E aí, fez o que de bom no carnaval?”.
Indo na contramão da maioria, eu não vi e nem senti carnaval algum, há muito tempo que esse tipo de data, tanto faz como tanto fez. Mas o que eu fiz de bom? Coisa de gente esquisita, de brasileiro “ruim da cabeça e doente do pé” (com muito orgulho). Li, conversei, revi pessoas queridas e vi seriados antigos. Alguns novos também, mas os antigos ainda me empolgam um pouco mais. Arquivo X, MacGyver e Star Trek. Aliás, Star Trek, por questões várias, eu não pude assistir há alguns anos, mas agora, caí de amores pela USS Enterprise. Culpa do meu namorado trekker, agora assisto aos episódios da série clássica. E ele que não me venha achar ruim o fato de eu ter me apaixonado pelo Sr. Spock!
Enfim, além dos livros, museus, sebos, animais, incensos e chás (quanto mais exóticos, melhor), também me “alimento” de bons seriados. Aqueles que falam de ciências especialmente, ou alguns sobre manjados dilemas juvenis e comédias urbanas como Confissões de Adolescente, Anos Incríveis, Anjos da Lei, Dawson´s Creek, Gilmore Girls, Parker Lewis, Barrados no Baile, Blossom, Friends, Seinfeld. Ou alguns que, teoricamente, seriam sérios, mas que nos fizeram (e ainda fazem) rir muito, tamanha a vergonha alheia (mas uma vergonha alheia “old school”, de respeito), como aquele antigo Batman e Robin.

Me lembro de ainda ter espiado Os três Patetas, Esquadrão Classe A, Bonanza, O vigilante rodoviário (reprises, óbvio), Dallas, A gata e o rato, Casal 20, A dama de ouro, Miami Vice, Magnum, O agente 86, Shazam e O homem que veio do céu.  Há alguns anos, graças ao horário “Nick at nite”, do canal Nickelodeon, pude re-assistir à Família Monstro, Jennie é um gênio, Alf, A Feiticeira e Primos Cruzados. Fora os seriados japoneses que até hoje eu procuro nas feiras e festas orientais e na Liberdade, para colecionar.

Seriados das antigas, ou até de meados dos anos 90 são, para mim, os melhores. E ficam ainda melhores com o passar dos anos, como os bons vinhos – neste caso são os bons textos, as temáticas interessantes, as referências da época e, é claro, o inevitável saudosismo. Mas somos servidos de ótimos seriados hoje também: 24 Horas, a franquia C.S.I e o nerd-hilário The Big Bang Theory são grandes exemplos.

Todo mundo deve ter seus seriados favoritos, seus personagens “sonhos de consumo”, aqueles episódios inesquecíveis, se arrepia com a música de abertura, um carinho especial pelo fiel amigo do protagonista, um diálogo, uma cena ou até mesmo uma lição. Assim, um apaixonado por séries também curte quando fica sabendo de uma boa curiosidade sobre os bastidores, atores, diretores, concepção, alterações, gravações, polêmicas ou conflitos envolvendo o seu seriado.

Eu mesma fiquei até meio surpresa quando li: “O episódio de estreia de Jornada nas Estrelas foi tão ruim, que o pai do criador da série apressou-se em sair de casa. Constrangido, ele foi se desculpar com os vizinhos pelo programa que o filho havia feito”. Ok, não foi exatamente um choque, mas para uma fã isso não deixa de ser um dado no mínimo interessante.  

Cultura inútil? Não sei, mas há quem se descabele por causa de um jogo de futebol. Eu prefiro me deixar surpreender, rir e pensar com alguns dos meus seriados mais queridos e seus personagens simbólicos: o incansável Fox Mulder, o criativo Angus MacGyver, o paranóico Sheldon Cooper, o racional Sr. Spock, o inseguro Paul Pfeifer, o irônico Pacey Witter, a desencanada Phoebe Buffay.

Loucuras dos seriados da TV (287 histórias reais... e absurdas) é um livro aparentemente até despretensioso, mas ótimo para esse tipo de viciado; é divertido, agradável e um passatempo imperdível. E além dos seriados que eu já citei por aqui, ainda há outros em sua lista de curiosidades: Rin Tin Tin, Zorro, Besouro Verde, Capitão 7, Agente da U.N.C.L.E, Columbo, Perdidos no espaço, M*A*S*H, Além da imaginação, CHIP´s, Família Dó-Ré-Mi, Havaí 5-0, A ilha da fantasia, As Panteras, Chaparral, Manimal, O homem de 6 milhões de dólares, Dr. Who, Mulher Maravilha e etc.
Para fugir do carnaval, ou em qualquer época do ano para fugir da mesmice, nada melhor que um bom livro, um bom chá com uma boa companhia vendo um bom seriado.
A todos eles, vida longa e próspera.

 Loucuras dos seriados da TV
Autor: Manoel de Souza
Editora: Panda Books
Páginas: 118

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