<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845</id><updated>2011-09-29T09:54:54.286-03:00</updated><title type='text'>[ Consulado das Letras ]</title><subtitle type='html'>Apenas um punhado de textos sem pretensões, feito por uma pessoinha que faz suas as palavras do "Pessoão": 
"Não sou nada. Não serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo".</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>117</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-4336936150450529719</id><published>2011-09-29T09:54:00.000-03:00</published><updated>2011-09-29T09:54:54.358-03:00</updated><title type='text'>História da Filosofia Grega - Os pré-socráticos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Fh5u5K1XYMY/ToRqcEU97qI/AAAAAAAABUI/L88ZCAZzIHU/s1600/FILOSOFIA.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" kca="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-Fh5u5K1XYMY/ToRqcEU97qI/AAAAAAAABUI/L88ZCAZzIHU/s400/FILOSOFIA.jpg" width="265" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: orange; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Resgate. Essa palavrinha define – bem resumidamente – o que essa obra significa para mim. Depois de alguns anos mergulhada nas leituras obrigatórias do curso de Comunicação Social (que também envolviam filosofia, mas de um modo mais sisudo), esse livro foi um dos primeiros que li logo que me formei e encerrei os estudos técnicos. Luciano de Crescenzo foi, se não me falha a memória, o primeiro autor a me resgatar para o mundo da leitura descompromissada e por prazer. Comecei por filosofia por razões óbvias; o fato de eu amar História (e este tipo de observação já está ficando previsível e chato) e porque acredito que conhecer os pensadores clássicos, especialmente os gregos, deve fazer parte do currículo íntimo de todo mundo. Leitura descompromissada sim, mas essencial para a construção de opiniões, pontos de vista, dialética, raciocínio, argumentação, cultura e até formação de caráter e espírito. Se filosofia clássica fosse besteira, não seria estudada e venerada até hoje; a formação do pensamento, das ciências, da literatura, das artes, o conceito de beleza, o Direito e as leis ocidentais devem muito a esses homens. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #e69138; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E para aqueles medrosos que fogem de filosofia, asseguro que Luciano de Crescenzo usou uma linguagem clara e altamente cativante, como raros autores conseguem fazer. Ele humaniza todos aqueles grandes vultos da História aparentemente intocáveis, as celebridades da época, mostrando-nos que eles também tinham suas manias, seus momentos de arrogância e alguns até eram meio desastrados. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: orange; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Luciano de Crescenzo, napolitano nascido em 1928 é um multi-artista; formado como engenheiro, exerce os ofícios de escritor, diretor, ator, apresentador de TV, colaborador em jornais, cineasta e acabou por se mostrar um grande pesquisador e historiador. Autor bem sucedido, seus livros já foram traduzidos para 19 idiomas em 25 países, atestando o prazer que se tem em lê-los. Creio que sua trajetória literária se deva ao fato de que esse italiano domina a arte de ensinar enquanto nos distrai, de divulgar uma cultura tão rica e um universo tão fascinante quanto a filosofia grega como quem conta “causos”, com um tom por vezes irônico. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #e69138; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;É curioso ver como esses homens tentavam decifrar os maiores mistérios do mundo usando apenas dois instrumentos: suas mentes e a natureza. Não contavam com mais nada nem com tecnologias que reduzissem suas margens de erro ou lhes poupassem tempo. Dedicavam todas as horas que tinham e que não tinham em busca da verdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: orange; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Tales de Mileto, um dos meus pré-socráticos favoritos, que acreditava que a origem da vida se encontrava na água, errou em seus cálculos várias vezes, e ele era um engenheiro! Ele era visto como um esquisito distraído que vivia olhando as estrelas e de tanto fazer isso, acabou caindo em um poço. Era acusado de ver somente as coisas que se passavam no céu e não prestar atenção àquilo que se passava na terra. Mas diante de tantas tentativas e tropeços, ele nunca parou de calcular e nem de adorar o cenário estrelado que ele tinha sob sua cabeça. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #e69138; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Tales, assim como Anaximandro, Heráclito, Xenófanes, Parmênides, Empédocles, Anáxagoras, Demócrito, Protágoras e outros de seus contemporâneos, era um espírito avançado e apegado somente ao conhecimento, por isso cristalizou-se no tempo. Mas Crescenzo os expôs “humanos, demasiadamente humanos”, com o intuito de popularizar a filosofia. Creio que Crescenzo tenha um “quê” de Tales, andando e caindo em poços, na tentativa de fazer da filosofia algo popular. Sabemos que esse campo é um tanto indigesto, mas o primeiro passo foi dado, a filosofia está entre nós, está em nós. Só cai no poço quem quiser. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: orange; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;História da Filosofia Grega – Os pré-socráticos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: orange; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Autor: Luciano de Crescenzo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: orange; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Editora: Rocco&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: orange; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Página: 208&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-4336936150450529719?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/4336936150450529719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=4336936150450529719&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/4336936150450529719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/4336936150450529719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2011/09/historia-da-filosofia-grega-os-pre.html' title='História da Filosofia Grega - Os pré-socráticos'/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Fh5u5K1XYMY/ToRqcEU97qI/AAAAAAAABUI/L88ZCAZzIHU/s72-c/FILOSOFIA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-1164971719630115368</id><published>2011-09-08T10:16:00.000-03:00</published><updated>2011-09-08T10:16:51.758-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #3d85c6; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;Fora da Ordem e do Progresso&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-a31jI_AX0bU/TmjABG4yUPI/AAAAAAAABT0/0tUgY0su0Nk/s1600/FORA+DA+ORDEM.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" nba="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-a31jI_AX0bU/TmjABG4yUPI/AAAAAAAABT0/0tUgY0su0Nk/s320/FORA+DA+ORDEM.jpg" width="226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: lime; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;História, política e aquela sensação de que ainda falta muito, muito mesmo, demais da conta, para que o Brasil entre nos eixos. Três das várias razões que me fizeram comprar essa antologia e devorá-la em um dia. Quase 400 páginas em um dia inteiro (coisa de quem ama ler ou sabe usar o tempo que sobra, ou as duas coisas) é algo que exige que eu volte a esse livro outras vezes. Livro, jornal, documento. Ás vezes tudo isso se confunde nessas páginas, onde a História do Brasil é uma constante e cujas palavras nos lembram do nascimento torto da nossa política.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: yellow; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Cresci num meio em que sempre foi muito falar sobre política. A casa da minha avó, sobretudo em época de eleição, era como uma pequena ágora, onde cada um tinha alguma coisa para falar, alguma notícia para discutir, algum debate para comentar. Tive sorte de sempre estar por perto para ouvir a conversa dos adultos e embora não entendesse uma porção de coisas, fui crescendo e tomando gosto pelo assunto. Talvez de uma maneira até mórbida, porque sei que os tempos românticos da política morreram na Grécia e em Roma há vários séculos. O que nos restou foram cadáveres do que um dia foi uma das mais nobres artes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: lime; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E quando essa arte chegou ao Brasil, ela já estava corrompida. E assim permaneceu. Fora da Ordem e do Progresso mostra que praticamente nada mudou desde os tempos em que éramos colônia. Autores como Machado de Assis, Bernardo Guimarães, Nélida Piñon, Lygia Fagundes Telles, Mário de Andrade, Monteiro Lobato, Lima Barreto, João do Rio, Arthur Azevedo, Ignácio de Loyola Brandão, entre outros, através de 27 contos, nos apontam que as tramóias, os interesses escusos, os favores, os “jeitinhos”, os agrados, a violência, a repressão, o povo visto e tratado como um monte de nada são ainda elementos presentes, mesmo depois dos nossos 500 anos de achamento. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: yellow;"&gt;Textos como a Teoria do Medalhão, de Machado de Assis, em que um pai incentiva o filho a seguir os caminhos tortuosos da politicagem, ainda que tenha sido escrito em 1882, segue com um discurso muito atual. O texto O Plebiscito, de Arthur Azevedo conta do parlamentar que concorda em ser traído pela mulher, porque isso de alguma maneira vai ajudá-lo em sua carreira, o que nos mostra que nesse meio, a dignidade é um detalhe.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: lime; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Segundo Império, República Velha, ditadura militar, Nova República. Fases retratadas através de personagens comuns, de gente que poderia estar dentro de nossas famílias, do nosso convívio, da nossa vizinhança. Histórias que alguns de nós provavelmente já ouvimos, de um parente que quase foi preso porque lia demais, de um conhecido cujo filho estudante apanhou em algum porão ou de um sujeito muito esperto que tratou de badalar alguém muito influente para se dar bem. A política nos rodeia o tempo todo (afinal, respirar é um ato político), por isso achei esse livro tão interessante, instigante, fascinante, viciante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: yellow; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Numa data como essa, nada mais cabível do que lembrar um livro cujo título se encaixa tão bem com a nossa realidade. Sou apaixonada pela história do Brasil e acompanho mais as eleições do que Copa do Mundo, amei esse livro e sei que no fundo há quem ainda acredite que o país tem jeito, porque temos pessoas dispostas a dar um jeito nele. Mas como jornalista, estudante, leitora, cidadã e, sobretudo como eleitora, não consigo ser tão esperançosa. Ainda seguimos fora da ordem e do progresso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: lime; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Fora da Ordem e do Progresso&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: lime; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Autores/Organização: Luiz Ruffato e Simone Ruffato&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: lime; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Editora: Geração Editorial&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: lime; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Páginas: 397&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-1164971719630115368?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/1164971719630115368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=1164971719630115368&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/1164971719630115368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/1164971719630115368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2011/09/fora-da-ordem-e-do-progresso-historia.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-a31jI_AX0bU/TmjABG4yUPI/AAAAAAAABT0/0tUgY0su0Nk/s72-c/FORA+DA+ORDEM.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-327179992340968066</id><published>2011-08-04T18:30:00.001-03:00</published><updated>2011-08-04T18:32:11.832-03:00</updated><title type='text'>Shakespeare, I love you!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-WZzxLDgrW-4/TjsPLVoqJZI/AAAAAAAABTs/zey-kRnKw54/s1600/MATRONAS.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-WZzxLDgrW-4/TjsPLVoqJZI/AAAAAAAABTs/zey-kRnKw54/s320/MATRONAS.jpg" t$="true" width="192" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: yellow; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Ao contrário da indicação shakespiriana anterior, o envolvente suspense quase paranormal Macbeth, As alegres matronas de Windsor apresenta um enredo bem mais leve, divertido e até açucarado deste inglês pelo qual eu me apaixonei irremediavelmente. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Em 1597, William Shakespeare recebeu a incumbência de escrever “para ontem” uma peça, encomendada pela Rainha Elisabeth. 14 dias depois ele lhe apresentou essa comédia farsesca de costumes que aponta os gostos e desgostos dos relacionamentos, entre ciúmes, suspeitas, traições, artimanhas de sedução, entre outras passagens que fazem dessa obra uma de suas melhores peças e de Sir John Falstaff um de seus personagens mais queridos – ao lado do emblemático Hamlet. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Conforme o nome sugere, o caso todo se dá na cidade inglesa de Windsor e Falstaff, um gorducho azarado e falido tenta achar um meio de voltar a ter uma boa vida sem fazer esforço. Acreditando piamente que é irresistível, ele vê nas senhoras Ford e Page a saída para a sua maré de má sorte. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: yellow; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Ensaiando um discurso de conquista e mandando bilhetinhos através das criadas, ele pretende seduzir as duas (sem que uma saiba da outra) para depois desfrutar do dinheiro de seus maridos, dois dos homens mais ricos das redondezas. Shakespeare faz das duas amigas, mulheres espertas, e esse é um dos pontos mais bacanas da obra. As senhoras Ford e Page logo percebem as intenções interesseiras de Falstaff, que usa o mesmo texto manjado nas cartas para ambas. Assim que elas notam o embuste, partem juntas para um engraçado plano de vingança. O que se dá na sequência é uma série de cenas ótimas em que Falstaff se torna – merecidamente – vítima do cinismo das matronas, que inventam várias formas divertidas de humilhar o golpista. Ele, mesmo se vendo em situações ridículas (como na hora em que se mete num cesto de roupas sujas para se esconder do marido de uma delas), ainda acredita em seu poder de sedução. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: yellow; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;As confusões aumentam quando o Sr. Ford, não sabendo ainda da combinação das amigas, crê que sua esposa realmente pretende traí-lo com o luxuriento mentiroso e “convida” o Sr. Page para aplicar-lhes um flagrante.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: yellow; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Paralela às agruras do conquistador feioso, há ainda a história da senhorita Ana Page, cantada por três rapazes, Slender, Dr. Caius e Fenton, que com suas virtudes e “senões”, disputam a atenção da moça. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-OONnzM-6Hn0/TjsPwUM-2mI/AAAAAAAABTw/X2XY2-mkxBg/s1600/WILLIAM.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-OONnzM-6Hn0/TjsPwUM-2mI/AAAAAAAABTw/X2XY2-mkxBg/s320/WILLIAM.gif" t$="true" width="269" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Apesar de todas as judiações que as matronas aplicam no embusteiro, há também um certo toque fraternal mantido por Shakespeare. Mas o diferencial está sem dúvida na movimentação das cenas – talvez uma de suas obras mais “agitadas” – com diálogos afiados e situações cômicas. É uma prova de que trabalhar sob pressão funciona e Shakespeare deu, não somente à Rainha Elisabeth, mas a todos os apaixonados por literatura, um grande presente. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: yellow; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;As alegres matronas de Windsor&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: yellow; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Autor: William Shakespeare&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: yellow; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Editora: L &amp;amp; PM Pocket&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: yellow; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Páginas: 136&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-327179992340968066?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/327179992340968066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=327179992340968066&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/327179992340968066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/327179992340968066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2011/08/shakespeare-i-love-you.html' title='Shakespeare, I love you!'/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-WZzxLDgrW-4/TjsPLVoqJZI/AAAAAAAABTs/zey-kRnKw54/s72-c/MATRONAS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-3833939679636694731</id><published>2011-08-04T18:25:00.000-03:00</published><updated>2011-08-04T18:25:47.156-03:00</updated><title type='text'>"Miau" livrinho da semana:</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-a9LW0UiaCLA/TjsOF3KfWMI/AAAAAAAABTo/LUcyGw6xSPQ/s1600/100+gatos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-a9LW0UiaCLA/TjsOF3KfWMI/AAAAAAAABTo/LUcyGw6xSPQ/s400/100+gatos.jpg" t$="true" width="265" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: orange; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Em resposta àqueles que dizem que gatos não têm serventia, que só se apegam a casa e não ao dono, que são oblíquos, dúbios, traidores ou até amaldiçoados (a ignorância desconhece limites), o escritor norte-americano Sam Stall fez a delicadeza de mostrar que os felinos, ao contrário de todos esses grandes absurdos, deram sua contribuição para a História, participando de importantes episódios das ciências, artes, política, literatura e religião. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #6fa8dc; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Só quem convive, adota, cria, salva e ama os gatos entende como eles gostam de seus donos e que nem por isso deixam de ser eles mesmos. Eles são a pura tradução do amor autêntico, sem amarras: o gato é livre, vai onde quer e quando quer, mas nem por isso deixa seu dono para trás. Quem estiver disposto a ter um felino deve aprender a praticar o desapego e a compreensão. Grandes lições, sem pronunciar uma palavra. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #6fa8dc; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Os gatos estão na vida dos humanos desde tempos imemoriais, evoluindo também, mas alheios aos avanços do homem – seus companheiros bípedes podem tomar o rumo que quiserem desde que para eles, felinos, não lhes falte comida, areia e um lugarzinho ao sol, de preferência no alto, de onde ele pode observar o mundo. Entretanto o relacionamento entre nós e eles passou por altos e baixos: os gatos já tiveram os postos de divindades – como Bastet, a deusa gata do Egito que também habita meu quarto – até os gatos cúmplices das bruxas na Idade Média, que eram, junto com as injustiçadas mulheres, caçados e queimados. De caçadores de ratos em silos, navios e porões até amáveis companheiros de cientistas e escritores. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: orange; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ofuscados pelos feitos dos cães, os gatos se mostram mais astutos e inteligentes – convivendo com dezenas deles há tanto tempo, já notei as diferenças e sei bem do que eu e Stall falamos. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: orange; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;100 gatos traz uma lista de bigodudos que deram uma forcinha em várias áreas do conhecimento humano como Snowball, o gato que prendeu um assassino; Macek, o gato que brilhou no escuro; o irritante felino de Sir Isaac Newton que o inspirou a criar as portinhas para gatos; Tee Cee, o gato que previa convulsões; Muezza, a gata favorita de Maomé; Cattarina, a gatinha que tocou o coração negro de Edgar Allan Poe; Mrs. Chippy, o gato que explorou a Antártica; Félix, o primeiro gato a visitar o espaço ou até um bichano que ligou para a polícia para salvar seu dono. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #6fa8dc; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Alguns, é certo, criaram algumas confusões, mas com as melhores intenções, como o gato “fornecedor” que levava pombos para matar a fome de um preso; Oscar, o gato que afundou o Bismark, navio alemão no auge da 2ª Guerra Mundial ou Cobby, o gato que roubou o coração do seu dono – literalmente.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #6fa8dc; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Além dos gatos de carne e osso, cujas histórias são verídicas e belamente contadas, há ainda alguns felinos cuja origem quase se perde no tempo, mas que fizeram surgir lendas, costumes e até ícones famosos, como o maneki neko. Hoje comumente encontrado em estabelecimentos comerciais orientais como lojas, restaurantes e mercadinhos, esse bichano que segura uma moeda com uma pata e acena com a outra é símbolo de prosperidade e boa sorte. A origem da figura, embora tenha características mitológicas, também parece ser bem real e nos remete ao período Edo no Japão (1603 – 1867). Mas atualmente a cultura pop se apoderou desse símbolo transformando-o inclusive em desenhos e produtos, capturando seus traços nos dando personagens como o pokémon Meowth e a gatinha Hello Kitty. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: orange; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Selvagens, deuses, bruxos, caçadores, presentes na ciência, na literatura ou no espaço, abrandando ou roubando corações, não há como não amar esse delicioso mistério da natureza, ou como define Stall: “Os gatos são um tipo misterioso de criaturas. Há mais coisas na mente deles do que nós imaginamos”.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #6fa8dc; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;100 gatos que mudaram a civilização – Os gatos mais influentes da História&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #6fa8dc; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Autor: Sam Stall&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #6fa8dc; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Editora: Prumo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #6fa8dc; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Páginas: 248&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-3833939679636694731?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/3833939679636694731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=3833939679636694731&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/3833939679636694731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/3833939679636694731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2011/08/miau-livrinho-da-semana.html' title='&quot;Miau&quot; livrinho da semana:'/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-a9LW0UiaCLA/TjsOF3KfWMI/AAAAAAAABTo/LUcyGw6xSPQ/s72-c/100+gatos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-1161564891019482020</id><published>2011-08-04T18:21:00.000-03:00</published><updated>2011-08-04T18:21:33.006-03:00</updated><title type='text'>Mulheres no Brasil Colonial</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ScNNEaDdv9I/TjsNAVK9uMI/AAAAAAAABTg/ziaWGBr0dvg/s1600/mulheres.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-ScNNEaDdv9I/TjsNAVK9uMI/AAAAAAAABTg/ziaWGBr0dvg/s400/mulheres.jpg" t$="true" width="262" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #b6d7a8; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Antes que se pense o contrário, não se trata de um discurso feminista. Mas de um levantamento no mínimo justo sobre o papel das mulheres no período colonial brasileiro, tanto dentro das casas e das famílias, quanto nas ruas, nas sarjetas, nos campos e nas senzalas. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #b6d7a8; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #b6d7a8; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;É um breve relato, sucinto e valioso que descortina o mito de que a mulher era um mero enfeite, peça de troca entre famílias, parideira ou burro de carga de seus maridos e senhores. Até eram. Mas não unicamente isso. Dentro de um contexto desfavorável, nossas mulheres coloniais fizeram muito, foram além do que imaginamos ou aprendemos nos comuns livros de História. Nossas ancestrais também tinham suas armas, seus meios, seus métodos persuasivos, essenciais para sua sobrevivência. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #b6d7a8; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #b6d7a8; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A obra, da historiadora, doutora e escritora Mary Del Priore, analisa, com base nos hábitos, costumes e privações as origens do machismo no Brasil, ainda tão presente em nossa realidade, e mostra que aquela máxima de mau gosto que diz que lugar de mulher é na cozinha não passa de um pensamento paupérrimo. Lugar de mulher é na História.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #b6d7a8; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;As mulheres escravas, negras ou índias, “estudando” o modo de agir e pensar de seus senhores, tinham seus métodos para conseguir alguma condição de vida um pouco melhor, ou um pouco menos sofrida, uma vez que a Igreja não permitia os casamentos inter-raciais. Elas eram mais diplomáticas que os homens nas relações pessoais com seus donos e tinham algum poder de convencimento sobre eles para conseguir sua liberdade ou a de seus filhos – bastardos – lhes prestando bons serviços ou suprindo certas carências que o casamento por vezes não proporcionava ao senhor de engenho. A miscigenação do povo brasileiro se deve muito a essa prática. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #b6d7a8; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Assim, temos as mulheres que se mostraram grandes mães, geralmente as mais pobres, cujos companheiros eram negligentes ou inexistentes, o que aumentava ainda mais a sua luta pela vida. Isso ajuda a combater de algum modo, a imagem negativa que se tem dessas mulheres pobres e marginalizadas, tidas como mães ruins que apelavam para o infanticídio ou aborto, que eram vistas desgarradas e promíscuas. Entretanto, seu modo de sobrevivência era resultado de uma sociedade opressora e de instituições omissas. Algumas até chegavam a esses extremos, de matar seus próprios filhos, tomadas de profundo desespero, no auge do abandono. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #b6d7a8; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Já as senhoras brancas, as esposas oficiais, eram obrigadas a tolerar a ideia de dividir seus maridos com suas escravas e suportar dentro de sua casa os rebentos, frutos dessas traições, tão constantes e até normais, naqueles tempos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #b6d7a8; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;As relações de afetividade eram discretíssimas, mas havia perseguições por parte das senhoras para com as escravas preferidas de seu senhor, mas nada que fosse tão escandaloso que pudesse macular sua imagem perante os familiares e a sociedade. Mas elas tinham que engolir a seco certos “desaforos”: quando a esposa não podia dar um filho ao marido, o bastardo (negro ou índio) era então reconhecido como legítimo e passava a ser herdeiro dos bens da família. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #b6d7a8; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Naqueles tempos as mães solteiras já se viam na missão de assumir uma dupla jornada de trabalho, a fim de prover o sustento e a liberdade dos filhos: quando não estavam na lida da casa grande, estavam nas ruas com seus tabuleiros de frutas e quitutes. As solteiras, viúvas e “mulheres do mundo” que tinham que assumir o papel de esteio da família e que possuíam algum bem, como gado, se embrenhavam pelas estradas em lombo de burro para negociar seus produtos. Elas eram comumente encontradas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Bahia. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #b6d7a8; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #b6d7a8; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;As que iam para as cidades também precisavam se virar e algumas conseguiam escapar da prostituição. As imigrantes portuguesas podiam viver de suas costuras, da venda de doces ou sendo donas de seu próprio estabelecimento – as mais “ousadas” tinham seu comércio e ganharam certo respeito, como foi o caso da taberneira lusitana Maria Mena. As índias eram peça fundamental para a manutenção das tribos, cuidavam da alimentação e das crianças, carregavam os mantimentos e serviam como “presentes” para os portugueses e franceses. Nas cidades ou nos campos, as mulheres que possuíam conhecimento ancestral fitoterápico e que cultivavam ervas em seus quintais, sabiam de suas propriedades e as manipulavam, eram consideradas renomadas curandeiras. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #b6d7a8; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ainda que a maioria esmagadora não fosse vista como ser pensante na sociedade, fosse analfabeta, politicamente nula e praticamente invisível, sem elas nenhuma dessas estruturas – tribo, colônia, cidade – não teria vingado. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #b6d7a8; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;É evidente que a obra é bem mais rica do que essa descrição. É leitura obrigatória para quem, como eu, ama a História do Brasil ou para quem ainda acredita que o país foi feito apenas por grandes homens. O curso da criação da sociedade brasileira foi traçado por grandes mulheres anônimas. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #6aa84f; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Mulheres no Brasil Colonial – A mulher no imaginário social. Mãe e mulher, honra e desordem. Religiosidade e sexualidade.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #6aa84f; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Autores: Mary Del Priore&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #6aa84f; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Editora: Contexto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #6aa84f; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Páginas: 95&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-qePi8c9DcnM/TjsNI-DiQqI/AAAAAAAABTk/NsM-G_jSZ_4/s1600/mulheres+2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="287" src="http://3.bp.blogspot.com/-qePi8c9DcnM/TjsNI-DiQqI/AAAAAAAABTk/NsM-G_jSZ_4/s400/mulheres+2.jpg" t$="true" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-1161564891019482020?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/1161564891019482020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=1161564891019482020&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/1161564891019482020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/1161564891019482020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2011/08/mulheres-no-brasil-colonial.html' title='Mulheres no Brasil Colonial'/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ScNNEaDdv9I/TjsNAVK9uMI/AAAAAAAABTg/ziaWGBr0dvg/s72-c/mulheres.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-8866952485498604624</id><published>2011-08-04T15:33:00.000-03:00</published><updated>2011-08-04T15:33:54.607-03:00</updated><title type='text'>TOCA RAUL!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #f6b26b; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;“Eu sempre quis ser cantor, de rock. Foi a única música que me influenciou. Antes disso minha inclinação era a literatura. Estudava muito filosofia, literatura, e não tinha tempo para cantar profissionalmente; nunca havia pensado que a música poderia ser um veículo importantíssimo para dizer o que eu queria. Quando tomei consciência disso foi ótimo. Gosto de falar de mim. Sou individualista. O rock é o melhor ritmo para gente dizer uma porção de coisas.” (Raul Seixas)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #9fc5e8; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ainda celebrando (sempre) o Dia Mundial do Rock, faço questão de lembrar o nosso rei Raul. Bom, rei talvez não seja um título que agradaria a Raul, creio, pois genioso, era avesso a esse tipo de rapapés. O fato é que Raul é o maior e mais emblemático roqueiro do Brasil. Foi ao exterior e bebeu na fonte de músicos como Elvis (um de seus ídolos maiores) e deu um tempero nordestino a tudo o que absorveu.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #9fc5e8; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #9fc5e8; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Raul Santos Seixas, aparecido em Salvador em 28/6/45 e desaparecido em São Paulo em 21/8/89, acumulou, além do apelido de “Maluco Beleza”, o de “Pai do rock brasileiro”. Ao longo de seus 26 anos de carreira, Raul foi pioneiro quando misturou o rock com o baião. Let me sing, let me sing é a maior referência dessa ousada mistura. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-er4uHdi4QdQ/TjrlR2-CK2I/AAAAAAAABTY/KMrA0L83s14/s1600/RAUL+00.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-er4uHdi4QdQ/TjrlR2-CK2I/AAAAAAAABTY/KMrA0L83s14/s400/RAUL+00.jpg" t$="true" width="278" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #9fc5e8; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A sua vida foi até relativamente curta, porém intensa, lotada de histórias, trabalhos, desafios e desaforos, criatividade e provocações. Muitos autores tentaram e tentam ainda hoje sintetizar tanta vivência em um livro, mas o trabalho não é fácil. Entretanto, as duas obras que li – até agora – trazem, na medida do possível um apanhado interessante sobre a vida e obra de Raulzito, o canceriano sem lar. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #9fc5e8; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #9fc5e8; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Organizado e ao mesmo tempo solto, Verdade Absoluta é feito de retalhos de depoimentos de pessoas (afortunadas) que conviveram com Raul e que com ele dividiram situações – ora inusitadas, ora comuns, mas que renderam citações, citações que renderam letras, que renderam músicas, que renderam algumas verdades. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #9fc5e8; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #9fc5e8; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Um das (várias) passagens diz que “Inspirado no anarquista francês Proudhon (1809 – 1865), depois que leu ‘Filosofia da Miséria’ e ‘Resistência ao Exército’, decidiu que não iria servir ao Exército. Também não queria prosperar. Proudhon dizia: a prosperidade é um roubo. Iria usar a música para meter a boca, reclamar: ‘Vamos ver agora quem é que vai aguentar!’”. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #9fc5e8; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #9fc5e8; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;E um dos pontos mais bacanas do livro, além do óbvio, está nas últimas páginas, com referências organizadas de cada citação, de onde ela saiu e onde ela foi parar. Por exemplo: “Vamos ver quem é que agora vai aguentar”:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #9fc5e8; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Página: 119&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #9fc5e8; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Origem: Disco 8 (Há 10 mil anos atrás – 1976)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #9fc5e8; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Consta na música/texto: Eu também vou reclamar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #9fc5e8; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Autores: Raul Seixas e Paulo Coelho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #9fc5e8; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #9fc5e8; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;E isso acontece com todas as centenas e centenas de frases de Raul. Ou seja, aqui ele aparece destrinchado, esmiuçado, mastigado – e deliciosamente digerido.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #9fc5e8; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #9fc5e8; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Raul Seixas por ele mesmo foi escrito a partir de entrevistas, frases, declarações, palavras soltas, pensamentos, papéis avulsos, porém reveladores, produzidos durante sua estada por aqui, até o dia em que “o moço do disco voador” o levou. As histórias foram reunidas e organizadas pelo escritor e amigo de Seixas, Sylvio Passos, fundador do Raul Rock Club/Raul Seixas Oficial Fã-Clube. Não é exatamente uma obra autobiográfica, mas por muitas vezes a impressão que temos é que Raul fala diretamente conosco. É como se ele puxasse uma cadeira e se sentasse diante da gente e nos explicasse suas mais simples verdades: “Daí eu juntei Luiz Gonzaga com Elvis. Eu não fiz um ritmo ‘rock-baião’. Isso foi informação musical. Aconteceu! (...) O som de Let me sing, let me sing é de 56; apesar de parecer uma gozação, eu acho esta música seríssima, é apenas o início de um trabalho muito grande que eu pretendo desenvolver degrau por degrau (...) Não tenho estilo, eu tenho é muita coisa pra dizer. E digo (...) Eu creio na abertura mental que vem por aí. Até então as portas estiveram fechadas. Devagar elas vão se abrindo e nunca mais, nunca mais se fecharão”. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-t8cB3hgXlGk/Tjrl7A7C9fI/AAAAAAAABTc/faLgl7372Pc/s1600/raul+por+ele+mesmo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-t8cB3hgXlGk/Tjrl7A7C9fI/AAAAAAAABTc/faLgl7372Pc/s400/raul+por+ele+mesmo.jpg" t$="true" width="245" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #9fc5e8; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Raul por ele mesmo é o nome mais justo que se pode dar a essa obra, pois entre uma declaração e outra é como se ele baixasse um pouco a guarda e fizesse as vezes de um amigo mais velho e experiente que tenta nos levar à luz, ao conhecimento, à liberdade, à pedra do Gênesis, “ao segredo almejado desde a aurora dos tempos por gênios, sábios, alquimistas e conquistadores”, a uma verdade que está bem diante dos nossos olhos, que até podemos tocar. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #f9cb9c; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Raul Seixas – A verdade absoluta – Filosofias, políticas e lutas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #f9cb9c; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Autor: Mário Lucena&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #f9cb9c; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Editora: Mac Bel – Oficina de Letras&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #f9cb9c; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Páginas: 225&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #f9cb9c; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(acompanha CD inédito, com letras feitas para Raul, de Roberto Seixas – amigo e cover de Raulzito) &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #f9cb9c; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #f9cb9c; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Raul Seixas por ele mesmo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #f9cb9c; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Autor: Sylvio Passos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #f9cb9c; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Editora: Martin Claret&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #f9cb9c; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Páginas: 176&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-8866952485498604624?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/8866952485498604624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=8866952485498604624&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/8866952485498604624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/8866952485498604624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2011/08/toca-raul.html' title='TOCA RAUL!'/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-er4uHdi4QdQ/TjrlR2-CK2I/AAAAAAAABTY/KMrA0L83s14/s72-c/RAUL+00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-4199900863788360071</id><published>2011-07-07T09:58:00.000-03:00</published><updated>2011-07-07T09:58:00.730-03:00</updated><title type='text'>RENATO.</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 19.2pt; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="color: #c27ba0;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Indicação de leitura&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 19.2pt; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="color: #9fc5e8;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Renato Russo – o trovador solitário&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 19.2pt; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-O7kAp5RfvCM/ThWtBrAkVLI/AAAAAAAABTU/iOx2P0L0ey8/s1600/RENATO+RUSSO.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" m$="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-O7kAp5RfvCM/ThWtBrAkVLI/AAAAAAAABTU/iOx2P0L0ey8/s320/RENATO+RUSSO.jpg" width="220" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: #d5a6bd; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Julho é o mês internacional do rock. 13 é o dia. A data comemorativa remete à primeira edição do Live Aid, em 1985, um show gigantesco que ocorreu simultaneamente em Londres (Inglaterra) e Filadélfia (Estados Unidos) e foi transmitido ao vivo pela BBC para vários países, com o intuito de chamar a atenção do mundo para o problema da fome na Etiópia. O evento contou com a participação de gênios do rock como The Who, Status Quo, Led Zeppelin, Dire Straits, Madonna, Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, Scorpions, U2, Paul McCartney, Phil Collins (que tocou nos dois lugares), Eric Clapton e Black Sabbath.&lt;br /&gt;O rock ´n´roll, ao contrário do que muita gente (desinformada) imagina, não é feito por gente desocupada e com coisa alguma na cabeça. Os roqueiros de verdade, os autênticos, os que definitivamente nasceram para isso, são inteligentes, cultos, sensíveis, um pouco excêntricos é verdade, mas colocam sua alma naquilo que fazem e por isso o rock não morre nunca.&lt;br /&gt;E em virturde desta data, nada mais óbvio do que recomendar a biografia desse “bom que morreu jovem”, e que no entanto é um dos meus imortais favoritos. A minha grande paixão da adolescência e da vida toda. Renato.&lt;br /&gt;O livro vale muito a pena não só porque trata da vida do roqueiro, mas porque menciona o surgimento da Legião Urbana, seus bastidores, o processo de concepção de algumas músicas, a rotina das turnês - destaque para a turnê do álbum V, que acabou antes da hora e provavelmente foi a mais sofrida para Renato Russo em decorrência do ritmo das viagens, de ele já ter conhecimento de estar infectado pelo vírus HIV, pela sensação de solidão e abandono e pelas bebedeiras.&lt;br /&gt;O jornalista Artur Dapieve, um profundo conhecedor do universo musical, pesquisador, excelente contador de histórias e dono de um texto delicioso - cita o nascimento de outras bandas, principalmente as de Brasília, que esquentaram o rock nacional com sua influência punk. O texto flui como uma onda: em alguns momentos é leve, delicado e até humorado (sobretudo quando fala da infância e adolescência de Renato), e em outros, é mais denso e tocante. O autor já começa “noticiando” a morte do líder da Legião, como se fosse num filme que começa pelo fim, e depois nos reporta ao poeta criança. Além disso, o livro conta com ótimas fotos, alguns rascunhos e discografia da banda e de Renato, que ainda teve tempo de lançar discos em inglês e italiano - Equilibrio Distante, de 1996: qualquer elogio ainda soa como algo muito pequeno para este trabalho. &lt;em&gt;Capolavoro&lt;/em&gt;! Um dos trechos que chama a atenção, no capítulo “Eles não têm respostas”, conta uma cena perturbadora do pai de Renato entrando em seu quarto e dando de cara com o filho transtornado, atirando seus vários livros no chão (muitos, aliás, de filosofia). Ele, perguntando o motivo de tanta ira, ouviu: “Não adianta isso tudo aí, pai, eles não têm respostas para as minhas perguntas”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="color: #9fc5e8;"&gt;Autor: Artur Dapieve&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="color: #9fc5e8;"&gt;Páginas: 188&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="color: #9fc5e8; font-family: Calibri;"&gt;Editora: Ediouro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: #d5a6bd;"&gt;(Indicação requentada, mas é de coração)﻿&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="color: #9fc5e8;"&gt;Renato Russo - O trovador solitário&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-4199900863788360071?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/4199900863788360071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=4199900863788360071&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/4199900863788360071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/4199900863788360071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2011/07/renato.html' title='RENATO.'/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-O7kAp5RfvCM/ThWtBrAkVLI/AAAAAAAABTU/iOx2P0L0ey8/s72-c/RENATO+RUSSO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-1659427916263610206</id><published>2011-06-16T16:19:00.000-03:00</published><updated>2011-06-16T16:19:03.696-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-zdUcgYpTcgY/TfpVvEyNmCI/AAAAAAAABS4/aboXSXAlYb8/s1600/maneki+neko.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-zdUcgYpTcgY/TfpVvEyNmCI/AAAAAAAABS4/aboXSXAlYb8/s1600/maneki+neko.jpg" t8="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;span style="color: red;"&gt;O Japão é pop!&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;Com a proximidade da Festa da Cerejeira, essa página não poderia ficar alheia à cultura japonesa. Sobretudo à cultura pop, que abrange filmes, tokusatsu ou live actions (aqueles seriados de super heróis que são famosos há tempos), animes (desenhos), música (j-rock, j-pop), danças, mangás (os quadrinhos), vestimentas e vocabulário próprios e tão peculiares. Enfim, tudo o que os otakus (fãs desse universo) e saudosistas adoram e consomem (e eu me ponho no meio disso). De algumas décadas para cá o Japão passou de importador à exportador de moda e costumes, influenciando o cinema, literatura, artes e culinária. E mesmo se mostrando hoje uma nação moderna, produtiva, ágil, jovem, industrializada, urbana e globalizada, o Japão ainda mantém suas tradições, crenças, lendas, raízes e reverência por seus antepassados – um sinal de sabedoria que poucas nações cultivam. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;As indicações, nesta semana e na próxima, serão dedicadas a um pouco dessa cultura contemporânea que tem tomado cada vez mais espaço nos sites, revistas e outras mídias especializadas e que é fonte de fascínio e curiosidade. Uns amam, outros nem tanto, mas com certeza é impossível ficarmos indiferentes a ela. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-MshdwqXmPRE/TfpWBCkCk4I/AAAAAAAABS8/bWnsHsDUGCQ/s1600/SUSHI.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-MshdwqXmPRE/TfpWBCkCk4I/AAAAAAAABS8/bWnsHsDUGCQ/s200/SUSHI.jpg" t8="true" width="191" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Indicação de filme&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: cyan; font-size: large;"&gt;Neko no ongaeshi - O Reino dos Gatos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Duas razões básicas me levaram a indicar essa linda animação: minha paixão por esse universo oriental e minha adoração pelos felinos. O Reino dos Gatos é uma criação de Hayao Miyazaki, um dos mais reconhecidos e respeitados profissionais do cinema de animação japonesa, cujo trabalho ganhou projeção internacional a partir do premiado “A viagem de Chihiro”, em 2003. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;O Reino dos Gatos singelamente conta a história de Haru, uma estudante preguiçosa que um dia salva um gato de atropelamento. Na mesma noite ela recebe a visita do misterioso rei dos gatos, que a convida a conhecer seu reino – um lugar mágico onde todos os animais falam e se comportam como gente. O que ela não imagina é que ela será forçada a se casar com o príncipe e assim se transformar em uma gata. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Visualmente agradável e leve – pelos tons pastéis – a animação ainda conta com uma bela trilha sonora e é o tipo de filme que chama a atenção dos públicos adulto e infantil, pois trabalha de modo lúdico uma narrativa simples com um bom ritmo e piadinhas, tudo com um toque de fábula. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Um dos pontos mais encantadores da animação é o fato de os gatos andarem sobre duas patas e elegantemente vestidos – coisa que na vida real seria impossível e desnecessário, além de absurdamente estranho, mas que no filme chega a se tornar engraçado. Outra passagem divertida é quando Haru ganha alguns presentes do rei, agradecido pela garota tê-lo salvado. Um dia ela acorda e se depara com a casa cheia de catnip (a famosa erva dos gatos), deixando os felinos da vizinhança doidões. Numa outra vez Haru abre seu armário da escola e dá de cara com centenas de ratinhos correndo embrulhados com lacinhos. Presentes típicos dos gatos que querem agradar seus benfeitores. Porém, quando Haru fica sabendo dos planos do rei de casá-la com o príncipe, a estudante procura ajuda do Barão Von Gikkingen – um autêntico gentleman, e seu companheiro Muta, um bichano gorducho. Quando este encontro se dá muitas aventuras se seguem e Haru, ao adentrar o reino, vira uma linda gatinha. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;É claro que sou altamente suspeita por recomendar esta obra, mas o filme vale muito pela qualidade visual, pela bela história e por representar o melhor do cinema de animação japonesa. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-a5dBqYVykDQ/TfpWeP50L0I/AAAAAAAABTA/1MOJAmVpgGM/s1600/O+REINO+DOS+GATOS.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-a5dBqYVykDQ/TfpWeP50L0I/AAAAAAAABTA/1MOJAmVpgGM/s320/O+REINO+DOS+GATOS.jpg" t8="true" width="220" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;Indicação de leitura&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #6fa8dc; font-size: large;"&gt;Samurai X - Rurouni Kenshin - &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #6fa8dc; font-size: large;"&gt;Crônicas de um samurai na Era Meiji &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;Imagino que quem não curte animês ou mangás, não vai dar importância a essa obra, mas poderia. Mais do que tratar das aventuras de um dos samurais mais famosos e queridos dos otakus, o livro ainda traz passagens importantes e verídicas a respeito da História do Japão - sobretudo durante o período em que os monarquistas tomaram a ilha, dando início à Era Meiji (lá pelos idos de 1867). &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;Graças à parceria entre Nobuhiro Watsuki (criador do Samurai X) e Kaoru Shizuka (historiador), o leitor pode saber um pouco mais sobre algumas tradições, fatos marcantes e hábitos do povo japonês da época. Por exemplo: foi só no começo da Era Meiji que surgiram os primeiros gyunabe-ya (restaurantes de comida ocidental), em Edo (atual Tóquio) e foi aí que eles finalmente conheceram a carne bovina. O livro explica até como ela era preparada.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;Mas além das curiosidades a cerca da sociedade, economia e política japonesas, como não podia deixar de ser, o que prende mesmo é o velho dilema do samurai Kenshin Himura: o de não voltar a usar sua Sakabatou (espada com lâmina invertida) para matar as pessoas - ainda que a tentação seja grande. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-C61mw4KUT4I/TfpXBPTbzHI/AAAAAAAABTE/nJmvpYLXlDY/s1600/SAMURAI+X.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-C61mw4KUT4I/TfpXBPTbzHI/AAAAAAAABTE/nJmvpYLXlDY/s1600/SAMURAI+X.jpg" t8="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;No mangá original, Kenshin Himura, aos 14 anos, passou a integrar o exército monarquista, opondo-se ao xogunato (uma ditadura militar feudal), numa das épocas mais conturbadas da história do Japão. Por causa de sua frieza e habilidade com a espada, ele ganhou o apelido de “Battousai, o Retalhador”. Com o fim do conflito, Kenshin torna-se um andarilho disposto a não mais matar as pessoas. Numa dessas andanças ele conhece a jovem mestra Kaoru, que administra com dificuldades o dojo (uma espécie de academia de luta) da família. Depois conhece o “aborrecente” Yahiko e Sanosuke Sagara, um adorável vagabundo e lutador de rua. Eles acabam se tornando a sua família e é por causa deles que Kenshin decide abandonar seu lado Battousai e levar uma vida normal. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;Essa novela romanceada traz duas histórias: uma é inédita, em que o livro "Viagem à Lua", de Júlio Verne, gera pequenas discussões entre os personagens - uns acham impossível que um dia o homem pise na Lua, outros preferem acreditar que sim - mas isso é só um pano de fundo para acontecimentos bem maiores, pois o livro é misteriosamente roubado e depois disso Kenshin se depara com forças remanescentes do antigo xogunato. A segunda passagem é tirada do mangá e do anime, só que contada com maior riqueza de detalhes. É sobre uma parte do passado de Sanosuke que volta para assombrá-lo e Kenshin tenta impedir o amigo de se aliar a uma tropa que pretende atacar o governo. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;Samurai X tem sido um sucesso em todo o mundo, tanto o anime e os filmes quanto o mangá são instrumentos bem interessantes para conhecermos um pouco sobre o Japão antigo. Além disso, as animações têm uma das melhores trilhas sonoras dos animes com músicas impecavelmente cantada por todos os otakus – e algumas destas provavelmente serão ouvidas na Festa da Cerejeira, como Sobakasu (Judy and Mary), Tactics (The yellow monkey), Heart of sword (T.M. Revolution), It´s gonna rain (Bonnie Pink) e a minha favorita, 1/3 Junjō na Kanjō (Siam Shade).&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;Samurai X - Rurouni Kenshin - Crônicas de um samurai na Era Meiji &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;Autor(es): Nobuhiko Watsuki e Kaoru Shizuka&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;Editora: JBC&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;Páginas: 174&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2i7ZEvpGbaA/TfpXHpDz79I/AAAAAAAABTI/lJik_YE3wS0/s1600/SAMURAI+X+2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="298" src="http://2.bp.blogspot.com/-2i7ZEvpGbaA/TfpXHpDz79I/AAAAAAAABTI/lJik_YE3wS0/s320/SAMURAI+X+2.jpg" t8="true" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-1659427916263610206?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/1659427916263610206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=1659427916263610206&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/1659427916263610206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/1659427916263610206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2011/06/o-japao-e-pop-com-proximidade-da-festa.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-zdUcgYpTcgY/TfpVvEyNmCI/AAAAAAAABS4/aboXSXAlYb8/s72-c/maneki+neko.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-8993796273983110118</id><published>2011-06-09T21:28:00.001-03:00</published><updated>2011-06-09T21:28:53.287-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-size: large;"&gt;Indicação de leitura&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #ea9999; font-size: x-large;"&gt;Zadig, ou o Destino – História Oriental&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-kz9TT6uPsXs/TfFlATLsTOI/AAAAAAAABS0/6dALIYkjRNA/s1600/VOLTAIRE.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-kz9TT6uPsXs/TfFlATLsTOI/AAAAAAAABS0/6dALIYkjRNA/s1600/VOLTAIRE.jpg" t8="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Voltaire, ou François-Marie Arouet (1694-1778) é um dos maiores representantes do Iluminismo, e só por isso já o adoro e o recomendo. Entretanto, é ainda um filósofo altamente irônico e sarcástico, apontando as falácias da sociedade através do riso, mostrando quão ridículos são os conservadores e intolerantes. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Suas obras de tão ácidas chegam a ser destrutivas, com o objetivo de atacar os poderosos, os invejosos, os orgulhosos, os fanáticos religiosos, enfim, os mal-amados que, envoltos em sua atmosfera antiquada, pregam o falso moralismo que lhes é tão característico. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;E Voltaire, através de sua ironia “gentil” rompe com este cenário e busca novas formas de pensamento, livre, equilibrado, sensato e até bem humorado. É o tipo de pensador que me ganhou como sua fiel seguidora, logo na primeira obra sua que li. Na verdade Zadig foi a segunda. A primeira foi “Tratado sobre a Tolerância”, igualmente apaixonante e bem provocativa para quem tem a mente ainda um tanto fechada, sobretudo quanto às questões da Igreja. Por isso desta vez escolhi Zadig, a fim de evitar maiores confrontos filosóficos. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f4cccc; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Zadig, ou o Destino não é um tratado, mas uma novela sobre um filósofo da antiga Babilônia – meio perdido no tempo e no espaço, já que Voltaire não se apega muito a detalhes de datas e mapas. O que ele quer é retratar, através de Zadig e de suas desventuras, as mazelas presentes em seu próprio cotidiano, cutucar as feridas sociais e políticas de seu tempo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f4cccc; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Nesta obra, em que tudo parece estar sempre perdido para Zadig, temos a impressão de que o homem não é e nunca será senhor de seu próprio destino. É como se fossemos marionetes controladas por algo bem maior, por um Destino sacana e sádico que nos leva para onde bem entende, sempre nos testando e rindo de nós. O livro é descrito por alguns estudiosos como uma “história de ortodoxia religiosa e metafísica”, ambas provocadas pela revolução moral que Voltaire plantou em Zadig – personagem com toques orientais, uma vez que o Oriente estava em pauta desde a segunda metade do século XVII. Voltaire, em 1747, “inaugurou” o gênero de contos filosóficos com esta obra, inspirando posteriormente outros gênios, como Edgar Allan Poe. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Zadig tem a noiva raptada e, ao tentar resgatá-la, tem um olho gravemente ferido. O grande médico Hermes tenta lhe dizer que ele não ficará curado, mas Zadig não dá atenção e indo ao encontro da noiva Samira, ele desafortunadamente descobre que ela detesta caolhos e que acabou se casando com o bandido que a havia sequestrado. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;A partir daí a vida de Zadig passa por altos e baixos. Muitos mais baixos do que altos, aparecendo em seu caminho pessoas invejosas, dilemas morais e indivíduos ambiciosos. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Através disso, Voltaire fez uma alusão às pessoas de sua época, às arbitrariedades, à intolerância. Com isso, claro, ele colecionou ao longo de toda a sua produtiva vida literária, tanto admiradores quanto inimigos, chegando a passar duas temporadas preso na Bastilha. Ele gostava e sabia viver bem, mas tratava a todos como iguais. Não se prendeu somente à filosofia, mas produziu tragédias, romances, contos, poesias, ensaios e sátiras. Deixou também mais de 10 mil cartas, um verdadeiro baú de documentos jornalísticos. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Zadig é apenas uma das várias evidências da beleza do espírito voltaireano, despido de preconceitos, engenhoso, um pouco maligno às vezes, mas rebelde e repleto de todo o frescor do Iluminismo. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f4cccc; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Zadig, ou o Destino pode ser lido em &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f4cccc; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;www.ebooksbrasil.com.br ou www.livrosgratis.net&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-8993796273983110118?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/8993796273983110118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=8993796273983110118&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/8993796273983110118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/8993796273983110118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2011/06/indicacao-de-leitura-zadig-ou-o-destino.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-kz9TT6uPsXs/TfFlATLsTOI/AAAAAAAABS0/6dALIYkjRNA/s72-c/VOLTAIRE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-8717200353511083891</id><published>2011-05-26T10:03:00.000-03:00</published><updated>2011-05-26T10:03:53.139-03:00</updated><title type='text'>MIL ANOS DE ARTE</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-v8IV2GD0E5U/Td5PVxbNNGI/AAAAAAAABSw/gBe6msvr7s8/s1600/MIL+ANOS+DE+ARTE.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-v8IV2GD0E5U/Td5PVxbNNGI/AAAAAAAABSw/gBe6msvr7s8/s320/MIL+ANOS+DE+ARTE.jpg" t8="true" width="218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: orange; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Adriano Colangelo, italiano que vive há bastante tempo em São Paulo, tem algumas das ocupações dos meus sonhos, mas que nas quais, provavelmente nessa vida, eu não terei muito tempo de arriscar a me meter: artista plástico, músico, ensaísta, escritor, pesquisador e estudioso da obra artística de Leonardo Da Vinci e da História das civilizações orientais e ocidentais. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Passou anos viajando por grandes e pequenos lugares conhecendo e se encantando com paisagens, pessoas e culturas da América Latina, trocando ideias com antropólogos e xamans, formando dentro de si um mosaico riquíssimo de informações, percepções, mistérios e belezas. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: orange; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Tomei conhecimento dele por acaso. Passeando por Campos do Jordão, parei para comprar um livro. Peguei-o, passei pelo caixa, meti-o na bolsa. Quase não o folheei, não foi preciso. O título já me bastou para saber que eu ia adorar a leitura. Já fiz muitas escolhas bobas na minha vida, mas quando a livros eu raramente me equivoco. Sem falsa modéstia, tenho um faro apurado para isso e com Mil anos de arte vi que acertei mais uma vez. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;A obra trata basicamente de um resumo sobre a história da arte ocidental, levantando-se os períodos e movimentos, de acordo com os séculos, enquanto traça-se um paralelo com o nascimento e consolidação da música clássica. Diria que nesse Colangelo convida o leitor a conhecer, em rápidas pinceladas e em alguns poucos acordes, o encantador mundo das artes. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: orange; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Ele não se aprofunda, não fica páginas e páginas num mesmo tema. Como eu disse, mais parece um convite ou uma degustação, é como alguém que nos mostra um lindo cartão postal e com isso aguça a nossa vontade de conhecer aquele lugar estampado ali. Afinal foi a partir de Mil anos de arte que eu passei a devorar livros sobre esse universo. E inevitavelmente caí de amores por vários de seus conterrâneos: Da Vinci, Michalangelo, Caravaggio, Rafael, Botticelli, Mantegna, Tintoretto, Cimabue, Buoninsegna, Canaletto, Bellini, Piero Della Francesca, Titian, Uccello, Veronese e até o extravagante Arcimboldo. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Isso só contanto os italianos! E homens. Pois entre os franceses, alemães, holandeses, britânicos, norte-americanos, espanhóis, hispano-americanos e brasileiros também há várias mulheres brilhantes. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: orange; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;O livro traz noções sobre a pintura na Idade Média, no Renascimento (meu período favorito), Barroco (inclusive o latino-americano, com destaque para as igrejas brasileiras), Rococó, Romantismo, Impressionismo, Art Nouveau, Expressionismo, Cubismo, Arte Abstrata, Futurismo, Surrealismo, Escola Bauhaus e Modernismo. Ao mesmo tempo fala sobre a música medieval, renascentista, barroca, ópera lírica, óperas francesa e russa, Beethoven, o cinema na década de 20 e o advento da música moderna. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Parece assunto demais para um livro só? Pois o delicioso mundo das artes não é nem um décimo disso. Adriano nos mostra o cartão postal. A viagem é por nossa conta. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: orange; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Mil anos de arte&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: orange; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Autor: Adrinano Colangelo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: orange; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Editora: Cultrix&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: orange; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Páginas: 117&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-8717200353511083891?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/8717200353511083891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=8717200353511083891&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/8717200353511083891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/8717200353511083891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2011/05/mil-anos-de-arte.html' title='MIL ANOS DE ARTE'/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-v8IV2GD0E5U/Td5PVxbNNGI/AAAAAAAABSw/gBe6msvr7s8/s72-c/MIL+ANOS+DE+ARTE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-5141732495491155835</id><published>2011-04-21T11:56:00.001-03:00</published><updated>2011-04-21T12:01:07.877-03:00</updated><title type='text'>FLORBELA ESPANCA</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-line-height-alt: 15.6pt; mso-outline-level: 3; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #3d85c6;"&gt;Sonetos &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;shapetype coordsize="21600,21600" filled="f" id="_x0000_t75" o:preferrelative="t" o:spt="75" path="m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe" stroked="f"&gt;&lt;stroke joinstyle="miter"&gt;&lt;/stroke&gt;&lt;formulas&gt;&lt;f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum @0 1 0"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum 0 0 @1"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @2 1 2"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum @0 0 1"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @6 1 2"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum @8 21600 0"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum @10 21600 0"&gt;&lt;/f&gt;&lt;/formulas&gt;&lt;path gradientshapeok="t" o:connecttype="rect" o:extrusionok="f"&gt;&lt;/path&gt;&lt;lock aspectratio="t" v:ext="edit"&gt;&lt;/lock&gt;&lt;/shapetype&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.6pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-outline-level: 3; text-align: justify;"&gt;&lt;shape alt="" id="il_fi" o:spid="_x0000_s1026" stroked="t" strokeweight="2pt" style="height: 206.65pt; left: 0px; margin-left: 294.35pt; margin-top: 8pt; position: absolute; text-align: left; width: 128.65pt; z-index: -1;" type="#_x0000_t75" wrapcoords="-232 -145 -232 21696 21832 21696 21832 -145 -232 -145"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;imagedata o:href="http://imagens.estantevirtual.com.br/imagens/capas/40712847.jpg" src="file:///C:\Users\User\AppData\Local\Temp\msohtmlclip1\01\clip_image001.jpg"&gt;&lt;/imagedata&gt;&lt;wrap type="tight"&gt;&lt;/wrap&gt;&lt;/span&gt;&lt;/shape&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.6pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-outline-level: 3; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.6pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-outline-level: 3; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-qdkb0Y_AF9I/TbBFHiFtdkI/AAAAAAAABSo/cWjAAc48o-M/s1600/LIVRO+FLORBELA.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" i8="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-qdkb0Y_AF9I/TbBFHiFtdkI/AAAAAAAABSo/cWjAAc48o-M/s320/LIVRO+FLORBELA.jpg" width="199" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.6pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-outline-level: 3; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.6pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-outline-level: 3; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: #6fa8dc; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;- Página de Cultura do Jornal Comarca de Garça, de 21/04/11 - &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.6pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-outline-level: 3; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.6pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-outline-level: 3; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #e69138;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Uma vez eu disse a uns amigos: “Eu queria ser como Florbela Espanca, menos na parte em que ela se mata no dia do aniversário”. Isso porque Florbela é um dos maiores nomes da literatura portuguesa, uma sonetista perfeita. E uma mulher muito apaixonada, passional, dramática, visceral – percebe-se pela escolha mórbida de se encher barbitúricos na madrugada de seu 36&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;°&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt; aniversário, em 8 de dezembro de 1930, após outras duas tentativas de suicídio. Por isso que fique bem claro que eu queria ser Florbela só sob o aspecto literário!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.6pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-outline-level: 3; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: #e69138;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sua vida repleta de inquietude, tumultos, paixões e dilemas íntimos, reflete-se em suas obras nitidamente feminilizadas, erotizadas e panteístas. Casou-se e descasou-se várias vezes, ainda jovem perdeu a mãe, sofreu um aborto, teve complicações nos ovários e pulmões, apresentou crises de neurose, seu adorado irmão morreu em um trágico acidente de avião, agrava-se sua doença mental e, em meio a esse turbilhão de eventos, Florbela jamais interrompe seus estudos e sua produção. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.6pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-outline-level: 3; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: #e69138;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Este compêndio resume suas mais afamadas obras, separadas em 4 livros e todas, de algum modo, revelam os sofrimentos de Florbela, suas paixões, a solidão, seu saudosismo. Mas ao contrário do que possa parecer, seus escritos não nos contaminam com suas angústias, mexem conosco de outro modo, eles nos encantam de tal modo que acabamos por devorar esse livro na mesma hora. É claro que esse é um testemunho muito pessoal de quem admira a arte do soneto e que ao ler Florbela, chega a imaginar e ouvir sua voz com o doce e inconfundível sotaque lusitano. Elegi, com muito custo, meus sonetos favoritos: Eu, Amiga e Tédio (Livro de Mágoas – 1919), O nosso livro, Fumo e Horas rubras (Livro de Sóror Saudade – 1923), Rústica, Se tu viesses ver-me..., Ser poeta, In Memoriam (uma homenagem ao irmão, a seu “morto querido”), Árvores do Alentejo e Teus olhos (do livro Charneca em Flor – 1930), À morte e O meu soneto (Reliquiae – 1931). &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.6pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-outline-level: 3; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: #e69138;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Alguns críticos apontam o fato de Florbela nunca ter abordado temas humanistas ou sociais em seus escritos (que não se resumem apenas em sonetos, mas contos, epístolas, diários e textos diversos), que giravam muito em torno de si e de seu mundinho pequeno burguês. Mas o que poderia fazer uma moça, no começo do século passado, em Portugal em meio a uma sociedade ainda tão patriarcal? Ela assumia-se conservadora e até um pouco egocêntrica, e creio que, mesmo com tantos “eus” e com tantos rompantes de paixão, que até podem beirar à pieguice, nada consegue tirar a beleza e a singularidade da obra de Florbela Espanca. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.6pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-outline-level: 3; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: 15.6pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-outline-level: 3; text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: #6fa8dc;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sonetos – Florbela Espanca&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: 15.6pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-outline-level: 3; text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: #6fa8dc;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Coleção A obra-prima de cada autor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: 15.6pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-outline-level: 3; text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: #6fa8dc;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Editora: Martin Claret&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: 15.6pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-outline-level: 3; text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: #6fa8dc;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Páginas: 128&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-5141732495491155835?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/5141732495491155835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=5141732495491155835&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/5141732495491155835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/5141732495491155835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2011/04/sonetos-florbela-espanca-pagina-de.html' title='FLORBELA ESPANCA'/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-qdkb0Y_AF9I/TbBFHiFtdkI/AAAAAAAABSo/cWjAAc48o-M/s72-c/LIVRO+FLORBELA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-7275018750995444895</id><published>2011-04-21T11:51:00.000-03:00</published><updated>2011-04-21T11:51:22.058-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;Brás, Bexiga e Barra Funda&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;shapetype coordsize="21600,21600" filled="f" id="_x0000_t75" o:preferrelative="t" o:spt="75" path="m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe" stroked="f"&gt;&lt;stroke joinstyle="miter"&gt;&lt;/stroke&gt;&lt;formulas&gt;&lt;f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum @0 1 0"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum 0 0 @1"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @2 1 2"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum @0 0 1"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @6 1 2"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum @8 21600 0"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum @10 21600 0"&gt;&lt;/f&gt;&lt;/formulas&gt;&lt;path gradientshapeok="t" o:connecttype="rect" o:extrusionok="f"&gt;&lt;/path&gt;&lt;lock aspectratio="t" v:ext="edit"&gt;&lt;/lock&gt;&lt;/shapetype&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;shape alt="" id="il_fi" o:spid="_x0000_s1026" stroked="t" strokeweight="2pt" style="height: 218.7pt; left: 0px; margin-left: 271.95pt; margin-top: 4.45pt; position: absolute; text-align: left; width: 148.2pt; z-index: -1;" type="#_x0000_t75" wrapcoords="-348 -236 -348 21757 21948 21757 21948 -236 -348 -236"&gt;&lt;imagedata o:href="http://images01.olx.com.br/ui/9/38/72/1290618375_141383672_1-Fotos-de--Livro-Bras-Bexiga-e-Barra-Funda-Antonio-de-Alcantara-Machado.jpg" src="file:///C:\Users\User\AppData\Local\Temp\msohtmlclip1\01\clip_image001.jpg"&gt;&lt;/imagedata&gt;&lt;wrap type="tight"&gt;&lt;/wrap&gt;&lt;/shape&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-D9iAbU8neqU/TbBEBjR5jqI/AAAAAAAABSk/pLDXudapIxg/s1600/LIVRO+BR%25C3%2581S.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" i8="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-D9iAbU8neqU/TbBEBjR5jqI/AAAAAAAABSk/pLDXudapIxg/s320/LIVRO+BR%25C3%2581S.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;- Página de Cultura do Jornal Comarca de Garça, de 15/04/11 - &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;A obra de Antônio Alcântara Machado, escrita em 1928, assemelha-se muito a um jornal; seus contos soam, aos olhos e ouvidos mais sensíveis e saudosos, como crônicas “fanfullescas”, como se alguma &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;nonna&lt;/i&gt; ou &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;zia&lt;/i&gt; estivesse nos contando histórias de nossa família ou conhecidos.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #6aa84f; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Em Brás, Bexiga e Barra Funda, o autor resgata a São Paulo do século retrasado, quando a cidade recebia os imigrantes italianos que vinham fazer a América e suprir a carência de mão-de-obra nas lavouras. Alguns permaneceram nos campos, mas os que foram para a cidade marcaram indelevelmente a história da capital paulista. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #6aa84f; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Tenho um profundo carinho por esse livro por três motivos óbvios: a ascendência, a paixão por História e o fascínio por São Paulo. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Durante os meses em que vivi no Brás, em 2008, procurei por resquícios do que um dia foi um bairro genuinamente italiano. Mas o tempo passa, as coisas mudam e o que restou da italianice de outras décadas encontramos apenas nas festas paroquianas de São Vito, Nossa Senhora Achiropita e Nossa Senhora Casaluce, ou no que sobrou das fachadas do antigo casario e corticinhos que ainda resistem a tanta transformação em torno de si. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Alguns dizem que Alcântara Machado fez quase uma “homenagem ao contrário” à comunidade ítalo-brasileira ao retratar os imigrantes como gente grosseira, briguenta e ambiciosa. Mas não consegui enxergar isso. O que vi foi gente embrutecida pelos desafios da sobrevivência em uma cidade já muito competitiva, que entrava num acelerado processo de industrialização e que abrigava povos de várias partes do velho continente – e até do Oriente. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A gente retratada por Alcântara Machado é debochada sim, é grosseira, ambiciosa, escandalosa. Mas é provável que isso se deva ao sangue fervilhante dos italianos, que explodem a todo momento mas que adoram uma confraternização; gente passional e corajosa que transformou São Paulo nos dando gerações de literatos, políticos, esportistas, artistas e industriais. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #6aa84f; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Rua Oriente, Rua Barão de Itapetininga, Praça da República, Rua do Arouche, Santa Cecília, Jardim América, Rua Dona Veridiana, Praça do Patriarca, Rua da Liberdade, Avenida Paulista, Parque Antártica, Praça Buenos Aires, Rua do Gasômetro, Largo de São Francisco. Alguns desses lugares citados pelo autor eu cheguei a conhecer e eles me deixaram com uma espécie de saudosismo que eu nem sei que nome tem. Não vivi nesses lugares, meus ancestrais &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;oriundi&lt;/i&gt; tampouco, mas é como se alguma coisa no DNA da gente se sentisse provocado, apaixonado, instigado. Personagens como a interesseira Carmela ou o menino (teimoso) Gaetaninho nos lembram aqueles parentes que, vez ou outra nos pegamos criticando, mas dos quais não conseguimos desgrudar. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #6aa84f; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Brás, Bexiga e Barra Funda nos envolve com uma linguagem diferente dos demais clássicos da literatura brasileira. É, ao mesmo tempo, simplória, moderna, criativa, rica, simpática, algo deliciosamente macarrônico. Enfim, fez com que eu me sentisse em casa. Na casa da nonna!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;“Italiano grita.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Brasileiro fala.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Viva o Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;E a bandeira da Itália!”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;Brás, Bexiga e Barra Funda&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;Autor: Antônio Alcântara Machado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;Editora: Nova Alexandria&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;Páginas: 78&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-7275018750995444895?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/7275018750995444895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=7275018750995444895&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/7275018750995444895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/7275018750995444895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2011/04/bras-bexiga-e-barra-funda-pagina-de.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-D9iAbU8neqU/TbBEBjR5jqI/AAAAAAAABSk/pLDXudapIxg/s72-c/LIVRO+BR%25C3%2581S.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-675937801452504027</id><published>2011-04-21T11:36:00.001-03:00</published><updated>2011-04-21T11:37:21.892-03:00</updated><title type='text'>BHAGAVAD GITA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-cV6GIsXJn68/TbBAgMosQJI/AAAAAAAABSg/Jrz7pwjPJMg/s1600/LIVRO+GITA.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" i8="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-cV6GIsXJn68/TbBAgMosQJI/AAAAAAAABSg/Jrz7pwjPJMg/s320/LIVRO+GITA.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;&lt;stroke joinstyle="miter"&gt;&lt;/stroke&gt;&lt;/span&gt;&lt;formulas&gt;&lt;f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum @0 1 0"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum 0 0 @1"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @2 1 2"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum @0 0 1"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @6 1 2"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum @8 21600 0"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum @10 21600 0"&gt;&lt;/f&gt;&lt;/formulas&gt;&lt;path gradientshapeok="t" o:connecttype="rect" o:extrusionok="f"&gt;&lt;/path&gt;&lt;lock aspectratio="t" v:ext="edit"&gt;&lt;/lock&gt;&lt;shape alt="http://img1.mlstatic.com/jm/img?s=MLB&amp;amp;f=77568683_1217.jpg&amp;amp;v=O" id="il_fi" o:spid="_x0000_s1026" stroked="t" strokeweight="1pt" style="height: 150.5pt; margin-left: 403.05pt; margin-top: 374.8pt; position: absolute; visibility: visible; width: 94.35pt; z-index: 251658240;" type="#_x0000_t75"&gt;&lt;imagedata o:href="http://img1.mlstatic.com/jm/img?s=MLB&amp;amp;f=77568683_1217.jpg&amp;amp;v=O" src="file:///C:\Users\User\AppData\Local\Temp\msohtmlclip1\01\clip_image001.jpg"&gt;&lt;/imagedata&gt;&lt;wrap type="square"&gt;&lt;/wrap&gt;&lt;/shape&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="color: #6fa8dc;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; mso-tab-count: 1;"&gt;&lt;strong&gt;- Página de Cultura do Jornal Comarca de Garça, de 02/03/11) - &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="color: #6fa8dc;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Um dos símbolos máximos do hinduísmo, o livro é basicamente um diálogo entre o Senhor Krishna e o Príncipe Arjuna – o que, num primeiro momento, pode não passar de uma simples conversa entre um guerreiro cheio de angústias e dúvidas e o seu deus. Porém, o Gita vai muito além disso. Os ensinamentos contidos neste livro ultrapassam até mesmo as – imaginárias – diferenças entre cristianismo e hinduísmo. O Bhagavad Gita teria sido ditado pessoalmente pelo deus Krishna muito tempo antes do surgimento do cristianismo, mas esse misto de filosofia/mitologia/religião que é o hinduísmo nos remete imediatamente às palavras de Cristo. Essa percepção de proximidade se torna mais evidente graças às explanações do tradutor (filósofo e estudioso das religiões) Huberto Rohden. Todos os termos, exemplos e parábolas ditas por Krishna a Arjuna são traduzidas por Rohden de modo a notarmos, sem dúvida alguma, a sua semelhança com as conversas entre Jesus e seus apóstolos. É importante salientar que o tradutor não nos induz a acreditar nisso; basta uma leitura dedicada e atenta para enxergarmos essas paridades. É o tipo de obra para ser apreciada de mente aberta, sem ter os olhos cobertos pelos véus desta ou daquela religião. O Gita pode ser encarado tanto como obra literária, filosófica, mitológica ou religiosa; é uma introdução básica e elucidativa, um “aperitivo” diante da magnitude que é a cultura hindu. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;shapetype coordsize="21600,21600" filled="f" id="_x0000_t75" o:preferrelative="t" o:spt="75" path="m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe" stroked="f"&gt;&lt;stroke joinstyle="miter"&gt;&lt;/stroke&gt;&lt;formulas&gt;&lt;f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum @0 1 0"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum 0 0 @1"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @2 1 2"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum @0 0 1"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @6 1 2"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum @8 21600 0"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum @10 21600 0"&gt;&lt;/f&gt;&lt;/formulas&gt;&lt;path gradientshapeok="t" o:connecttype="rect" o:extrusionok="f"&gt;&lt;/path&gt;&lt;lock aspectratio="t" v:ext="edit"&gt;&lt;/lock&gt;&lt;/shapetype&gt;&lt;shape alt="http://img1.mlstatic.com/jm/img?s=MLB&amp;amp;f=77568683_1217.jpg&amp;amp;v=O" id="il_fi" o:spid="_x0000_s1026" stroked="t" strokeweight="1pt" style="height: 150.5pt; left: 0px; margin-left: 325.5pt; margin-top: 0.2pt; position: absolute; text-align: left; visibility: visible; width: 94.35pt; z-index: 251657728;" type="#_x0000_t75"&gt;&lt;span style="color: #6fa8dc;"&gt;&lt;imagedata o:href="http://img1.mlstatic.com/jm/img?s=MLB&amp;amp;f=77568683_1217.jpg&amp;amp;v=O" src="file:///C:\Users\User\AppData\Local\Temp\msohtmlclip1\01\clip_image001.jpg"&gt;&lt;/imagedata&gt;&lt;wrap type="square"&gt;&lt;/wrap&gt;&lt;/span&gt;&lt;/shape&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="color: #6fa8dc; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;Namaste. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="color: #e69138; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;Bhagavad Gita&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="color: #e69138; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;Tradutor: Huberto Rohden&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="color: #e69138; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;Editora: Martin Claret&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="color: #e69138; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;Páginas: 159&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="color: #e69138; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;Ano: 2003&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-675937801452504027?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/675937801452504027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=675937801452504027&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/675937801452504027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/675937801452504027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2011/04/bhagavad-gita.html' title='BHAGAVAD GITA'/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-cV6GIsXJn68/TbBAgMosQJI/AAAAAAAABSg/Jrz7pwjPJMg/s72-c/LIVRO+GITA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-8550320789279997420</id><published>2010-09-20T22:02:00.002-03:00</published><updated>2010-09-20T22:27:33.366-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Correspondência entre amigos – Parte 4&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff9900;"&gt;UMA PAUSA PARA OS RECLAMES&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 336px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519172182109486978" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/TJgJ25jaf4I/AAAAAAAABSQ/xRnTwmL0kvA/s400/dentifr%C3%ADcio+alegria.jpg" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;Já é sabido que a Internet, entre outras coisas, é um poço interminável de bobagens, sacanagens e afins. Mas também é uma ferramenta indispensável para os saudosistas oitentistas como Fagner e eu. Primeiro porque, mais uma vez, trocamos mensagens orkutianas sobre essa “charrete que perdeu o condutor”, como diria Raul Seixas. Segundo porque reviramos o YouTube em busca de propagandas, clipes e programas dos quais guardamos ótimas lembranças. Mensagem de lá, mensagem de cá, convenientemente, mais uma vez, eu noto que isso poderia render outro texto. Então, para quem é da época do creme rinse, dos tênis Iate e dos batons Boka-Loka, creio que essa nossa conversa vai fazer algum sentido:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;[Fagner] - Viu os vídeos que eu adicionei sobre a década de 80? Ia colocar alguns de comerciais que eu estava vendo no YouTube que é da nossa época... Tinha até achado um que eu nem me lembrava mais que era dos Trapalhões fazendo a propaganda do Chester Perdigão... Lembra daquela do "Habemus Chester"? (...) Achei umas que parecem com aquelas que passam no Pica Pau, lembra? O episódio chama-se "Propaganda Super", aquele que tem a do "Dentifrício Alegria... quatro cores diferentes combinando com a pele!". (...) Na época devia ser uma sensação, o cara fala no final que "Toddy fortifica!" Tá? Nem tinham preocupação com calorias naquela época...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;[Eu] - Essa do Toddy "é gostoso, fortifica e é econômico" tem de tudo! Até cara bombado! Hahaha. Mas você reparou numa das moças da propaganda? Era a Norma Bengell! Ela era linda né? Mas gostei mesmo da latinha do Toddy, que bonitinha. E sim, tem mesmo cara das propagandas que passavam naquele episódio do Pica-Pau em que ele assistia a um programa cheio de merchans! Além do Dentifrício Alegria, eu me lembro das "Pastilhas Fininho - tome uma e fique fininho mesmo!" – Agora essa propaganda dos cotonetes com esse homenzinho azul saindo do banho é clássica!&lt;br /&gt;Quer outra? Camisas Pool "Bonita camisa, Fernandinho!" - eu achava esse tal Fernandinho um nerd, com cara de que era super explorado naquela empresa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;[Fagner] – (sobre uma propaganda secular da Coca Cola em que se falavam – demoradamente - nomes de vários instrumentos musicais) Agora diz se você compraria esse produto por causa dessa propaganda... “&lt;em&gt;Este é o reco-reco&lt;/em&gt;!”... aiaiaiaiai Isso é bem parecido com o que é a do guaraná Dolly hoje... Levou tempo até chegarem no "Pipoca na panela...". Pior é que não inventaram outra melhor do que a do Guaraná Antártica.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;[Eu] – O que é essa propaganda? Como a TV tinha tempo para jogar fora! Como as propagandas eram demoradas e nada objetivas! Nossa, que sossego! Para se chegar à Coca-Cola o cara apresentou tudo que era instrumento musical - tocados, aliás, por uns tiozinhos vestidos de “malandros”, mas com uma cara de canseira... sinal que a Coca-Cola não deixava as pessoas tão ligadonas naquela época haha (...) Vixe, as propagandas do Guaraná Antáctica eram ótimas mesmo. Pizza com guaraná, pipoca com guaraná... até banana com guaraná tinha, você lembra? Mostrava um mocinho lindo de rabo de cavalo na beira da estrada pedindo carona e ninguém dava. Aí ele fazia uma "banana" para as pessoas. Eu achava aquele mocinho lindo de morrer! Daí o tempo passou, passou... hoje esse "mocinho" é conhecido por Rodrigo Santoro! Acho que foi o primeiro trabalho dele na TV. Ai ai... isso me lembra demais a minha 6ª série (...) Agora quero ver se você se lembra dessa musiquinha: "&lt;em&gt;Estrela brasileira no céu azul / Iluminando de norte a sul / Mensagem de amor e paz/ Nasceu Jesus, chegou o Natal / Papai Noel voando a jato pelo céu / trazendo um Natal de felicidade / E um Ano Novo cheio de prosperidade / Varig! Varig! Varig&lt;/em&gt;!" Será que é do seu tempo? Eu já estou com idade para admitir que voei de Varig. Vasp e Transbrasil também! Só não voei de Pan Am porque aí já ia ser demais!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;[Passei para o Fagner um vídeo do YouTube, um dos inúmeros sobre a programação da TV na década de 80] Vê só essa seqüência de propagandas, de “um sábado à noite de 1987 na Globo”, na hora do Supercine. Um monte de coisas me chamou a atenção nisso:&lt;br /&gt;1) A vinheta do Supercine não mudou desde 1987!&lt;br /&gt;2) Na chamada do Fantástico, uma das reportagens era os cuidados com a proliferação da dengue. Outra coisa que também não mudou.&lt;br /&gt;3) E os musicais do Fantástico? Ivan Lins e João Bosco. Quando que hoje isso acontece?&lt;br /&gt;4) Você se lembra daquela motinho italiana, Vespa? Muito mais charmosinha que essas motos de hoje e já era vista como uma alternativa para fugir do tráfego intenso!&lt;br /&gt;5) Propaganda da Pepsi com Tina Turner e Blitz! Que máximo isso! Adorei!&lt;br /&gt;6) Taffman-E! Chegou a tomar isso? Eu tomei porque via essa propaganda no programa dos Trapalhões, mas nem sabia do que essa bebida se tratava direito. Mas se os Trapalhões recomendavam... Era bom, mas tinha um gostinho de remédio.&lt;br /&gt;7) Essa é pra acabar: propaganda de livro! Tá certo que era um daqueles romances ultra comerciais, mas mesmo assim... LIVRO!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;[Fagner] - Nossa, esse vídeo foi longe, hein?&lt;br /&gt;Quando passou esse Supercine eu tinha 4 ou 5 anos... A vinheta não mudou mesmo. É, não mudou nada, ainda há dengue... Ô tempo em que a TV tinha programas que passavam os mestres da MPB... A Vespa é parte da alma italiana! Ainda tomo TaffMan-E, tem gosto de remédio mas tudo bem... Agora, propaganda de livro hoje só se for de auto-ajuda e olhe lá que tranqueira que estarão vendendo. Lembro de uma vez que falaram que fizeram propaganda nos ônibus franceses do livro do Paulo Coelho, o pessoal de lá achou tão deselegante (...) Pior é que eu gostei da propaganda antiga do Toddy... Viu só a latinha, que diferente, nada a ver com a de hoje. Estava mais para lata da manteiga Aviação do que para achocolatado Toddy...E no final quando o cara fala que Toddy é o único, impossível de se copiar... Agora qualquer fabriquinha tá fazendo chocolate em pó... Não igual ao Toddy, mas já quebra o galho...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;O mais curioso é que quando éramos crianças, tudo o que nós menos queríamos era ver propagandas, porque aquilo interrompia os nossos programas favoritos. E, no entanto, hoje, ficamos caçando essas mesmas propagandas, cheios de nostalgia. E é bom deixar claro que não ganhamos um centavo sequer para mencionar os produtos que apareceram neste texto! Não nos venderíamos tão barato e nossas saudades não têm preço. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-8550320789279997420?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/8550320789279997420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=8550320789279997420&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/8550320789279997420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/8550320789279997420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2010/09/correspondencia-entre-amigos-parte-4.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/TJgJ25jaf4I/AAAAAAAABSQ/xRnTwmL0kvA/s72-c/dentifr%C3%ADcio+alegria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-3295134846282498660</id><published>2010-07-06T20:58:00.002-03:00</published><updated>2010-07-06T21:01:27.606-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/TDPDveKVVhI/AAAAAAAABPs/CbcFrCG7lDM/s1600/clich%C3%AA+velha+dos+gatos.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 293px; DISPLAY: block; HEIGHT: 336px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490947591012439570" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/TDPDveKVVhI/AAAAAAAABPs/CbcFrCG7lDM/s400/clich%C3%AA+velha+dos+gatos.gif" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;DAS e Fagner!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;Mais uma vez obrigada!&lt;br /&gt;Esqueci de mencionar que eu serei uma dessas velhas loucas e solitárias que criam muitos gatos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-3295134846282498660?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/3295134846282498660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=3295134846282498660&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/3295134846282498660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/3295134846282498660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2010/07/das-e-fagner-mais-uma-vez-obrigada.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/TDPDveKVVhI/AAAAAAAABPs/CbcFrCG7lDM/s72-c/clich%C3%AA+velha+dos+gatos.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-8644666850589810339</id><published>2010-06-30T22:28:00.001-03:00</published><updated>2010-06-30T22:30:36.641-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;OS CLICHÊS QUE A GENTE ADORA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;strong&gt;Quem é que nunca se deleitou com um desses filmes bem açucarados ou previsíveis de Sessão da Tarde? Quem é que não se lembra de, durante as férias, ter passado algumas horas na frente da TV assistindo a filmes nada dignos de Oscar, mas que independentes de serem uma obra-prima da sétima arte, nos prendiam e ficaram gravados na nossa memória?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Ônibus escolar amarelo, que geralmente nunca espera pelo aluno retardatário.&lt;br /&gt;[2] Acampamentos com marshmallow na fogueira e histórias de terror.&lt;br /&gt;[3] Festa no ginásio da escola com ponche “batizado” e eleição de Rei e Rainha do Baile.&lt;br /&gt;[4] Tirar fotocópias da bunda – que vão, acidentalmente, parar na mesa do chefe.&lt;br /&gt;[5] Casa na árvore, onde “meninas não entram”.&lt;br /&gt;[6] Xingamentos como “loser” e “ass hole”.&lt;br /&gt;[7] Guerra de comida.&lt;br /&gt;[8] Cachorros que falam, chimpanzés que solucionam crimes e bebês que são gênios.&lt;br /&gt;[9] Trabalhadores que se humilham para ser promovidos.&lt;br /&gt;[10] Crianças que vendem limonada .&lt;br /&gt;[11] Liquidação de garagem.&lt;br /&gt;[12] Perseguição que destrói metade da cidade.&lt;br /&gt;[13] Bater em hidrantes .&lt;br /&gt;[14] Pessoas que se engasgam e são salvas pela Manobra Heimlich.&lt;br /&gt;[15] A tímida do colégio se apaixonar pelo capitão do time de futebol e o nerd gostar da líder de torcida.&lt;br /&gt;[16] Clube de Xadrez, Clube de Espanhol, aulas de Economia do Lar, Marcenaria, Artes e demais atividades extracurriculares que os alunos usam só para conversar sobre seus dilemas adolescentes.&lt;br /&gt;[17] Alunos de intercâmbio que causam o maior frisson na escola.&lt;br /&gt;[18] Personagens hispânicos com sobrenome Gomez, Rodriguez, Sanchez.&lt;br /&gt;[19] Todo japonês é geek, toda loira é idiota, todo mexicano tem subemprego, todo italiano é briguento.&lt;br /&gt;[20] Receber os novos vizinhos com uma torta e xeretar a vida deles através da cerca do quintal.&lt;br /&gt;[21] Ninguém nunca diz “tchau” ao terminar um conversa telefônica. Simplesmente desligam.&lt;br /&gt;[22] Valentões da escola que trancam os nerds no armário.&lt;br /&gt;[23] Treinadores estúpidos que pregam que o que importa é vencer.&lt;br /&gt;[24] Adolescentes que querem ser “os mais populares”.&lt;br /&gt;[25] Gente deprimida que assiste TV com um pote de sorvete no colo.&lt;br /&gt;[26] Viagem em família num trailer.&lt;br /&gt;[27] Algo “mágico” acontecendo numa noite de Natal.&lt;br /&gt;[28] Cortar a grama da vizinhança para ganhar uns trocos.&lt;br /&gt;[29] Máquina de guloseimas sempre enguiçada.&lt;br /&gt;[30] Taxistas indianos.&lt;br /&gt;[31] Enterro em dia de chuva.&lt;br /&gt;[32] Xerifes gordinhos e/ou coroas que nunca concordam com os métodos dos jovens agentes do FBI&lt;br /&gt;[33] Pescadores com chapéu cheio de iscas e caçadores com coletes vermelhos acolchoados.&lt;br /&gt;[34] Livro do Ano.&lt;br /&gt;[35] Baile da Primavera.&lt;br /&gt;[36] Velha louca e solitária que cria muitos gatos.&lt;br /&gt;[37] Catástrofes que só acontecem em Nova Iorque. Às vezes em Paris.&lt;br /&gt;[38] Toda turma adolescente em filme de horror tem que ter um cara fortão, uma menina bonita, um sujeito inteligente e o rapaz piadista. Geralmente o engraçadinho morre primeiro.&lt;br /&gt;[39] Discursos motivadores com a bandeira americana agitando ao fundo.&lt;br /&gt;[40] Apostas para ver quem vai ficar com a feinha da escola.&lt;br /&gt;[41] Baderneiros que arrebentam caixas de correio com taco de baseball.&lt;br /&gt;[42] Cenas de dança em que rumba, salsa, samba e tchá-tchá-tchá são a mesma coisa. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;strong&gt;continua... &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-8644666850589810339?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/8644666850589810339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=8644666850589810339&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/8644666850589810339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/8644666850589810339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2010/06/os-cliches-que-gente-adora-quem-e-que.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-8571096964840198844</id><published>2010-05-22T11:39:00.002-03:00</published><updated>2010-05-22T12:00:31.129-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;MOMENTO RETRÔ - PARTE 3&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;30 ANOS DE PAC MAN! \o/&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc33cc;"&gt;Só não comemoro jogando porque meu Atari quebrou :(&lt;br /&gt;Junto com Enduro, River Raid, Megamania e Super Dave, o Pac Man foi paixão à primeira vista. Que TV LCD que nada! Eu jogava numa Telefunken toda zuada e era ótimo! Puts, que saudades! :~)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc33cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 286px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474109004215539234" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/S_fxIuII1iI/AAAAAAAABNM/dBc8y0KE5H4/s400/pac+man+atari.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-8571096964840198844?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/8571096964840198844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=8571096964840198844&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/8571096964840198844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/8571096964840198844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2010/05/momento-retro-parte-3-30-anos-de-pac.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/S_fxIuII1iI/AAAAAAAABNM/dBc8y0KE5H4/s72-c/pac+man+atari.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-2710265990111127887</id><published>2010-04-07T12:28:00.002-03:00</published><updated>2010-04-07T12:33:47.083-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;MEU GRANDE&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#33ff33;"&gt;QUARTO DE BRINCAR&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 292px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457419097865579954" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/S7ylwT617bI/AAAAAAAABLU/zohQnEeS74I/s400/menina+feliz.jpg" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“São mitos do calendário / Tanto o ontem como o agora / E o teu aniversário / É um nascer toda hora&lt;/em&gt;” (Carlos Drummond de Andrade)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Esses dias ouvi uma expressão, também drummondiana, que me chamou muito a atenção: Fixação sentimental. Acredito que isso resume perfeitamente todo esse oitentismo e saudosismo que eu sempre sinto. Imagino que quem convive comigo deve estar farto dessa minha mania de ficar remexendo o que já foi, mas dessa vez vou tentar não aborrecer ninguém, mas sim fazer uma pequena homenagem a um lugar que marcou bastante um bom pedaço dessa minha curta vida de 30 anos: a loja A Eletrônica, que um dia foi do meu avô Antônio Sganzela (e também, por um tempo, do seu amigo e sócio Nelson Kerges), e depois do meu tio Carlão. Um pouco diferente das recordações precisas e históricas da minha mãe, o que eu tenho são lembranças de criança, são momentos que me remetem ás tais fixações sentimentais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Eu nunca levei aquela loja a sério. No bom sentido. Quando criança, eu nunca a vi como uma casa de comércio, muito menos como um local de trabalho. Eu a via realmente como um grande quarto de brincar, com suas prateleiras lotadas de bonecas, bibelôs, panelas, potes, potinhos, potões, ferramentas, talheres, vasos, jarras, porta-isso, porta-aquilo... Para mim tudo era brinquedo. Talvez as coisas com as quais eu nunca tenha brincado foram com os violões, porque eu era pequena demais para segura-los, porque eles ficavam pendurados lá no alto ou porque meu tio sabia que violão em mão de criança arteira não prestava. Mas confesso que “testei” muita coisa daquela loja – desde aqueles jipinhos com pedais até aquela pistolinha de acender o fogão, o Magiclick. Aliás, era só botar um Magiclick na minha mão e eu tinha diversão garantida durante boa parte da tarde. Como aquilo tinha mesmo forma de pistola, eu me sentia “a justiceira” atirando nos homens maus.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;E antes que a minha prima Evelyn diga que eu me esqueci dela, não tinha como esquecer, pois bastava a gente se encontrar na casa da minha avó para que ela viesse com essa: “Vamos brincar de lojinha?”. Aí as duas pirralhas ficavam transitando pela Eletrônica fingindo que uma era a atendente e outra era a “madame” que comprava. Mexíamos na caixa registradora para darmos nossos trocos imaginários, usávamos retalhos de papel de presente para fazermos as notinhas e acabávamos com as fitas, daquela quase secular, máquina de escrever (Remington? Royal? Não tenho certeza). E tudo isso em meio ao entra e sai dos fregueses de verdade. Eu não sei como o meu tio tinha paciência. Eu não teria! Mas o meu nonno já não era tão tolerante, porém até das suas broncas achávamos graça.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;A gente só dava um tempo de atazanar na loja quando era hora de tomar café na casa da dona Valentina – a loja e a casa da minha avó eram literalmente grudadas, o que aumentava ainda mais as possibilidades para inventar brincadeiras. Creio que eu só não bagunçava com as imagens dos santos, talvez por medo de ser castigada, porque de resto, em tudo eu mexia, em tudo eu fuçava. Eu me sentia dentro de um outro mundinho, tudo eu queria ver, em tudo eu queria botar a mão. E cada brincadeira, cada tilintar daquela velha e bela caixa registradora, cada vez que a loja funcionava à noite nas semanas que antecediam o Natal, cada passa-fora do meu avô, cada piadinha do meu tio, cada reencontro com os primos, tudo isso traz à minha memória, não apenas a imagem empreendedora de uma família, um estabelecimento respeitado ou um nome que foi se consolidando através dos anos, mas especialmente me leva de volta à minha “Disneylândia” – a melhor e única que eu poderia querer. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-2710265990111127887?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/2710265990111127887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=2710265990111127887&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/2710265990111127887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/2710265990111127887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2010/04/meu-grande-quarto-de-brincar-sao-mitos.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/S7ylwT617bI/AAAAAAAABLU/zohQnEeS74I/s72-c/menina+feliz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-6589531359410177166</id><published>2010-04-05T13:44:00.006-03:00</published><updated>2010-04-05T13:56:30.356-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;CORRESPONDÊNCIAS ENTRE AMIGOS – Parte 3&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;DAS ARTES AO FIM DO MUNDO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 273px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5456696708120602306" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/S7oUvsaSZsI/AAAAAAAABK8/5WdVxw5ZRt0/s400/fim+do+mundo.jpg" /&gt; &lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Em mais um texto da série “conversas orkutianas, porém relevantes”, Fagner e eu divagamos sobre o fim do mundo, passando pelas artes e pelo cinema, e percebendo como esse assunto tem se tornado ao mesmo tempo fascinante e cansativo. Nos tempos da minha avó, o fim do mundo despertava nas pessoas curiosidade e medo. Hoje, como quase tudo, isso está tomando ares de modismo. O fim dos tempos vem se anunciando desde que o mundo é mundo. Os homens das cavernas já olhavam para o céu vislumbrando o poder de algo que eles nem conheciam, mas que poderia acabar com a sua existência quando bem entendesse. O hinduísmo desde sempre falou sobre a destruição do mundo e sua reconstrução pelas mãos de Shiva. Os índios americanos, as civilizações da América Central, os egípcios, todos já sabiam que a humanidade nasceu com os dias contados porque somos imperfeitos, porque estamos sempre metendo os pés pelas mãos, porque somos algozes da natureza, somos egoístas, materialistas e merecemos uma lição. Mas à medida que 2012 chega, o espetáculo em cima desse assunto vai crescendo:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;[Fagner] - Agora vou ver se escrevo sobre o filme 2012, tinha falado que não iria assistir, mas uma amiga emprestou... &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;[Eu] - 2012 eu queria muito assistir, gosto dessas coisas meio apocalípticas, se bem que esse assunto já deu o que tinha dar. Estou acompanhando a série documental O Efeito Nostradamus no The History Channel. É sobre fim do mundo também, mas cada episódio trata de um tema. Eles buscaram fim do mundo até nas obras do Da Vinci! O episódio sobre os Sete Selos me impressionou um bocado. Se tiver a chance de ver, "veje" hahaha &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;[Fagner] - Então, é por isso que eu não assisto esses filmes de fim do mundo, é alguma coisa tão batida. Mas esse do History Channel parece interessante. Apocalipse no Leonardo da Vinci... Então, isso cheira até coisa do Código Da Vinci. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;[Eu] – Sim, sim, esse do History Channel é bem interessante. Isso sobre o Da Vinci, eles foram fuçar em três obras dele que - dizem - ele previu a revolta da natureza sob a forma de muitas chuvas, enchentes e um novo dilúvio. Isso aparece na Madona das Rochas, na Monalisa e no São João Batista. Fora as inúmeras gravuras dele - inclusive as Cabeças Grotescas! Pois é... Tem hora que eu acho que eles viajam demais, mas muita coisa ali até que faz sentido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;[Fagner] - Puxa, que leitura disso tudo, tenho reproduções da Madona das Rochas, da Monalisa daquelas da Caras, que é só colocar uma moldura, e livros com os outros quadros... Adoro as cabeças grotescas, parecem as bisavós das caricaturas. Mas nunca tive essa leitura. Até na crônica de hoje do Cony, na Ilustrada da Folha, ele cita a Ceia, daquela leitura que fizeram que João Batista era na verdade Maria Madalena e que na parte da junção dos dois formam um cálice. Sei lá. Eu acho que nós vamos acabar com o mundo antes do Apocalipse. Aí Deus irá dizer: Mas eu preparei tudo e os caras acabaram antes!&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;[Eu] - Essas cabeças grotescas eu fiquei conhecendo por causa da capa do disco Cabeça Dinossauro, dos Titãs. Achei medonhas, mas muito interessantes. Prendem a atenção, dão uma sensação muito esquisita. Não recordo exatamente o que disseram dessas cabeças quanto ao dilúvio, mas é como se elas fossem uma antecipação do que estaria estampado no rosto das pessoas nessa época de destruição. Era a angústia que Da Vinci sentia quando tinha essas "visões". Já em S. João Batista, os cabelos representam as ondas do mar invadindo a terra (muito resumidamente falando) e o dedo em riste é algo como "olhe para cima (procure por Deus), ainda há salvação".&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;[Fagner] - Sabia que o S. João Batista de Da Vinci na verdade é Baco? Repara bem quando você for ver novamente a imagem, a semelhança. Pensei que você ia dizer que as cabeças grotescas são aquela imagem da Bíblia que aos perdidos (os f***) só restará o choro e o ranger dos dentes... Aquelas cabeças me lembram essa passagem. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;[Eu] - Pois então, antes eu confundia esse São João Batista com o Baco mesmo. Afinal ele está muito mais com cara de "profano" do que de santo. Nunca tinha associado as cabeças grotescas com essa passagem da Bíblia! Mas combina. A primeira vez que eu vi, eu me lembrei daquela gente eternamente doente e mal nutrida dos tempos medievais, aí depois me lembrava dos orks do Senhor dos Anéis. Do fim do mundo para as artes... (...) É ou não é uma coisa perturbadora? Dá até pra imaginar o tormento se passando pela cabeça dessas criaturas. Da Vinci era terrível - no bom sentido (...) Hoje eu estava revendo o Efeito Nostradamus - O Armagedom de Da Vinci. Esse tipo de coisa é bom a gente assistir mais de uma vez, pois tem muito detalhe! (...) &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;O próprio Da Vinci fazia algumas previsões, deixou várias e várias frases escritas em forma de "charadas" sobre o fim do mundo. Medonho. (...) Finalmente consegui assistir a 2012 Tirando os clichês, algumas coisas ali ficaram meio estranhas, você percebeu? Americanos sem rumo dependendo da ajuda de russos e chineses! Isso sim é apocalíptico! E no fim das contas todo aquele carnaval da Diocese do Rio para censurar as cenas em que o Cristo desmorona, não deu em nada? Pra mim esse piti foi totalmente desnecessário, afinal a cena não durou nem 10 segundos. Pior foi a Capela Sistina rachando e os afrescos do Michelangelo virando pó. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;[Fagner] - Viu o 2012? O que me irrita é essa coisa que tudo os EUA tem que resolver... Parece que o mundo é quintal: "Olha lá pai, tão mexendo na laranjeira lá no fundo do quintal." "Peraí, fio, vou jogar uma bomba nesses malditos!" Mas sei lá, não é o meu estilo de filme preferido. Leonardo da Vinci fazer previsões é coisa de gênio, o cara escrevia ao contrário para ninguém ficar lendo. Mas sei não quanto a prever o fim do mundo, acho que vamos acabar com ele antes do Apocalipse, e quando Deus chegar para acabar com tudo vai dar com os burros n' água: "Puxa, essa racinha acabou com a minha diversão!"&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;[Eu] - Estados Unidos... tudo tem que acontecer primeiro lá, inclusive o fim do mundo! Agora peguei para assistir outro desses seriados amedrontadores do History Channel: Deus Versus Satanás. É também sobre isso do final dos dias, da última e decisiva luta do bem e do mal, que dizem, tem até lugar certo para acontecer: Megido. Mas como você disse, do jeito que as coisas estão indo, o fim pode estar mais perto do que a gente imagina. Quando Deus descer para dar na cara do Satã, não vai ter mais Megido, nem Jerusalém, nem Oriente Médio, nem continente nenhum. Vão ter que brigar em outra freguesia.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;[Fagner] Aí, escreve sobre o fim do mundo! Estava conversando ontem com o Leleco e ele me passou uma dica de um texto do Leonardo Boff. Além disso, tinha falado pra ele que se a nossa raça acabasse, segundo algumas leituras, entre elas a do nosso véinho querido, o Mark Twain, seria uma boa para o mundo. Sabe como é: não fazemos falta. E, se não existirmos mais, o mundo voltaria a ser o que era, lindo e limpo. Seria bom se isso acontecesse, o que eu acho que vai, porque somos frágeis, deixa mudar o tempo, ter uma catástrofe climática pra ver quem vai primeiro... &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;[Eu] Pois é, isso que você disse sobre a gente sumir e o mundo voltar a ficar limpo e bonitinho, teve também no THC uma série de documentários chamada O Mundo sem Ninguém, e falava exatamente disso. Se de repente todo mundo desaparecesse (por um motivo qualquer), o que seria do mundo? O que seria das cidades, dos monumentos, dos documentos, dos livros, dos nossos animais domésticos, dos prédios, das fábricas, das estradas? Muito interessante. A natureza simplesmente não sentiria a nossa falta, os animais reinariam sobre a terra e tudo TUDO MESMO sumiria em algumas centenas de anos, desde os livros e arquivos digitais, até os carros, usinas, museus, torre Eiffel, Estátua da Liberdade, Monte Rushmore (só para citar algumas das criações mais monumentais do homem), grandes rodovias. A natureza ia engolir tudo!&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;[Fagner] Tem até um filme assim. É no Planeta dos Macacos que eles aparecem do lado da cabeça da Estátua da Liberdade. É tudo seria perdido, coisas de valor inestimável. Mas e se viesse também alguma coisa do céu e acabasse com tudo, como aconteceu com os dinossauros? Outros seres iriam sobreviver, não nós e começariam tudo de novo. Em cima das nossas coisas, iriam evoluir e depois, quem sabe, até escavariam nossas coisas como fazemos com os dinossauros. (...) E, quem sabe, quando encontrarem algumas coisas, farão suposições de nossos costumes, como fazemos com bichos que nem sabemos direito como eram. Assim:&lt;br /&gt;O Supremo Castigo&lt;br /&gt;Mário Quintana&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Em todos os aeródromos, em todos os estádios, no ponto principal de todas as metrópoles, existe - quem é que não viu? - aquele cartaz... De modo que, se esta civilização desaparecer e seus dispersos e bárbaros sobreviventes tiverem de recomeçar tudo desde o princípio - até que um dia também tenham os seus próprios arqueólogos - estes hão de sempre encontrar, nos mais diversos pontos do mundo inteiro, aquela mesma palavra. E pensarão eles que Coca-Cola era o nome do nosso Deus!”&lt;/em&gt; - (In: Caderno H) p. 273 &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;[Eu] Agora esse trecho do Quintana me lembrou aquele outro filme Os Deuses devem estar loucos, em que o aborígene acha uma garrafa de Coca-Cola e imagina ser isso um sinal dos deuses. Mas vai ser bem por aí mesmo. De repente uma coisa bem banal como uma garrafa ou um tênis Nike daqueles bem horríveis, possam ser interpretados como coisas divinais, vai saber... Só sei que isso de fim do mundo está ultrapassando os limites da curiosidade e já está virando moda. Os documentários da TV a cabo só falam disso: catástrofes, apocalipse, os exércitos de Satã, a vingança da natureza, os escritos maias, as profecias de Nostradamus... vou voltar a ver Tom &amp;amp; Jerry que eu ganho mais. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;[Fagner] Nostradamus... Ainda acreditam nele? O cara tem quantas profecias do fim do mundo? Desde pequeno ouço algumas e até agora nada... Pra você ver que estamos sob um efeito retardado, isso porque teorias apocalípticas deveriam ser feitas no fim do século, quando as luzes estão se apagando. Isso me lembrou o Antônio Conselheiro no final do século 19. Lembra do "sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão"? Já leu essa profecia? Lembro de uns caras (no fim do século que nascemos - estamos velhos, somos do século passado!) que se mataram quando o cometa Halle Boop ia passar porque teve um maluco que falou que seria o fim do mundo e que na cauda do cometa tinha uma espaçonave que iria pegar aqueles que se matassem numa data certa. Agora com isso eu me lembrei do Chaves entregando jornal: "Cinqüenta pessoas enganadas!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Quem quiser aderir a uma seita bizarra e se matar, que se mate. Enquanto Deus não passa uma vassoura em tudo, o melhor a fazer é tentar ver as coisas por um lado mais espiritualizado e menos especulativo. Vou continuar lendo, escrevendo, adorando gatos, vendo os vexames do Palmeiras, fazendo palavras cruzadas, assistindo a desenhos e desfrutando da companhia das pessoas que amo do mesmo jeito de sempre. O final é algo certo para todos. Para uns mais cedo, para outros mais tarde. Mas mais importante do que escarafunchar sobre qual tragédia se abaterá sobre nós um dia, é aprendermos a tirar o melhor de nós todos os dias. E fim de papo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-6589531359410177166?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/6589531359410177166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=6589531359410177166&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/6589531359410177166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/6589531359410177166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2010/04/correspondencia-entre-amigos-parte-3.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/S7oUvsaSZsI/AAAAAAAABK8/5WdVxw5ZRt0/s72-c/fim+do+mundo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-720364148760989999</id><published>2010-03-31T21:02:00.006-03:00</published><updated>2010-04-30T23:59:11.311-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#33ff33;"&gt;&lt;strong&gt;RIGHEIRA? &lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;AMO!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 262px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466130573601490930" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/S9uYy79rR_I/AAAAAAAABME/tDferMhlIWs/s400/righeira.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-720364148760989999?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/720364148760989999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=720364148760989999&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/720364148760989999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/720364148760989999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2010/03/correspondencias-entre-amigos-parte-2.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/S9uYy79rR_I/AAAAAAAABME/tDferMhlIWs/s72-c/righeira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-7066471313077584936</id><published>2010-02-05T00:07:00.003-02:00</published><updated>2010-02-05T00:13:02.162-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/S2t-YjpYBMI/AAAAAAAABKY/LVg32EuCccY/s1600-h/agradecimentos.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 396px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434576335703377090" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/S2t-YjpYBMI/AAAAAAAABKY/LVg32EuCccY/s400/agradecimentos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc00;"&gt;Bruno, Fagner, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc00;"&gt;LyLove e Das Schweigen:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#33ff33;"&gt;muito obrigada pelas visitas e pelas palavras.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#33ff33;"&gt;Sinto que ganhei a semana!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc00;"&gt;\o/&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-7066471313077584936?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/7066471313077584936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=7066471313077584936&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/7066471313077584936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/7066471313077584936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2010/02/bruno-fagner-lylove-e-das-schweigen.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/S2t-YjpYBMI/AAAAAAAABKY/LVg32EuCccY/s72-c/agradecimentos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-1540412737932866984</id><published>2010-02-03T14:30:00.008-02:00</published><updated>2010-02-04T12:10:24.985-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;HERÓIS DE ONTEM&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;HERÓIS DE HOJE.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;color:#ff99ff;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:180%;color:#ff99ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:180%;color:#ff99ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 282px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434057943834997010" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/S2mm6LcssRI/AAAAAAAABKI/K7NTYz0SA4A/s400/sao_francisco_assis.jpg" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Fui muito pichada pelo meu último texto, sobre a Colheita Feliz, pois creio, muitas pessoas não entenderam o espírito da coisa, mas tudo bem. Sei que dessa vez a receptividade vai ser a mesma já que vou pisar o calo de mais gente. Quem gosta de Big Brother aí, levante a mão. Mesmo aqueles que fingem que não gostam, mas que sempre dão suas espiadelas, conforme convida o Bial. Eu admito que assisti lá nos primórdios, quando a coisa ainda era novidade. Mas aí fui percebendo que circo inútil isso era e me curei. Mas respeito quem gosta. Só pergunto se essa mania de chamar os brother e sisters de “guerreiros” e “heróis” não é exagero. Eles mesmos se intitulam guerreiros. Guerreiros por quê? Cadê o heroísmo? Onde há bravura? Cadê a valentia? Ali só se vêem músculos, bundas, cabelos tingidos, silicones, cabeças ocas, conversas fiadas, piadas gratuitas, comentários sem nexo, modismo e uma pseudo-militância. E há quem pague para ver! Para mim ali não há, nunca houve e jamais haverá guerreiro algum, herói algum. Ali só existem oportunistas e preguiçosos. Mas eles estão crentes que são guerreiros! E com isso passam a idéia de que guerreiro ou herói é somente aquele que vence, é aquele que esmaga a cabeça de seus inimigos, é quem triunfa a preço for. Não. Os sábios gregos antigos já ensinavam que o verdadeiro herói é aquele que dá a sua vida por alguém ou por uma causa sem pensar em recompensas, sem almejar homenagens, sem esperar por aplausos. Os maiores heróis da antiguidade perderam suas vidas em nome daquilo em que acreditavam e nem sempre saíram vitoriosos, mas seus nomes ficaram imortalizados e alguns vencedores se perderam na História. Isso me lembra o caso de quando Fernando Pessoa, ainda engatinhando na literatura, ficou em segundo lugar numa espécie de concurso de textos. O segundo colocado foi o grande Pessoa, mas quem foi o primeiro? Ninguém sabe. O vencedor nem sempre é digno.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;Antes de chamar esses situacionistas de heróis, Pedro Bial deveria botar a mão na consciência e se lembrar de quem realmente são nossos paladinos. E para aqueles que adoram um BBB, aí vai uma listinha, para que percebam o crime que se comete quando se nivela esses “famosos-quem?” com esses bravos homens e mulheres, guerreiros de fato:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;1 - As antigas civilizações da América que se defenderam como puderam de seus algozes colonizadores.&lt;br /&gt;2 - As centenas de mulheres queimadas pela Inquisição, acusadas de bruxaria (juntamente com seus gatos) simplesmente porque a Igreja via no sexo feminino a própria tradução do pecado.&lt;br /&gt;3 - Jesus, que somente com suas palavras, arrebatou milhares de corações e sem derramar o sangue de ninguém, incomodou profundamente o Império Romano e mudou indelevelmente a História do mundo&lt;br /&gt;4 - Siddhartha Gautama, o Buda, que se libertou dos ricos muros que o impediam de ver as mazelas do mundo, abdicou de tudo e alcançou a iluminação na intenção de abrir as mentes das pessoas e levá-las ao conhecimento.&lt;br /&gt;5 - Sócrates que sob a acusação de corromper seus jovens discípulos, foi obrigado a beber cicuta, mas não retirou nenhuma palavra que disse, mantendo sua honra até o final.&lt;br /&gt;6 - Francisco de Assis, que depois de uma revelação, se despojou de tudo que tinha e casou-se com a senhora pobreza, cantava as palavras do Cristo, espalhava sua alegria e contemplava a natureza.&lt;br /&gt;7 - Lao-Tsé, grande pensador chinês que deu origem ao Taoísmo; entristecido com o pouco caso da sociedade de sua época recolheu-se nas montanhas do Tibet, porém seu único intuito era pregar a bondade.&lt;br /&gt;8 - Gandhi que, disseminando o pacifismo, foi o grande responsável pela conquista da independência da Índia.&lt;br /&gt;9 - Joana D´Arc, que ainda menina ouvia vozes santas, foi ridicularizada, acusada de louca, mas que reuniu um exército e levou os franceses à vitória sobre os ingleses em 1429. Quando capturada, foi também mandada à fogueira. Porém sua audácia e coragem nunca foram esquecidas.&lt;br /&gt;10 - Maria Quitéria, valente baiana que, disfarçando-se de homem, lutou contra a coroa portuguesa pela independência do Brasil.&lt;br /&gt;11 - As 103 tecelãs que morreram carbonizadas em uma fábrica em Nova Iorque em 08 de março de 1857, reivindicando melhores condições de trabalho.&lt;br /&gt;12 - Anita Garibaldi, que combateu bravamente na Revolução Farroupilha e pela libertação e unificação da Itália.&lt;br /&gt;13 - Machado de Assis, que tinha vários ingredientes para dar em nada, venceu preconceitos e ainda é (e será sempre) um dos maiores escritores da Língua Portuguesa.&lt;br /&gt;14 - Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, que mesmo pobre e doente, produziu as mais belas obras do nosso barroco, deixando-nos um legado artístico ímpar.&lt;br /&gt;15 - Sêneca (um dos meus filósofos favoritos) defendia o desapego dos bens materiais e uma vida feliz longe das ostentações. Foi conselheiro do imperador Nero e tentou orientá-lo no caminho do estoicismo, mas assim como Aristóteles com seus discursos, foi injustamente acusado e condenado a cometer suicídio.&lt;br /&gt;16 - Anne Frank, a adolescente alemã que viveu 25 meses escondida num porão com sua família fugindo das ameaças nazistas. Privada de qualquer conforto e liberdade, ela escrevia em seu diário seus medos e esperanças. Porém eles foram dedurados e levados a Auchwitz. Somente seu pai, Otto, sobreviveu ao campo de concentração. Hoje seus escritos são uns dos mais conhecidos registros sobre as barbáries dessa época.&lt;br /&gt;17 - Madre Teresa, ganhadora do Nobel da Paz em 1975, fundadora da ordem das Missionárias da Caridade, disse ter recebido um chamado de Deus quando abandonou a docência de Geografia para se dedicar integralmente aos pobres, preocupando-se e dando atenção especialmente às crianças, velhos, cegos, leprosos e mulheres. Era também conhecida por "Santa das sarjetas".&lt;br /&gt;18 - Nossos antepassados que desembarcaram no Brasil com uma mão na frente e outra atrás, mas que, com muito trabalho, conseguiram ter seu pedaço de chão, seu teto, seu pequeno negócio, e sem prejudicar ninguém (e nem se valer de esmolas do governo), constituíram, honestamente, família e patrimônio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;E os bravos de hoje, quem são? Big Brothers acéfalos? Uma bunda imensa que se sacode no carnaval? Jogadores de futebol que ao invés de honrarem seus salários, promovem orgias na Europa? Quem foi que os colocou num pedestal? Não venham só culpar a mídia por essa inversão de valores, pois se os veículos de comunicação vendem, é porque existe quem compre. Os heróis que o povo quer têm que passar pelo crivo da mídia para ter significância. Isso é deprimente. O povo deixa passar batidos os guerreiros de hoje de verdade como os ativistas e voluntários do Greenpeace, WWF, S.O.S Mata Atlântica, Projeto Tamar, que fazem uso do tempo que têm e da ajuda que quase não têm para tentar resgatar animais e plantas ameaçados de desaparecer, de recolher bichinhos maltratados, de alertar as pessoas e de fazê-las enxergar que a natureza pede socorro. Médicos sem fronteiras que se desdobram para atender pacientes nos confins mais pobres do mundo. Professores, especialmente os dos grandes centros como São Paulo, que são mal pagos, destratados, ofendidos e até agredidos, mas que ainda assim honram a profissão; ou os dos lugarejos mais miseráveis dos sertões, onde não há condição alguma de trabalho, mas eles estão lá para seus alunos. Hoje quem realmente tem bravura e coragem não tem cara, não tem nome. Talvez na Grécia antiga eles fossem lembrados em belas odes. E, no entanto, adoradores dos Big Brothers, tão burros quanto os próprios, os divinizam, os tomam como exemplos e serão igualmente efêmeros. Cada um tem o herói que merece.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;_______________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#99ff99;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;São Francisco de Assis: o homem do milênio&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-1540412737932866984?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/1540412737932866984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=1540412737932866984&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/1540412737932866984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/1540412737932866984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2010/02/herois-de-ontem.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/S2mm6LcssRI/AAAAAAAABKI/K7NTYz0SA4A/s72-c/sao_francisco_assis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-3845284600643191643</id><published>2010-01-21T09:59:00.006-02:00</published><updated>2010-01-21T10:13:52.418-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;COLHEITA&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ff9900;"&gt;SEMPRE &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;FELIZ&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Sinto que há pessoas (além do blog) que não entenderam muito bem a proposta do meu texto sobre a Colheita Feliz. Ah, pelamordedeus! Será que não notaram que o texto não é para ser levado tão ao pé da letra? Quando criança eu roubava pitangas em algumas casas daqui de Garça. Hoje roubo as hortas virtuais da Colheita. Eu também jogo! Por isso me achei no direito de brincar com esse assunto. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Respeito o pensamento de todo mundo, mas só achei engraçado tantas pessoas se manifestarem irritadiças levantando a bandeira da Colheita Feliz sendo que nesse mundo há tantas outras causas mais importantes para se defender, enfim... Essa gente que leva tudo tão a sério o tempo todo tem que se cuidar: Isso dá úlcera!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;OHM...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 297px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429163780093964786" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/S1hDsWvq8fI/AAAAAAAABIA/KiVjOqKEsIc/s400/So-meditando-muito.jpg" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-3845284600643191643?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/3845284600643191643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=3845284600643191643&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/3845284600643191643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/3845284600643191643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2010/01/colheita-sempre-feliz-sinto-que-ha.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/S1hDsWvq8fI/AAAAAAAABIA/KiVjOqKEsIc/s72-c/So-meditando-muito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-5683412547020610975</id><published>2009-12-10T20:01:00.002-02:00</published><updated>2009-12-10T20:06:53.091-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;A COLHEITA&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;MALDITA&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 276px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413732249429018818" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SyFwzDRLCMI/AAAAAAAABGY/dIdNC-xW4uE/s400/colheita+feliz+jogo+do+orkut.png" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Antes que eu fique com algum bloqueio mental por causa desse jogo, vou logo escrever o texto que alguns amigos meus me recomendaram e pediram. Na verdade o jogo em questão não se chama Colheita Maldita, mas Colheita Feliz (a versão brasileira do Happy Harvest). O “Maldita” é por minha conta, pois o que parece ser um inocente joguinho on line, na verdade é um terrível vício que desperta o que há de pior no ser humano: ganância, inveja, ostentação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Para aqueles que ainda não conhecem o Colheita Feliz, em resumo se trata de uma brincadeirinha do Orkut, falsamente inofensiva, onde as pessoas mantém suas fazendinhas plantando, colhendo e criando animais – e ganhando algum dinheiro com isso. Dinheiro de mentirinha, claro. Só mesmo o Silvio Santos e o Lula para darem dinheiro à toa. O visual do jogo é bonitinho, quase infantilizado; as vaquinhas, ovelhinhas, galinhas, burrinhos e porquinhos são todos “fofinhos”. As plantinhas não fazem muito sentido, pois um pé de morango tem o mesmo tamanho de um pé de manga, mas tudo bem, o que interessa é a emoção do jogo. E não exagero quando uso a palavra “emoção”, pois como eu disse, esse passatempo tão inocente é capaz de nos transformar em verdadeiros Mr. Hyde. Para começar, ganhamos dinheiro roubando nossos amigos. Ficamos à espreita em suas hortas para colher os frutos maduros e os produtos dos animais e depois vendemos as mercadorias furtadas. Mas sempre tomando cuidado para não sermos nós os roubados. Roubar pode. Ser roubado, não! Aí começa o mais fiel retrato da vida real: tornamos-nos egoístas e trapaceiros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Depois vem a raiva por termos sido furtados, a frustração por não termos tomado a devida conta de nossas plantas e bichos. Resulta daí que passamos a ver nossos amigos como rivais e traíras em potencial. No mundo real chamamos isso de competir de forma desleal. Em seguida vem a opção de infestarmos de pragas as hortas “inimigas”. Vingança, claro. Ele vem e me rouba, se eu não posso roubá-lo, então vou prejudicá-lo. Inveja. Rancor. Sadismo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Ainda podemos regar e limpar as plantações, usando pesticidas para matar as tiriricas e os vermes. Mas não fazemos isso porque somos bonzinhos, mas sim porque também rende algum trocado. Ou seja: não existe nenhuma boa ação desinteressada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Quando eu entrei nesse jogo, eu imaginava que isso era coisa de criancinha. Mas a Colheita Feliz é a mais cínica tradução da máxima que diz que “o homem é o lobo do homem”. Dramas à parte, quem joga, comece a reparar nisso: você já teve inveja da plantação de algum amigo, cheia de pêssegos, limões, uvas, kiwis, pitayas e flores que você nunca conseguiu? Enquanto ele planta coisas caras e exóticas você ainda está no estágio daqueles reles nabos e cenourinhas. Você já se pegou cobiçando o curral alheio cheio de animaizinhos lindinhos que produzem uma pancada de leite, ovos, lã e mel? Enquanto isso o seu terreno está tão vazio que se o jogo tivesse som, você só teria o som do silêncio. Você já se pegou meio desbundado quando viu os cenários bacanas dos outros, com paisagens diferentes e casinhas estilosas? Ao passo que você demorou uma vida em juntar grana e se mudar daquela casa sem-graça e trocar aquele jardim zoado. Ambição total. Humildade zero.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Para quem não joga a Colheita Maldita acha que isso é puro devaneio meu, mas tenho certeza que alguma idéia assim já deve ter incomodado algum “fazendeiro”. É natural, o sentimento de competitividade é inerente no ser humano. E tem sido assim cada dia na vida, seja em algo sério como brigar por uma vaga de trabalho ou em algo mais ameno como uma pelada de fim de semana e até numa bobeira como essa Colheita Feliz.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;O que eu quis mostrar com esse texto é que até mesmo nas menores coisas, diante da “ameaça do outro” e da competição, nossos instintos mais primitivos afloram. Talvez um psicólogo ou um antropólogo explique bem melhor esse fenômeno de pessoas trancadas em seus mundinhos, se roubando entre si, cobiçando, querendo que o outro se dane, ainda que esse “se dane” não seja um desejo do fundo do coração. Mas é engraçado ver que até numa brincadeirinha assim, quem pratica ilegalidades é quem mais se dá bem. Semelhança total com o mundo exterior.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Semelhança maior ainda eu senti quando, dia desses, eu invadi um laranjal alheio e não senti um pingo de culpa. Invasão em laranjal sem culpa... Já vi isso em algum lugar. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-5683412547020610975?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/5683412547020610975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=5683412547020610975&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/5683412547020610975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/5683412547020610975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2009/12/colheita-maldita-antes-que-eu-fique-com.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SyFwzDRLCMI/AAAAAAAABGY/dIdNC-xW4uE/s72-c/colheita+feliz+jogo+do+orkut.png' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-4450441283379222667</id><published>2009-11-11T15:31:00.004-02:00</published><updated>2009-11-11T15:47:12.179-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;AI, QUE SAUDADES DAQUELAS&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;GAROAS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402902146175939986" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/Svr24EsDNZI/AAAAAAAAA94/eDMeege0Z28/s400/sampa+3.jpg" /&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;Acompanhem esses fragmentos de mensagens orkutianas, que o meu texto vem já já:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;[Eu] Como é que você conseguiu tirar fotos na sala da OSESP? Me diga! Eu levei um esporrinho da segurança só porque eu tirei uma fotinho de nada e sem flash! Ou eles estão relaxando com essa regra ou você é muito do descarado (segunda opção?)&lt;br /&gt;Muito lindo lá, né? Momento Comentário-Maldoso: Nem parece que estamos no Brasil (isso me lembra Lula sobre a África) (...) Eu não me perdôo por não ter ido ao Museu da Independência, MASP, Casa das Rosas... fiquei um ano morando em Sampa, mas não dava pra ver tudo :/ Deve ser porque eu não saía da Liberdade =) (...) Quando eu fui à Osesp, acredita que eu dormi durante quase toda a apresentação? Ai que vergonha! É que eu tinha tomado uma dose cavalar de Dramin. Acordei com todo mundo batendo palmas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;[Fagner] Pra você ver como que as pessoas atrevidas vão longe... ou são expulsas da sala de concerto! Tirei mesmo!!! Só falaram que não podia quando o maestro iria entrar. Nem parece que é o Brasil mesmo, mas olha a foto que eu tirei da parte de fora, do entorno da Júlio Prestes, uma menina fumando droga e com uma boneca na mão... Há tanta desgraça lá, mas é uma cidade bonita, há alguns lugares bonitos que valem a pena. Achei pitoresco que mesmo sendo poluída (não agüentava de dor de cabeça por causa disso), de ter um trânsito louco, lixo espalhado pra tudo quanto é canto, as pessoas saem para caminhar, fazer exercícios, jogar futebol, passear. É uma cidade cheia de contrastes. Estranho, né? No domingo eles saem, vão muito longe se divertir... E nós, daqui do interior, às vezes nem saímos de casa. Quanto mais pra ir em museu, galeria, sala de concerto. Ou também pra caminhar, jogar futebol... (...) A sala São Paulo foi o lugar mais chique que você cochilou e o lugar mais chique que eu escrevi um soneto (...) Da próxima vou no Museu do Futebol... Você falou de "velharias", gosto de colecionar as minhas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;[Eu] Mas no do Futebol eu fui! eeee \o/ Quando você tiver a oportunidade, vá sim! É bem moderno, mas tem uma parte de fotos antigas que é linda! E no do Imigrante também. Pra quem curte "velharia" como a gente, é uma diversão só! Ai que saudades de Sampa - eu achei que eu jamais fosse dizer isso!!! (...) Tanta gente diz que SP é a terra das disparidades e tal, mas a gente só comprova isso quando está lá. Morei num pedaço do Brás - antes redutos de italianos, portugueses e espanhóis. Lá se vêem muitos predinhos que no passado devem ter sido lindos: casarios com sacadas graciosas, colunas, portas altas de madeira com fechaduras de ferro todas trabalhadas, anjinhos e outras figuras esculpidas na fachada... um cenário até romântico. Hoje isso não passa de cortiço, lixo e pichação pra todo lado. É de dar dó e raiva ao mesmo tempo. Daí, uns minutos de metrô mais adiante, você desembarca na Paulista e dá de cara com aqueles bancos chiquérrimos com cara de Wall Street - alguns instalados em casarões dos barões do café - restaurantes e cafés que dá até vergonha de entrar, tudo limpo (quando não tem obras), um ar nova-iorquino... como pode?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;[Fagner] Pra você ver que a terra da realização de sonhos não é o paraíso.&lt;br /&gt;Tinha visto isso, voltando do Ipiranga, passamos de frente com o Mercado Municipal e ali perto havia algo assim, casinhas antigas que deveriam ser lindas no passado e que hoje não passam de um cortiço. Parece que acertamos, mesmo com esse vácuo de cultura que há y otras cositas más, em termos nascido no interior. A vida aqui aparenta ser mais digna...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Nesse instante (11/11/09, 12:30) acabo de ter uma daquelas conversas um pouco “cabeça”, um pouco “nerd”, um tanto filosófica e outro tanto saudosista, com meu amigo Fagner. E na maioria das vezes sinto que essas conversas podem render um texto – vivo falando isso para ele. Só que dessa vez não deixei passar e o que parlamos, rendeu um texto sim! É que eu já estava incomodada com essas saudades me rondando e resolvi fazer uma espécie de declaração de paixão por São Paulo. Ainda não é declaração de amor, mas um dia quem sabe...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;Sempre ouvia as pessoas falando de São Paulo, de suas belezas e perigos, terra das oportunidades, onde o dinheiro corre, lugar onde as diferenças sociais saltam aos olhos, cidade violenta, enchentes, seqüestros, sujeira. Tudo aquilo que todo mundo sabe. Então como pode alguém se apaixonar por uma cidade assim? Porque em meio a tanta desgraceira, existe uma São Paulo linda, convidativa, charmosa, inteligente, engraçada, pluralista. Não posso dizer que eu tenha incorporado uma “paulistanidade”- no meio daquela gentarada toda eu era apenas mais uma criatura vinda de algum lugarzinho tentando entender aquela confusão. E ainda não entendi, mas tentei tirar o melhor que pude de lá. Minha prima Lílian que o diga – como eu cheguei lá toda medrosa. E hoje, como sinto saudades daquele lugar com seu clima “4 em 1” (as quatro estações do ano num só dia) quando eu saía do Brás cheia de calor, chegava na República com o tempo fresco, voltava com aquele ventinho frio e ia dormir com o ar gelado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Eu que vivi a minha vida toda entrando e saindo de casa com tanta facilidade, demorei um pouco a me habituar a sair e entrar no prédio depois de ser reconhecida pelo porteiro; ou disputar alguns centímetros dentro do metrô para ir ao centro, sendo que aqui isso se faz caminhando algumas quadras respirando um ar limpo e sem correr o risco de algum pivete nos encostar um estilete, ou fazer o sinal da cruz antes de atravessar uma rua, porque lá os motoristas não têm o mesmo sossego e tolerância que os daqui. Mas ainda assim, tenho saudades. Coisas da paixão, não tento mais entender. Sampa me ganhou justamente por esses pequenos desafios diários, que servem pra nos deixar mais alertas, mais espertos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 307px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402902388297819618" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/Svr3GKqZ5eI/AAAAAAAAA-A/Ed_HRnUuDlU/s400/sampa+1.jpg" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;E Sampa também nos faz pensar. Como disse o Fagner, no mesmo espaço em que temos um lugar encantador como a Estação Júlio Prestes e a belíssima Sala São Paulo, vemos crianças se rendendo às drogas. Isso me lembra das vezes que fui ao elegante Teatro Abril e ao pitoresco Largo do Arouche, onde, ainda que veladamente, jovens se vendem em portas de casas noturnas. Ou na Praça da República, onde durante o dia artistas exibem e comercializam suas telas, esculturas e artesanatos, mas durante a noite, os mendigos “reinam”. Vi famílias desabrigadas montando barracas sob as pilastras do metrô, soube de um sujeito que se matou ao se atirar de lá e seu corpo ficou ali, estendido, esperando horas até que as autoridades competentes viessem levá-lo (e acabar com o espetáculo gratuito dos passantes), e logo ao lado as crianças de uma escolinha ficavam espiando a cena. Me habituei a ouvir sirenes da polícia e do Resgate – em Garça isso ainda gera curiosidade, mas lá isso é só mais um barulho. Aprendi a dizer NÃO às crianças mendicantes, às mães pedintes, às pesquisas de rua, aos distribuidores de panfletos e até aos perdidos em busca de informação. São Paulo nos faz indiferentes e mais duros, ainda que lutemos contra isso, mas o medo do desconhecido grita mais alto. Lá o medo e a vontade de ousar sempre andam juntos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;E aquele sentimento de contemplação sempre nos cutuca quando olhamos os prédios ora modernos, ora antigos; as praças ou lindas ou abandonadas, pensando “quem será que foi esse fulano homenageado com esse busto tão mal cuidado?”; os casarões preservados da Avenida Paulista e Higienópolis, a Catedral da Sé, a Estação da Luz (onde minha prima e eu fomos confundidas com gringas) e o maravilhoso Museu da Língua Portuguesa, os charmosíssimos cafés ao redor da Bolsa de Valores, o Pátio do Colégio, o Largo São Bento, o Mercado Municipal com suas cores, cheiros e sabores; o adorável Museu do Imigrante na Mooca, o apaixonante Museu do Futebol no Estádio do Pacaembu, os milhares de programas culturais gratuitos, os diferentes estilos arquitetônicos, as livrarias, os sebos, os grafites, os monumentos, as luzes. E é claro, o meu xodó: o bairro da Liberdade. Apesar de eu não ter nenhum pingo de sangue oriental nas minhas veias, lá eu me sinto em casa. Como diz minha mãe: isso deve ser coisa de vidas passadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 292px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402902992266530386" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/Svr3pUnxDlI/AAAAAAAAA-I/aoUtvGoNa4A/s400/sampa+2.jpg" /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;strong&gt;Tantas belezas, tantos contrastes, tantas experiências, aprendizados, impressões, medos, alegrias, expectativas, surpresas boas e ruins. Sampa é uma mistura de tudo e, no entanto, como bem lembrou o Fagner, somos afortunados por termos nascido em Garça onde tudo é tão comum, tão igual, tão uniforme, tão parado, mas não há no mundo o que pague tanto sossego. Viver lá é para quem tem o sangue frio, que se anestesia diante de tantos “tudos”. Viver aqui é para quem tem sangue quente, que consegue fazer de Garça a sua própria terra de realização de sonhos. Sou garcense por amor, mas aspirante a paulistana por paixão.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-4450441283379222667?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/4450441283379222667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=4450441283379222667&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/4450441283379222667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/4450441283379222667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2009/11/ai-que-saudades-daquelas-garoas.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/Svr24EsDNZI/AAAAAAAAA94/eDMeege0Z28/s72-c/sampa+3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-3353238323984354479</id><published>2009-10-08T16:07:00.004-03:00</published><updated>2009-10-08T16:15:20.455-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;BALEIROS,&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;RECREIOS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#33ff33;"&gt;E OUTRAS SAUDADES&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 308px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390309471563274770" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/Ss4558Hz2hI/AAAAAAAAA00/g-IIjlNW_XI/s400/recreio.jpg" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Dessa vez o texto teve origem numa “polêmica” saudosista debatida entre meu namorado e eu acerca de algumas guloseimas oitentistas – claro. Qual era melhor: o Azedinho Doce ou os Minichicletes Adams? Ele defendia os chicletes compridinhos, fininhos e achatados que, como o nome já diz, eram azedos e me desgostavam. Eu tomei o partido dos Minichicletes que eram mais bonitinhos justamente por serem miniaturizados. Mas aí me lembrei do meu “campeão de vendas”, o Ploc Monsters, aquele chiclete duro pra caramba, que não fazia bola e que grudava em tudo, mas que vinha com figurinhas de monstros com nome de gente. Esse sim era o mais legal porque tinha aquele “desafio” de completar o álbum logo e achar algum monstro xará de algum amigo. Guardo até hoje o álbum – incompleto, para a minha frustração – assim como os do chocolate Surpresa. Minha mãe sempre me dava um Surpresa, aquele do tigre no papel, e eu ficava louca tentando fechar a coleção de cartões de vários animais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;Outra coleção impossível de se terminar era do Ping Pong Pantanal. Tenho certeza que muitos se lembram da mania que era aquilo e de toda molecadinha batendo bafo na hora do recreio. A maior raridade de todas era uma ave chamada “noivinha”, quase ninguém tinha e quem tinha tentava vender para os mais bobinhos. E falando em recreios, isso parece uma frase dita pelo Chaves, mas uma das maiores lembranças que eu guardo da minha infância na escola são os intervalos no Hilmar Machado, justamente por causa das merendas e outros acepipes. Tinha dia que não dava para resistir e eu entrava na fila do refeitório atrás das sopas de feijão, das canjicas, dos sagus e das macarronadas – que eram servidos aqueles pratinhos de plástico azul.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Ou então comprava tranqueirinhas na cantina da Elza: aqueles pirulitos de caramelo em forma de chupeta, que demoravam hoooras para acabar; chup-chup de doce-de-leite e pipoca doce. Super nutritivo. Então, para dar um reforço no lanche, minha mãe embrulhava uns pãezinhos Seven Boys com geléia pra eu levar. Aliás, esses agrados gastronômicos nunca faltaram: geléia de Mocotó Colombo, o saudoso BrownCow, aqueles suquinhos sem nome que vinham em embalagens no formato de revólver, cacho de uva, carrinho etc, e Danfrut, aquele iogurte que vinha com pedaços de frutas no fundo. Fora meu pai que era intimado a me comprar algodão-doce toda vez que íamos ver a banda no coreto nas noites de domingo. Mas tinha que ser do branco! O rosa ele dizia que tinha muita tinta.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Eu e meus primos também consumíamos muitas outras bobagens deliciosas no bar do seu Nelson, ali bem no centro. Ainda lembro perfeitamente daquele baleiro que girava – e chiava – em cima do balcão, das tirinhas de balas Klep´s, do refrigerador cheio de Brahma Guaraná e Malt 90 e das vitrines lotadas de doces, especialmente de suspiros e marias-moles que vinham com uns brinquedinhos bem mixurucas. Certa vez pedi uma que trazia um relógio de plástico bem vagabundo e sem ponteiros do Coisa (do Quarteto Fantástico), era simplesmente horroroso, mas eu o coloquei no pulso e o exibia como se estivesse usando um legítimo Cartier.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;Mas a gente se contentava com pouco e com coisas simples como fazer limonada e comer uma panelada de pipoca salpicada com Aji-no-Moto (na época, a maior novidade em termos de tempero), na calçada, como minhas primas e eu fazíamos de tarde nos fins de semana, ou fazer favores para o meu primo Fernando em troca de Suflair, assaltar o baleiro da minha vó, que vivia lotado de balas Soft (que parecia ser feita de vidro), toffee (que grudavam no papel e no dente) e as clássicas Jane e Chita, de menta e abacaxi, da Ogawa. As mesmas que ganhávamos dos Papais Noéis de porta de loja quando o comércio abria a noite na época do Natal. Mas seria uma injustiça não citar aqui as balas Banda, 7 Belo, Juquinha e Xaxá – a do gatinho. Tinha também a Mentex, que minha mãe sempre tinha na bolsa e eu pensava que era remédio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Do popular para o “chique”, quando eu era criança, a coisa mais espetacular do mundo, quando o assunto era porcarias mastigáveis, eram os chicletes importados dos Estados Unidos e do Japão. Cada vez que algum parente de algum amigo trazia isso de fora era a maior novidade e a gente ficava todo feliz quando ganhava um mísero chicletinho de lembrança, só porque era importado! Dava status! Tínhamos até dó de mascar e guardávamos as embalagens no meio do caderno como troféus. Até hoje tenho os papéis daqueles chicletes americanos que pareciam band-aids e que vinham numa latinha e aqueles japas que vinham numa caixinha quadradinha com estampas de frutas. Hoje isso tem em todo lugar, mas naquele tempo quem levava chicletes gringos na escola, a gente falava que era riquinho. Depois apareceram aqueles do Paraguai que estouravam na boca, mas o glamour já não era mais o mesmo. Mas doces de riquinho eram mesmos as balas de leite e as Línguas de Gato da Kopenhagen. Para nós do interior, isso era coisa de outro mundo! Artigo de luxo! Atualmente isso ainda não me foge muito à regra – só ganho no meu aniversário ou no Natal.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Por outro lado tínhamos os “carne-de-vaca”: uma vez na 4ª série inventamos de fazer um amigo-secreto só de chocolates. A maioria – sem exagero! – deu e ganhou a mesma clássica caixa amarela de bombons Garoto. Que falta de imaginação. E o pior é que aquela caixa sempre tinha aqueles bombons ruinzinhos de figo e ameixa que ninguém queria e ficava empurrando para os outros. Os outros mesmos-de-sempre que não podiam faltar eram os docinhos da Dizioli que o Fofão anunciava no programa dele – como o irrecusável Dadinho, os pirulitos de caramelo do Zorro (básicos em todo aniversário), os guarda-chuvinhas da Evelyn, os cigarrinhos e as moedinhas de chocolate da Pan e as maiores vítimas de lendas urbanas sobre envenenamento: o Dipn´Lik (o dos pozinhos coloridos) e as balas Van Melle, que deixavam as mães apavoradas, pois diziam que vinham com drogas injetadas no meio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;Ainda sobre anúncios, quem é que não se lembra da memorável propaganda do Cornetto? A molecadinha cantava tentando fazer voz de tenor: “&lt;em&gt;Da-me um Cornetto/muito crocante/ é più cremoso/ é da Gelato/ Cornetto sei própria Italia/ Io voglio tanto/ Corneeeto mio&lt;/em&gt;!”. Ainda tinham os Trapalhões fazendo merchandising do Taffman-E (a bebida do Rei Pelé), o picolé Frutilly que vinha com algum brinde impresso no palito, o Danoninho que valia por um bifinho, a bala de leite Kids – “a melhor bala que há”, o Super Nescau “energia que dá gosto”...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Acho que nem preciso mencionar como sinto falta daqueles tempos em que não havia a gulodice que há hoje, não contávamos as calorias das coisas, nossos pais sabiam a hora certa de dosar essas tranqueirinhas pra gente, quase não se ouvia falar em criança diabética ou obesa, a gente ficava contente com qualquer balinha. Era uma época em que não se usava embalagens PET. Quem queria ter refrigerante na mesa no almoço de domingo, tinha que trocar os cascos no bar ou no mercado. E não havia frasco maior que o litro “tamanho-família”, que realmente satisfazia a família! – algo inconcebível hoje em dia. Acho que sou quadrada até nesse assunto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Enfim, sou do tempo em que Kuat era Taí, Sprite era Fanta Limão, Milkybar era Lollo, Crunch era Kri; do tempo em que se ainda sabia o que era Yopa e Chambourcy, de quando as coisas não estavam tão à vontade e ao alcance da mão, de quando não se escancarava a geladeira sem ter fome, de quando doces eram recompensas e não mimos obrigatórios e do tempo em que quando a criança não tinha cão, caçava com gato, ou seja, quando não tinha bala, comia AAS infantil!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;Creio que estou com “velhice precoce”, pois é incrível como até essas coisas me dão saudades. Saudades dos sabores dos anos 80. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-3353238323984354479?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/3353238323984354479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=3353238323984354479&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/3353238323984354479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/3353238323984354479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2009/10/baleiros-recreios-e-outras-saudades.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/Ss4558Hz2hI/AAAAAAAAA00/g-IIjlNW_XI/s72-c/recreio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-3045785651155373347</id><published>2009-10-01T20:14:00.004-03:00</published><updated>2009-10-01T20:35:00.829-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;CLÁSSICOS DA&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;SESSÃO DA TARDE&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 363px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387778944991440306" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SsU8Z6CLLbI/AAAAAAAAAz8/vUwY8O-Y9Ps/s400/filmes+80.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Ontem minha amiga Flávia me deu um mimo que foi muito mais que um presente. Foi um “passado”. Explico. Ganhei um bottom do Karatê Kid. Há coisa mais oitentista que bottom e Karatê Kid? Na verdade há, mas bastou esse pequeno agrado para que eu logo depois me visse relembrando de vários clássicos da minha infância.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;A começar pelo próprio Karatê Kid. Que Van Damme que nada! Quem a gente queria ver lutando era o Daniel-San. Eu tenho certeza que muitos meninos já tentaram fazer aquela posição que ele fazia na praia – e não conseguiam. Aliás, eu acho aquela cena muito bonita (ainda que alguns achem brega): Daniel-San treinando seus golpes, sozinho na praia ao por-do-sol – fora a música-tema Glory of Love, de Peter Cetera &amp;amp; Chicago. E quanto às meninas, bom, só queríamos mesmo ver o rostinho lindo do Ralph Macchio. Até hoje ele conserva aquele rosto adolescente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Assim como Matthew Broderick, que ainda exibe aquele sorriso de eterno Ferris Bueller, de Curtindo a vida adoidado – um filme que pode passar quantas vezes for que eu dou um jeito de assistir. Acho que todo adolescente (especialmente os saudosistas) já quiseram ser um pouco Ferris: acordar um dia e surtar, driblar o diretor carrasco da escola, juntar os melhores amigos, explorar as melhores coisas da vida e da cidade, quebrar a rotina, ter um dia memorável sendo apenar feliz.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Eu também já tive vontade de morar em Astoria, a bucólica cidade onde viviam os Goonies. Apesar de ser um grupo meio estereotipado, eles eram, e são até hoje, a melhor turma dos filmes. Quem nunca teve um amigo sensível, tímido e introspectivo como o Mikey, um patife como o Bocão ou o gordinho engraçado como o Bolão ou o japinha CDF como o Dado? Cada vez que escuto Goonies are good enough (da Cindy Lauper) me dá um desejo doido de fazer parte daquele grupo, sair caçando tesouros, decifrando charadas, achar um navio pirata e até fugir de mafiosos italianos super burros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Ou então viver aventuras mais ousadas como Marty McFly que ia e vinha do futuro dentro do DeLorean, do Doc Brown. Dizem que originalmente a máquina do tempo do De volta para o futuro seria uma geladeira, mas mudaram de idéia com medo de influenciar as crianças a se fecharem nelas depois.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Bom, mas se as crianças não imitaram Marty entrando numa geladeira, certamente imitaram o Superman ao tentar voar. Pelo menos um primo meu fez isso de cima de uma antena. E não tem nada desses Clarks moderninhos não! O único Clark Kent que eu reconheço (e que muitos dizem que é um canastrão) sempre será o Christopher Reeves. Esse vai ser eternamente o melhor e mais bonito Superman.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Aliás, naquela época, as meninas ficavam naquela deliciosa dúvida platônica: quem vou namorar: Ferris, Marty McFly, Clark Kent ou Daniel-San? Podem caçoar, mas esses eram os bonitões do nosso tempo, e para mim, de todos os tempos. Os bonitões do cinema de hoje são todos iguais, não têm um pingo de graça, são fabricados para serem perfeitos e ultrapassam os limites da superficialidade. Ao contrário de um outro galã cheio de “poréns”, mas que até hoje me encanta: professor de História, Henry Jones. Ou melhor, Indiana Jones, o caçador de relíquias que enche a cara, briga com o pai, é mulherengo, tem pavor de ratos e leva muitas surras até que tudo acabe bem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;E falando em Harrison Ford, até hoje nunca consegui assistir a toda a saga de Star Wars – os geeks que me perdoem (porém tenho guardada uma recordação que, creio, poucos nerds têm: aquela famosa máscara do Darth Vader que vinha nas embalagens de Nescau!). E somente esses dias é que consegui assistir a Blade Runner. Ainda bem que foi só agora, pois se eu tivesse visto isso quando criança, com certeza eu teria ficado perturbada com aqueles replicantes e com aquela trilha sonora. Por outro lado, eu me perturbei com o Brinquedo Assassino (passei a acreditar nas lendas urbanas de bonecos amaldiçoados), a Mosca, Freddy Krueger e até os Gremlins!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Nada de filmes-cabeça! O que a gente queria era dar risada com lixinhos como Corra que a Polícia vem aí, Loucademia de Polícia ou Um tira da pesada – é impressão minha ou americanos gostam de zoar a polícia? Também queríamos ver namoricos adolescentes dando certo depois de muitos desencontros como em Namorada de aluguel, A garota de rosa schoking (com o lindinho Andrew McCarty), Gatinhas e gatões, Tuff Turf, Alguém muito especial ou O Clube dos Cinco. A gente também viu que seres de outros mundos não precisam ser necessariamente aterrorizantes: alguns eram ridículos como em Os Caça-Fantasmas e outros eram fascinantes como em História sem Fim.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Há ainda os filmes que nos faziam ter vontade de – assim que eles acabassem – colocarmos nossos collants e polainas e procurarmos uma academia de dança, como Dirty Dancing e Flashdance.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;E antes que me perguntem dos filmes nacionais, eu já digo – sem culpa – que eu não assisti a muitos, pois quando eu era criança tinha na cabeça de que filme brasileiro era só sem-vergonhice, então me limitava a ver somente aqueles duzentos-e-não-sei-quantos filmes dos Trapalhões – ou “Os Tapaiões”, como minha tia conta que eu falava quando parávamos para ver os cartazes no hall do Cine São Miguel.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Que saudades dessas pequenas coisas: ver os cartazes no cinema (aquilo sim era um senhor cinema), ver a Sessão da Tarde esperando pelo café na casa da vó, achar que sabia dançar (I´ve had) the time of my life, morrer de dó do Ritchie Valens (de Lou Diamond Phillips, em La Bamba), temer um amanhã amedrontador como o de O vingador do Futuro, rir com a vigarista Oda Mae Brown, de Whoppi Goldberg em Ghost; querer viver num mundo de desenhos igual ao de Uma cilada para Roger Rabbit, aprender com tudo isso o que há de mais clichê: que no final tudo dá certo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Como eu disse, não se tratam de filmes intelectualóides ou com mensagens altamente filosóficas. Na verdade são produtos descaradamente comerciais feitos para vender tudo quanto é tipo de tranqueira, mas que estão guardados com o maior carinho nos corações de uma geração – a geração Coca-Cola – e que mexem com nossas lembranças e que chamam de volta os nossos pirralhos interiores.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;E do jeito que sou viciada em oitentismo, meu lado balzaquiana é sempre sufocado pela minha pirralhice que vive fazendo hora-extra. E viva Ferris Bueller!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-3045785651155373347?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/3045785651155373347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=3045785651155373347&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/3045785651155373347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/3045785651155373347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2009/10/classicos-da-sessao-da-tarde-ontem.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SsU8Z6CLLbI/AAAAAAAAAz8/vUwY8O-Y9Ps/s72-c/filmes+80.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-2608909586483019664</id><published>2009-09-24T22:21:00.002-03:00</published><updated>2009-09-24T22:24:28.788-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt; &lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;60 PÉROLAS DE UM CERTO MOLUSCO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;parte 1&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385209616203940706" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SrwbnSbag2I/AAAAAAAAAxA/2G9yq994KLA/s400/charge-lula70.jpg" /&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Todas as vezes que eu invento de publicar alguma coisa a respeito do nosso mais ilustre cefalópode, eu ouço tanto elogios quanto reclamações. Os elogios, é claro, são um estímulo para que eu continue a escrever – não somente sobre essa criatura, afinal, tenho mais em que pensar – mas as reclamações me deixam pensativa. Será que mesmo depois de tantas vergonhas alheias e de tanta varreção de sujeira pra debaixo do tapete, há ainda quem o defenda? Cada vez que eu pergunto isso a essa gente, eles sempre me dão as mesmas respostas evasivas de que ele veio do nada e hoje é o que é, de que ele não estudou, que de é gente simples e outras balelas. Vir do nada e se tornar alguém, isso muita gente fez – temos “N” exemplos, desde Machado de Assis (um dos meus exemplos favoritos) até o senhorzinho dono das Casas Bahia. Até aí, sem novidades.&lt;br /&gt;Ele não ter estudado e estar ocupando o cargo mais importante da nação, apesar de soar muito bonito na teoria, na prática nos causa alguns constrangimentos, uns pequenos e até pitorescos, outros grandes que nos fazem ter vontade de mudar de país. A meu ver, não há nada que justifique a defesa de alguém que faz a ignorância parecer algo bonito e até engraçado. Isso sem falar no machismo, na falta de finesse, discrição, sensibilidade e setocol. Foi pensando nisso que reuni 60, das inúmeras baboseiras que esse presidente – que não é meu – tem proferido ao longo desses últimos anos. Se nada pode ser feito para que as coisas mudem, então que pelo menos aprendamos a rir dessa desgraceira toda. Não é esse o espírito de bobo-alegre que o brasileiro adora ostentar?&lt;br /&gt;Aos que, como eu, não o vêem como autoridade de coisa alguma, vamos lamentar ou rir – ainda não sei. Aos que ainda o idolatram: varram isso pra debaixo de seus capachos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;[1] Estou vendo aqui companheiros portadores de deficiência física. Estou vendo o Arnaldo Godoy sentado, mas ele não pode me olhar porque ele é cego. Estou aqui à tua esquerda, viu Arnaldo? Agora você está olhando pra mim” (27/06/03)&lt;br /&gt;[2] “Não adianta ter um bando de generais e soldados” (no Clube do Exército Brasileiro – 15/12/03)&lt;br /&gt;[3] “Há males que vêm para o bem” (agradecendo o presidente da Rússia pelo apoio às investigações do acidente de Alcântara)&lt;br /&gt;[4] “Tem lei que pega, tem lei que não pega. Essa do Primeiro Emprego não pegou”&lt;br /&gt;[5] “Por que em vez de perguntar, você não enche a boca de castanha” (a uma repórter, sobre a saída de Henrique Meirelles do BC – 05/02/04)&lt;br /&gt;[6] “Se fosse fácil resolver o problema da fome, não teríamos fome” (Expo Fome Zero – 10/02/04)&lt;br /&gt;[7] “Será o maior programa social já visto na face da Terra” (Pará – 26/02/04)&lt;br /&gt;[8] Sou filho de uma mulher que nasceu analfabeta” (08/03/04)&lt;br /&gt;[9] “Estou com uma dor no pé, mas não posso nem mancar pra imprensa não dizer que estou mancando porque estou num encontro com os companheiros portadores de deficiência” (encontro de atletas paraolímpicos – dez/03)&lt;br /&gt;[10] “Um brinde à felicidade do presidente Al Assad” (o presidente sírio não brindou porque muçulmanos não ingerem álcool)&lt;br /&gt;[11] “Quando Napoleão foi à China” (01/05/04)&lt;br /&gt;[12] “... a galega (primeira-dama) engravidou logo no primeiro dia, porque pernambucano não deixa por menos” (Pelotas – 17/06/03)&lt;br /&gt;[13] “Estou surpreso porque quem chega a Windhoek não parece que está num país africano” (na capital da Namíbia – 08/11/03)&lt;br /&gt;[14] “Constatei apenas o óbvio” (comentando o mal estar causado pelo seu comentário sobre Windhoek ser tão limpa e bonita que nem parece africana)&lt;br /&gt;[15] “Um país que constrói um monumento daquela magnitude em tudo para ser mais desenvolvido do que é atualmente” (referindo-se ao Taj Mahal, na Índia – 29/01/04)&lt;br /&gt;[16] “Em qualquer lugar do mundo que eu vou, eu tenho que levar flores ao túmulo do herói nacional. No Brasil não tem” (durante a campanha O Melhor do Brasil é o brasileiro – 19/07/04)&lt;br /&gt;[17] “O governo tenta fazer o simples, porque o difícil é difícil” (17/06/04)&lt;br /&gt;[18] “O Atlântico é apenas um rio caudaloso, de praias de areias brancas que une os dois países” (sobre a “proximidade” entre Brasil e Gabão – 27/07/04)&lt;br /&gt;[19] “Vocês fazem parte de uma minoria de 8 milhões que pagam imposto de renda. São privilegiados os que ganham para pagar o IR” (sob vaias, aos metalúrgicos do ABC que pediam correção de tabela do IR – 26/04/04)&lt;br /&gt;[20] “Cumprimento o presidente da Mercedes-Benz (...) Pois quero dizer na frente do presidente da Mercedes-Benz...” (Palácio do Planalto, em 06/02/04, ao presidente mundial da General Motors)&lt;br /&gt;[21] “Conheço o Panamá só de dormir. Até recentemente quando eu ia a Cuba, tinha que dormir uma noite lá” (16/05/03 – ao embaixador do Panamá)&lt;br /&gt;[22] “Na Amazônia vivem 20 milhões de cidadãos que têm mulheres e filhos. Mulheres e filhos são apêndices do cidadão” (01/05/04)&lt;br /&gt;[23] “O continente sul-americano e o continente árabe (?) não podem mais, no século XXI, ficarem à espera de serem descobertos” (na Síria – 04/04/04)&lt;br /&gt;[24] “O Brasil só não faz fronteira com o Chile, Equador e Bolívia” (em Nova Iorque, 23/06/04. A saber: temos 3 mil quilômetros de fronteira com a Bolívia)&lt;br /&gt;[25] “Não pensem que você fizeram pouca coisa na história da humanidade, não. Possivelmente o cidadão que votou em mim não tem consciência do gesto dele num país importante como o Brasil” (em Osasco – 03/09/04)&lt;br /&gt;[26] “Todo brasileiro tem motivos para ser otimista. As perspectivas só são ruins para os desempregados” (Brasília – 02/06/04)&lt;br /&gt;[27] “Só um doido aceita um segundo mandato se as condições estão desfavoráveis” (discursando num encontro de educadores)&lt;br /&gt;[28] “Política é olho no olho” (Nigéria – 2005 – defendendo suas constantes viagens internacionais)&lt;br /&gt;[29] “Espero que vocês não sejam desaforadas e não comecem a pensar na Presidência da República” (Rio Grande do Norte, 08/03/2005, “elogiando” as conquistas das mulheres)&lt;br /&gt;[30] “Tinha muita gente que estava desempregada e eu agora faz um biquinho. É assim que nosso querido Brasil vai se desenvolver” (2005 – sobre a oscilação do emprego)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;strong&gt;(continua – porque bobagem pouca é bobagem) &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-2608909586483019664?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/2608909586483019664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=2608909586483019664&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/2608909586483019664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/2608909586483019664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2009/09/60-perolas-de-um-certo-molusco-parte-1.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SrwbnSbag2I/AAAAAAAAAxA/2G9yq994KLA/s72-c/charge-lula70.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-1419978041249509531</id><published>2009-09-24T22:16:00.002-03:00</published><updated>2009-09-24T22:20:32.664-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;60 PÉROLAS DE UM CERTO MOLUSCO&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#33ff33;"&gt;parte 2&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 336px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385208651673951554" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SrwavJRi3UI/AAAAAAAAAw4/kM84eNL6xbA/s400/CHARGE+lula+e+collor.jpg" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Das parvoíces ditas recentemente pelo presidente – que repito, não é o meu – acho que todos lembram. Bom mesmo é poder recordar daquelas que nos constrangeram há alguns anos ou meses, notar como além de tudo, ele é incoerente e contraditório. Gostaria que algum advogado de defesa dessa pessoa me dissesse se é ou não no mínimo estranho e vexatório que o mesmo homem que um dia caiu matando em cima do Collor, hoje fique cheio de abracinhos com ele. Ou se pode ter caráter uma pessoa que já pichou o Sarney, e hoje, o coloca no colo e joga a culpa de todo esse circo na imprensa. Ou então que desculpa existe para alguém que defende a honra de Orestes Quércia – um sujeito que não fez cerimônia em afirmar que quebrou o Banespa? Isso sem falar em seus cupinchas José Dirceu, Palocci, Genoíno.&lt;br /&gt;Mas eu sei que escrever, falar e relembrar tudo isso não adianta nada. Uma vez ouvi de alguém: “por que é que você não manda os seus textos lá pro Lula?”. Vontade não falta a nenhum cronista ou jornalista que meta o dedo nessa ferida, mas todos sabemos que nenhum tomate podre vai chegar até ele. Além de todas as razões práticas, há a mais lógica e conhecida: ele não lê! Ainda se fosse um texto sobre o Corínthians, ele até lesse, no máximo a manchete e o título. Depois disso ele cairia no sono.&lt;br /&gt;Como bem comparou o jornalista Gaudêncio Torquato, Lula é um Zeus. Nada o atinge. Nada o derruba. Só mesmo ele próprio pode acabar consigo. Por enquanto estamos somente de mãos atadas. Mas do jeito que ele anda todo implicante com a imprensa e flerta com o jeito Fidel de governar, pode ser que ainda fiquemos de boca fechada. Enquanto isso não acontece, degustemos um pouco mais esses petiscos de sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;[31] “Nós sofremos muito em 2003 porque pegamos a Casa depois de um vendaval como aquele que deu na Ásia” (gafe em 2005, confundindo vendaval com maremoto)&lt;br /&gt;[32] “Eu não quero que você seja mais otimista do que eu. Se for igual e mim já está ótimo” (2005 – Programa Café com o Presidente)&lt;br /&gt;que era a relação de respeito criado em torno da minha mãe. Temos que fazer isso para que nossas noites fiquem mais gostosas” (2005 – Campanha de Auto-Estima, do Governo Federal)&lt;br /&gt;[34] “É difícil arrumar um emprego sem dente” (2004, em inauguração de um centro odontológico em São Paulo)&lt;br /&gt;[35] “Essa gente tem café no bule” (2004 – sobre o crime organizado)&lt;br /&gt;[36] “Ontem eu estava assistindo ao filme do Cazuza e pensando: não é apenas a questão financeira que leva o jovem a fazer isso ou aquilo. Acho que as coisas estão mais ligadas à família, ao meio ambiente em que a pessoa vive” (2004)&lt;br /&gt;[37] “A gente não reage contra isso com precipitação nem com o fígado” (2004 – expulsando do país o correspondente do New York Times que publicou que o presidente bebe demais)&lt;br /&gt;[38] “Nós, que somos do sul do país, temos que aprender que não dá pra ficar dizendo que a Amazônia tem de ser um santuário (...) Aqui moram quase 20 milhões de seres humanos que têm o direito de viver dignamente como qualquer outro ser humano” (2004 – anunciando a construção de um gasoduto de 240km que cortará a selva amazônica)&lt;br /&gt;[39] “Se não dá pra fazer dez coisas de uma vez, vamos fazer uma. Porque, se a cada ano a gente fizer uma, no final de quatro anos você terá quatro coisas feitas” (Goiás – 2004)&lt;br /&gt;[40] “O Serra não será candidato porque sabe que perde” (2004 – Eleições a Prefeitura de São Paulo)&lt;br /&gt;[41] “A verdade nua e crua é que ninguém gosta de viver de favores” (2003 – sobre seus programas assistencialistas)&lt;br /&gt;[42] “Quem especular contra o Palocci, vai perder” (2003)&lt;br /&gt;[43] “Já devo ter tirado umas 200 fotos com chapéu do MST na cabeça: vou continuar pondo” (Portugal – 2003)&lt;br /&gt;[44] “Este episódio reforça a decisão do governo em dar combate à violência” (2003 – após saber que o segurança do seu filho foi morto)&lt;br /&gt;[45] “Espero vê-lo e, breve, no jantar com os embaixadores da União Européia” (2003 – para o embaixador da Noruega – país que não faz parte da U.E)&lt;br /&gt;[46] “Vem cá, me dê um abraço, você derrotou o Collor” (2002, para Ronaldo Lessa, que venceu as eleições de Alagoas)&lt;br /&gt;[47] “Vou trabalhar 24 horas todos os dias enquanto houver gente passando hambre” (2002 – esbanjando seu espanhol, na Argentina)&lt;br /&gt;[48] “O PMDB só não participará do governo se não quiser” (2002)&lt;br /&gt;[49] “A lua está linda, olha só. Eu dedico essa lua a todos os homens e mulheres apaixonados do Tocantins e do Brasil” (Palmas – 2002)&lt;br /&gt;[50] “Para resolver o problema da universidade, preciso eleger uma pessoa sem diploma” (2002 – discurso a reitores de Universidades públicas)&lt;br /&gt;[51] “A elite que tem preconceito contra nós hoje, fez isso com Jesus Cristo” (eleições 2002)&lt;br /&gt;[52] “Esse negócio de experiência sabe o que me lembra? Me lembra o Mandela. Sabe qual era a experiência do Mandela? 27 anos de cadeia” (2002)&lt;br /&gt;[53] “Não houve acusação concretizada contra Quércia” (2002)&lt;br /&gt;[54] “Gostaria que a Bíblia fosse obrigatória em todas as escolas públicas” (2002, para uma platéia de evangélicos)&lt;br /&gt;[55] “Se disputasse uma eleição, os votos do Sarney não dariam para encher um penico”&lt;br /&gt;[56] “O Holocausto foi um período obsceno na História da nossa nação. Quero dizer, na História deste século. Mas todos vivemos neste século. Eu não vivi nesse século”&lt;br /&gt;[57] “O ser humano vê a vida com os olhos de onde pisa” (08/06/08)&lt;br /&gt;[58] “Lá a crise é um tsunami. Aqui, se chegar, vai ser uma marolinha que não dá nem pra esquiar” (04/10/08)&lt;br /&gt;[59] “Você (como médico) diria ao paciente: meu, si fu” (04/12/08 – discurso para artistas no Rio de Janeiro)&lt;br /&gt;[60] “A crise foi causada por comportamentos irracionais de gente branca de olhos azuis” (27/03/09)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc66;"&gt;&lt;strong&gt;Essas são apenas pequenas amostras de como uma urna pode ser confundida com uma latrina.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-1419978041249509531?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/1419978041249509531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=1419978041249509531&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/1419978041249509531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/1419978041249509531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2009/09/60-perolas-de-um-certo-molusco-parte-2.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SrwavJRi3UI/AAAAAAAAAw4/kM84eNL6xbA/s72-c/CHARGE+lula+e+collor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-2979896053950959339</id><published>2009-09-23T22:35:00.004-03:00</published><updated>2009-09-23T22:44:52.119-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;UMA CASA.&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;UM TEMPLO.&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;UMA ESCOLA.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 140px; DISPLAY: block; HEIGHT: 120px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384842411952264482" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SrrNpL_fVSI/AAAAAAAAAwI/wQn661Pf3oM/s400/Garca_Monsenhor_FOTO.jpg" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9900;"&gt;“O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”&lt;br /&gt;(Immanuel Kant)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#33ff33;"&gt;Já tem tempo que eu fico ensaiando escrever esse texto, mas sempre ficava adiando porque buscava as palavras perfeitas para definir aquilo que faz parte da minha história e que até hoje povoa meus pensamentos. Porém, por receio de parecer piegas, tais palavras nunca saíram do campo das idéias. Só que eu estava começando a me sentir devedora – e de algo tão simples. E ainda que tudo pareça muito brega, eu sinto que DEVO fazê-lo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc66cc;"&gt;Aproveitando que nesse ano a escola Monsenhor Antônio Magliano completa 50 anos, achei que seria no mínimo decente que eu fizesse, não uma homenagem, mas um agradecimento a todos os profissionais que por lá passaram e que marcaram os “anos incríveis” de vários jovens. Jovens pivetes que se sentiam tão amadurecidos por estudarem entre os grandões do colegial. Entre 1991 e 1993 éramos as duas únicas classes de primeiro grau na escola; pirralhos de 11, 12, 13 anos circulando entre os “adultos” de 16, 17, 18. E queríamos ser tratados como iguais, mas éramos esnobados pelo pessoal do colegial (e eu não os culpo). Por outro lado éramos mimados pela escola, tínhamos aulas que os grandões não tinham como datilografia, eletricidade (não era eletrônica não, era eletricidade mesmo), mecânica (para os meninos) e corte e costura (para as meninas). Às vezes eu me sentia num daqueles filmes americanos que mostram aquelas escolas cheias de atividades extra-curriculares.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#33ff33;"&gt;Eu nunca me dava muito bem em corte e costura, assim como em educação física – minhas maiores diferenças na época, mas havia algumas compensações, como os trabalhos de educação artística do professor Nicola e os jograis e teatrinhos das aulas de Português da D. Vera (minha mãe, aliás); além da hora da merenda, quando todo mundo entrava bonitinho na fila para pegar o seu pãozinho com manteiga e seu leitinho com groselha.&lt;br /&gt;Ainda lembrando o estilo “escola americana”, uma vez inventaram de fazer uma espécie de “show de talentos” conosco, pondo a 5ªA competindo com a 5ªB. Na época o sertanejo estava muito na moda, então a maioria competiu cantando “bálsamos” como Pense em mim e É o amor. Havia outra coisa de gosto muito duvidoso que também estava em alta: o noticiário bizarro Aqui e Agora. Então me fizeram imitar o Gil Gomes. Até hoje eu não sei onde eu arrumei tanta cara-de-pau para fazer aquilo. Mas com aquela idade, timidez era o de menos. Ao longo desses anos encenamos Os Músicos de Bremen, História de uma gata, o quadro da velha surda da Praça é Nossa, Não se vá (de Jane e Herondi), Soy loco por ti America e o Charleston, sem um pingo de constrangimento. Tudo o que fazíamos naquela escola era sinônimo de diversão. Até nas mais sisudas aulas de matemática da professora Vandermara, víamos graça.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc66cc;"&gt;Ainda tinha a clássica rivalidade entre as turmas – e eu tinha que agüentar as provocaçõezinhas por ser a filhinha da professora – os meninos encapetados que atormentavam as meninas, os livrinhos de literatura (A pata da gazela era “A pata da Sganzela” para os engraçadinhos), os incontáveis mapas de Geografia da professora Lula – que todo começo de ano pedia pra gente levar o saudoso estêncil Pelicano para mimeografar os exercícios – e as aulas de História da professora Cleuza. Aliás, para que decorássemos os nomes de todos os nossos presidentes cronologicamente, cada aluno, ao responder a chamada, dizia um, desde o Marechal Deodoro. Eu, como sendo a última da lista, era o Fernando Collor de Mello. Escutei vaias o ano inteiro por conta disso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;E não podia me esquecer das broncas do Clóvis, mandando a gente parar de correr e entrar logo na classe. Quando retornei ao Monsenhor, em 1995, o Clóvis continuava dando seus pitos, só que agora era para regular o vestuário dos adolescentes: “bermuda só com um palmo acima do joelho!”, ou “vai pra sua casa trocar de roupa!”, quando via alguém de regata. Os bons costumes ainda tentavam prevalecer naquela década.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc66cc;"&gt;Quando chegou a nossa vez de sermos do colegial, o ensino era técnico e eu tenho que confessar que nunca fui muito chegada em informática, programação e afins. Só quis prestar o vestibulinho e voltar ao Magliano por paixão àquele lugar. Eu não conseguia me ver em outra escola senão naquela onde eu tinha passado anos tão alegres. Foi no “Cei” que conheci o Rafael Pioto – meu melhor amigo até hoje e sempre – foi nessa época que eu parei de fugir da educação física e aprendi a jogar futebol com os meninos (para quem duvida, há fotos que provam isso!), foi lá que escrevi minhas primeiras redações para participar de concursos literários; foi no Monsenhor que conheci o Shiro – o japonês mais pirado do mundo, que me passava muitas colas de Física (isso não é bonito) e que, ao ir embora para o Japão, me deixou toda a sua coleção de CDs do Michael Jackson.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#33ff33;"&gt;Foi durante a Expotec de 1996 que uma aluna anunciou no microfone a morte do Renato Russo. Nem preciso mencionar que fiquei chateadíssima. Aliás, a Expotec era uma das coisas mais aguardadas pela gente. Apesar de toda a correria de ter que aprontar os trabalhos, tomar conta das classes com exposições, ciceronear as turmas infantis que nos visitavam de manhã e de tarde, jogar, nos apresentar no coral, dançar e até interpretar (!), quando tudo terminava, ficava aquela sensação de “como passou depressa”. Naqueles tempos parecia que estudar era algo tão legal (e de fato é) que fazíamos isso nos divertindo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc66cc;"&gt;Antes do professor entrar na classe, na segunda-feira, minha prima Verenna, eu e a Fer (a Shaquille O´Neal) e outras meninas, tínhamos que nos juntar para tecer comentários sobre como tinha sido o fim de semana: o berimbau do Grêmio no sábado e a sorveteria depois da missa no domingo. Por vezes aquela escola tinha ares de clube – aparecia gente quem nem era aluno, ia atrás dos amigos e acabava ficando, só pelo prazer de estar lá. Fazíamos qualquer negócio para permanecermos ali o maior tempo possível: éramos parte do coral da professora (de Inglês) Eliana – não me sai da memória uma das músicas mais executadas pela gente, o “I Just call to say I Love you” – e entre uma aula e outra da professora Clery, dividíamos o espaço das quadras – quem jogava vôlei atrapalhava quem jogava basquete que por sua vez atrapalhava quem jogava futebol, mas ninguém ligava pra isso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#33ff33;"&gt;Sinto saudades das aulas de informática, principalmente da parte em que, quando o professor não estava de olho, o Rafa, o Shiro e eu desenhávamos coisas engraçadas no Paint; do jeito tranqüilo do professor Koshi, dos ensaios com a Eliana, das provas de Literatura da professora Vera (já citei que ela é minha mãe?), da paciência de Jó do professor Jackson, da biblioteca, da sala de vídeo – onde assistimos O Guarani, Vidas Secas, Inocência, O primo Basílio, A Moreninha. Sinto saudades das quadras, de como era tragicômico ver que o Rafa e aquele japa aloprado eram presenças constantes na sala da (minha tia) diretora Mariza; das Expotecs, de comprar paçoca na hora do intervalo, das risadas, das amizades, de sair para comer pastel na rua de cima, de cada pedaço daquele lugar...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc66cc;"&gt;Pode soar meio estranho, mas agora, nas raras vezes que entro no Cei, parece que vejo os nossos “fantasmas adolescentes” perambulando por lá, rindo, subindo e descendo as escadas, falando de alguma paquera, fazendo hora na cantina, comentando como tal prova tinha sido difícil ou levando outra chamada do Clóvis. Falar do Monsenhor Antônio Magliano, pra mim, é ao mesmo tempo fácil e complicado, pois me vem uma mistura de felicidade com melancolia, saudade boa e a certeza de que nada daquilo jamais se repetirá. Porém, o principal e o que me faz ser hoje o que sou, eu adquiri entre aquelas paredes, naquelas carteiras, naqueles laboratórios, naqueles corredores, naquela deliciosa década de 90 e são coisas que ninguém pode me roubar: sabedoria, experiências, educação, conhecimento e grandes amizades. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#33ff33;"&gt;Por isso, Monsenhor Antônio Magliano me é também sinônimo de gratidão. E não tenho vergonha de dizer que amo aquela escola. Ela é uma prova concreta de que Educação não se faz só com intelecto, mas também com o coração.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-2979896053950959339?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/2979896053950959339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=2979896053950959339&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/2979896053950959339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/2979896053950959339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2009/09/uma-casa.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SrrNpL_fVSI/AAAAAAAAAwI/wQn661Pf3oM/s72-c/Garca_Monsenhor_FOTO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-2625263536932824312</id><published>2009-09-09T10:30:00.003-03:00</published><updated>2009-09-09T10:39:53.310-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;UM SUJEITO QUE NÃO LÊ&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#33ccff;"&gt;ATRAPALHANDO A VIDA DE QUEM ESCREVE&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 399px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379460333043643570" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/Sqeuq9pe9LI/AAAAAAAAApQ/Xnt5T9iyy_c/s400/botan.bmp" /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;“Aquele a quem a palavra não educar, também o pau não educará”&lt;br /&gt;(Sócrates)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ff99ff;"&gt;Definitivamente esse governo não me surpreende mais. E não é de hoje que eu espero sempre o pior do presidente. A idéia que saiu dessa vez daquele cabeção foi a de criar um novo imposto, mas agora sobre os livros. Através do Ministério da Cultura, planeja-se instituir o que eles batizaram de Intervenção do Domínio Econômico (Cide) – uma alíquota cobrada sobre o faturamento das editoras, que pode tingir até 2,1%. É um plano infeliz que afetará não somente as próprias editoras, mas também as livrarias e os autores. Aliás, eu tenho a leve impressão de que autor de livro nesse país não é levado muito a sério. Livros e escritores são considerados “coisas menores” no Brasil, e agora, para ajudar, o presidente, rei dos indolentes, tem a intenção de encarecer ainda mais os livros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ff99ff;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ff99ff;"&gt;As livrarias de pequeno e médio porte, que já sofrem com a concorrência das mega stores e das vendas pela internet, sofrerão ainda mais com essa carga, já que qualquer aumento no preço dos livros significa o sumiço dos consumidores. A justificativa fantasiosa é a de que, ao criar essa taxa, o governo almeja estimular a leitura no país, além de democratizar o acesso aos livros e provocar o desenvolvimento do mercado editorial. Como assim? Não é possível que o presidente ache de verdade que somos tão idiotas a esse ponto para acreditar em tamanha “bondade”. Não faz um pingo de sentido, afinal além do risco evidente da queda das vendas de livros, da dificuldade de publicação e do aperto pelo qual passarão as pequenas livrarias, as editoras já avisaram que provavelmente terão de suspender seus patrocínios aos fóruns de debates e projetos de espaços de leitura para crianças e jovens.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ff99ff;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ff99ff;"&gt;Calma que ainda tem mais: como se não bastasse essa demonstração clara de incoerência, o ignorante-mor quer criar os postos de “mediadores da leitura” – ou seja, pessoas indicadas sabe-se lá por quem, como e por que, que promoverão o hábito da leitura para o povo. Engraçado, eu sempre pensei que os professores tivessem esse papel. Nossa, com o governo é bonzinho, além de querer que leiamos mais, ele ainda nos envia pessoas que nos indicarão as melhores leituras. E quem serão essas pessoas? Que autoridade elas terão para serem transmissores de cultura? Provavelmente será um bando de chegados do presidente que precisam dar uma mamadinha no governo e que ganharão esses cargos inventados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ff99ff;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ff99ff;"&gt;Eu e meus colegas de APEG sabemos exatamente a dificuldade que se tem em tentar publicar um livro, não é nada barato – por isso, às vezes, recorremos às publicações “artesanais”, em gráficas, sem selo de editora alguma. São muitos meandros, são muitos Reais. Precisávamos de estímulos de verdade e não de mais barreiras. Meus colegas e eu também somos apaixonados por livros, mas nem sempre podemos comprar nossos objetos de desejo por causa do preço – e não colocamos a culpa nas livrarias, elas também devem amargar com a debandada dos compradores à internet. Enfim, esse é o tipo de notícia que consegue acabar com o meu humor, mas como eu disse, isso não me espanta mais, sabendo-se que o intento partiu de alguém que já deixou muitas vezes bem claro que não gosta de livros e que não lê porque dá sono.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ff99ff;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ff99ff;"&gt;Talvez eu esteja fazendo um grande drama e profetizando o improvável ao dizer que os livros estarão, em alguma era, fadados ao esquecimento, mas antes deste “reinado” as coisas nesse sentido já não iam bem. Agora, parece que tendem a piorar.&lt;br /&gt;Certa vez li um poema de Manuel Bandeira chamado Versos escritos n´água, e talvez o finalzinho até se encaixe com a questão: “... &lt;em&gt;Meus pobre versos comovidos / Por isso fiquem esquecidos / Onde o mau vento os atirou&lt;/em&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-2625263536932824312?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/2625263536932824312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=2625263536932824312&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/2625263536932824312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/2625263536932824312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2009/09/um-sujeito-que-nao-le-atrapalhando-vida.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/Sqeuq9pe9LI/AAAAAAAAApQ/Xnt5T9iyy_c/s72-c/botan.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-4315427688327384685</id><published>2009-09-05T21:47:00.005-03:00</published><updated>2009-09-05T21:58:23.609-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;A &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;VINGANÇA&lt;/span&gt; DA FEINHA&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ff9900;"&gt;XD&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;Longe de querer ser maldosa - e pior, me passar por mal amada - mas cada vez que vejo esse tipo de foto, me sinto bem melhor e vejo como é maravilhoso ser normal e anônima. Posso ter minhas olheiras e minhas celulites em paz!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 216px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378151023722579122" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SqMH3IVjRLI/AAAAAAAAApI/QC0SUfvFm9M/s400/celebridades+sem+maquiagem.jpg" /&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;Depois disso, EU SOU MAIS EU! &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;E viva a beleza do meu cérebro!! \o/&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 383px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378149770922745986" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SqMGuNSy4II/AAAAAAAAApA/7emnQaKlXiA/s400/celebridades+sem+maquiagem+2.jpg" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-4315427688327384685?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/4315427688327384685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=4315427688327384685&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/4315427688327384685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/4315427688327384685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2009/09/vinganca-da-feinha-xd-longe-de-querer.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SqMH3IVjRLI/AAAAAAAAApI/QC0SUfvFm9M/s72-c/celebridades+sem+maquiagem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-9192683382863878915</id><published>2009-08-25T23:15:00.004-03:00</published><updated>2009-08-25T23:23:12.487-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;120 MANEIRAS DE ME&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;IRRITAR&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 344px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374092079373428162" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SpScReVLJcI/AAAAAAAAAoY/Pe96HaKx3F0/s400/LisaSimpson.jpg" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;strong&gt;O escritor norte-americano Mark Twain (um adorável rabugento) gostava de fazer listas. Guardando as devidas proporções, muito humildemente aproveito sua idéia para listar coisas que me são altamente irritantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Gente que dá risada alta.&lt;br /&gt;[2] Quem conta piada (sobretudo sem-graça e repetida) e fica explicando depois.&lt;br /&gt;[3] TV com chuviscos.&lt;br /&gt;[4] Rádio mal sintonizada.&lt;br /&gt;[5] Locutor que não manja nécas de inglês e erra os nomes das músicas.&lt;br /&gt;[6] Gente que tem mania de narrar filmes.&lt;br /&gt;[7] Quando falam que rock é coisa do diabo (heavy metal então, nem se fala...)&lt;br /&gt;[8] Quem inventa de acompanhar a música, mas não sabe a letra.&lt;br /&gt;[9] Quem acha que poesia TEM que rimar.&lt;br /&gt;[10] Os mesmos que forçam rimas desnecessárias e abusam do infinitivo, diminutivo, etc.&lt;br /&gt;[11] Programa Silvio Santos.&lt;br /&gt;[12] Quem caçoa quando eu conto que fui a um museu.&lt;br /&gt;[13] Gente que fica cobrando satisfações: “E aí, já está trabalhando?”&lt;br /&gt;[14] Gente que cutuca enquanto conversa.&lt;br /&gt;[15] Motorista que não dá seta.&lt;br /&gt;[16] Ciclista que anda na contra-mão e na calçada.&lt;br /&gt;[17] Quem anda devagar no meio da calçada e não dá passagem.&lt;br /&gt;[18] Gente que nem pergunta se pode e já vai acendendo um cigarro no meio dos outros.&lt;br /&gt;[19] Forminha de gelo vazia.&lt;br /&gt;[20] Caixa eletrônico travado.&lt;br /&gt;[21] Os “lindos” que pensam que estão abafando com o escapamento furado da moto.&lt;br /&gt;[22] Cantadas pé-de-chinelo.&lt;br /&gt;[23] Mães que levam crianças birrentas ao supermercado.&lt;br /&gt;[24] Caminhões gigantescos circulando no centro.&lt;br /&gt;[25] Quem ainda faz brincadeirinhas manjadas como afrouxar a tampa do saleiro ou apertar a campainha e sair correndo.&lt;br /&gt;[26] Corintiano insistindo que é campeão mundial.&lt;br /&gt;[27] Banheiro encharcado.&lt;br /&gt;[28] Estudantes de Humanas do primeiro ano que, já na primeira aula de Sociologia, pensam que descobriram o mundo, que só o Socialismo salva e que todos deveriam apoiar o MST.&lt;br /&gt;[29] Discursos improvisados do Lula.&lt;br /&gt;[30] Propagandas indecentes no Orkut.&lt;br /&gt;[31] Correntes ameaçadoras do tipo “se você não passar essa oração para 30 pessoas dentro de 10 minutos, você vai morrer duro e seco”.&lt;br /&gt;[32] Gente miserável que tem 10 filhos – e continua fazendo mais.&lt;br /&gt;[33] Aquele discursinho de sempre: “A culpa é da sociedade”.&lt;br /&gt;[34] Modismos.&lt;br /&gt;[35] Gírias cariocas (com sotaque): “sinistro”, “coé”, “tô bolado”, “mermão”&lt;br /&gt;[36] Gente que vai a Bahia e volta falando óxente.&lt;br /&gt;[37] Quem anda arrastando o chinelo.&lt;br /&gt;[38] Lojas cheias de papel picado no chão em dia de promoção.&lt;br /&gt;[39] Metidos a engraçadões que fazem rodinha de samba no saguão do aeroporto.&lt;br /&gt;[40] Mini gênios.&lt;br /&gt;[41] Atores mirins.&lt;br /&gt;[42] Concurso de Miss.&lt;br /&gt;[43] Discurso de Miss (Qual o seu maior sonho? – A paz no mundo.)&lt;br /&gt;[44] “Pra mim fazer”, “Menas gente”, “Eu tinha chego”, “Prefiro mais”&lt;br /&gt;[45] Piadas óbvias.&lt;br /&gt;[46] Músicas que apelam para o duplo sentido –como “se eu cozinho eu não lavo” – totalmente sem-graça.&lt;br /&gt;[47] Playboyzinhos que nunca montaram um cavalo mas se vestem de cowboys para fazer tipo.&lt;br /&gt;[48] Esses mesmos seres que acham que todo mundo é obrigado a ouvir as “músicas” que eles ouvem e cantam (muito mal, aliás).&lt;br /&gt;[49] Adesivos de carros com mensagens absolutamente dispensáveis: “Propriedade de Jesus”, “A inveja é uma merda”, “Rastreado por linguarudos”, “Fui”.&lt;br /&gt;[50] Quem inventa de batucar em mesa de restaurante – sempre tem uns tontos para acompanhar.&lt;br /&gt;[51] Mulheres que se tratam por “querida”, “fofa” e “amiga”. É de uma falsidade...&lt;br /&gt;[52] Quem aparece na casa da gente sem avisar.&lt;br /&gt;[53] Gente sem personalidade: num dia se fantasia de gótica e no outro está na roda de pagode.&lt;br /&gt;[54] Atendente de loja de roupa que fica colada na porta do provador perguntando: “e aí, ficou bom? Deixa eu ver?”. E ainda tem a cara-de-pau de dizer “nossa, mas ficou linda!”.&lt;br /&gt;[55] Quem faz hang loose gritando “U-hu!”&lt;br /&gt;[56] Uso abusivo do gerúndio.&lt;br /&gt;[57] Uso indiscriminado de reticências – tem gente que acha vai dar uma certa carga dramática na frase (vejo muito em Orkut): “Eu.......te liguei........hoje........você saiu?........” – reparem que as reticências dessa gente tem bem mais que três pontinhos.&lt;br /&gt;[58] Quem come salgadinho fedorento no ônibus.&lt;br /&gt;[59] Festa de Peão.&lt;br /&gt;[60] Tomar choque no registro do chuveiro.&lt;br /&gt;[61] Meia molhada.&lt;br /&gt;[62] Sônia Abrão.&lt;br /&gt;[63] Merchandising em novela.&lt;br /&gt;[64] Gente que segura o elevador.&lt;br /&gt;[65] Propaganda solta dentro do jornal.&lt;br /&gt;[66] Gente que se acha engraçada acordando os outros com susto.&lt;br /&gt;[67] Pessoas que cortam nossa linha de raciocínio para fazer adendos idiotas.&lt;br /&gt;[68] Criança chorando na Igreja.&lt;br /&gt;[69] Carrinho de supermercado com a rodinha torta.&lt;br /&gt;[70] Pessoas viciadas em “né” e “tipo assim”.&lt;br /&gt;[71] Gente que se faz de surda e fica toda hora: “hã?”, “o que foi?”, sendo que entendeu muito bem a pergunta.&lt;br /&gt;[72] Peruas que balançam as pulseiras para fazer barulhinho.&lt;br /&gt;[73] Apelidos melosos de namorados: “guti-guti”, “buzunguinho”, “meu bebê”. ARGH!&lt;br /&gt;[74] Aliança de compromisso.&lt;br /&gt;[75] Interneteiros preguiçosos: “vo te add”, “kd vc?”, “vc eh d +”&lt;br /&gt;[78] Gente insistindo para vender rifa.&lt;br /&gt;[79] Criancinha vendendo votos de Rei e Rainha da quermesse.&lt;br /&gt;[80] Aqueles que fingem que vão tirar foto, aí todo mundo fica paradinho fazendo pose e na verdade os babacões estão filmando.&lt;br /&gt;[81] Propaganda partidária a cada 2 minutos.&lt;br /&gt;[82] Repórter que faz pergunta imbecil, como “é muita tristeza, né?”, para um parente num velório. Ou quando alguém perde uma casa por causa da enchente: “como é que o senhor está se sentindo?”. Ou para um jogador que acaba de ganhar um campeonato; “e aí, tá feliz?”. Eu sinto vergonha.&lt;br /&gt;[83] Pré-julgamento. A pessoa nem conhece o fulano e já comenta “hum, esse aí, pelo jeito, não vale nada”.&lt;br /&gt;[84] Espertinhos que vêem um amigo no começo da fila do banco e pedem “você pode pagar isso aqui pra mim?”, e entrega uma pilha de boletos.&lt;br /&gt;[85] Gente viciada em tecnologia e não fala de outra coisa.&lt;br /&gt;[86] Homem debochado de bermuda, regata e chinelo em eventos solenes.&lt;br /&gt;[87] Mini-adulta: menina que mal saiu da pré-escola e já passa batom, esmalte, quer andar de salto e faz chapinha.&lt;br /&gt;[88] Gente bêbada debruçando no seu ombro e dizendo que você é o melhor amigo do mundo.&lt;br /&gt;[89] Mulherada que fica conversando no banheiro do restaurante, ocupando espaço, entupindo a entrada e tirando nossa privacidade.&lt;br /&gt;[90] Quando você não domina determinado assunto e vem um “gênio” e te diz: “nossa, mas como é que você não sabe uma coisa tão simples?”.&lt;br /&gt;[91] Jornal molhado.&lt;br /&gt;[92] Gente que está vendo que tem fila no posto de gasolina, e ainda assim estaciona na frente da bomba e desce para comprar coisinhas na loja de conveniência.&lt;br /&gt;[93] Quando você está aguardando um telefonema importante e alguém te liga ensebando a conversa: “aaaaadiviiiinha que tá falaaaaaando?!”&lt;br /&gt;[94] Preços quebrados: 4,99 ou 29,99. Nenhum caixa te volta 1 centavo. No máximo te dá uma balinha. E ruim.&lt;br /&gt;[95] Gente que dança ou gesticula com um copo de cerveja na mão e respinga nos outros.&lt;br /&gt;[96] Gracinhas idiotas: dedo na lente dos outros, peteleco na orelha, colar bilhetinhos nas costas do tipo “me chute”, pisar no tênis novo de alguém.&lt;br /&gt;[97] Toques ridículos e manjados de celular, como o “tem pobre ligando pra mim”.&lt;br /&gt;[98] Avós que ficam contando as façanhas dos netos.&lt;br /&gt;[99] Quem puxa música em excursão: “Se a canoa não virar, olê, olê, olá... Eu chego lá!”, “O fulano roubou pão na casa do João...”, “Motorista, motorista, olha o poste, olha o poste. Não é de borracha, não é de borracha! Vai bater, vai bater!”.&lt;br /&gt;[100] Gente que pega CD emprestado e devolve riscado.&lt;br /&gt;[101] Quem pede caneta emprestada e não devolve – acha que é brinde.&lt;br /&gt;[102] Pessoas que ficam te segurando numa conversa – e tem consciência disso: “ai, deixa eu falar logo porque você tá com pressa, né?”.&lt;br /&gt;[103] Gente que não entende piadas espirituosas e fica questionando. Acaba a graça.&lt;br /&gt;[104] Palitos de dente na areia da praia.&lt;br /&gt;[105] Quando chamam o garçom de “ô amigô!”&lt;br /&gt;[106] Impressora que mastiga o papel.&lt;br /&gt;[107] Quando me vêem com uma camisa do Palmeiras e ainda perguntam: “Você é palmeirense?”. Não, sou são-paulina masoquista.&lt;br /&gt;[108] Gente que pensa que fala outro idioma e fica inserindo palavras estrangeiras no meio das frases, só que totalmente fora de contexto.&lt;br /&gt;[109] Programas de debates que pedem opinião de ex-Big Brother.&lt;br /&gt;[110] Piadinhas machistas e homens que depreciam a mulher.&lt;br /&gt;[111] Quem vê uma pessoa que está desempregada e ainda tem a insensibilidade de dizer “ê vida boa heim”.&lt;br /&gt;[112] Gente que fica se fazendo de coitadinho do tipo “ninguém me ama, ninguém me quer”.&lt;br /&gt;[113] Criança chata que faz de tudo para ser o centro das atenções.&lt;br /&gt;[114] Quem acha engraçado maltratar animais.&lt;br /&gt;[115] Gente que fica se metendo em conversas literárias e dando palpites sendo que nunca leu um livro inteiro.&lt;br /&gt;[116] Pessoas que ficam fazendo baterias imaginárias.&lt;br /&gt;[117] Gente que inventa de cantar dando um agudo, mas vê que não vai conseguir e já muda para o grave. Além de irritante é vergonhoso.&lt;br /&gt;[118] Quem coloca meu nome numa lista sem me consultar.&lt;br /&gt;[119] Aqueles que perdem o timing da piada, mas insistem em continuar contando.&lt;br /&gt;[120] Tentar acabar uma lista que parecia que não ia ter fim.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-9192683382863878915?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/9192683382863878915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=9192683382863878915&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/9192683382863878915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/9192683382863878915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2009/08/120-maneiras-de-me-irritar-o-escritor.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SpScReVLJcI/AAAAAAAAAoY/Pe96HaKx3F0/s72-c/LisaSimpson.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-5580413421887330927</id><published>2009-07-31T14:12:00.002-03:00</published><updated>2009-07-31T14:24:48.365-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;MEIO PILATOS, MEIO NARCISO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc99;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;“Eu me amo, eu me amo. Não posso mais viver sem mim”&lt;br /&gt;(Eu – Ultraje a Rigor)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Eu havia dito muitas vezes a mim mesma e a quem me perguntasse, que eu não ia mais perder o meu tempo e gastar energia escrevendo sobre o Lula. Mas a raiva contida é tanta que se eu não dividir isso com mais gente, vou acabar falando sozinha. Se bem que, mesmo escrevendo, eu falo sozinha. A pequena parcela da população que detesta o Lula, fala sozinha. Não é ouvida e jamais será. Muito menos pelo próprio Lula (que deveria ser o maior interessado), que disse que jornal para ele, só fechado. Lula não lê livros, não lê jornais, também não deve assistir aos noticiários, documentários, entrevistas... A única coisa que parece prender sua atenção é o Corinthians. Ou seja, nada relevante.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;Outra coisa que deve despertar seu interesse é saber as quantas anda a sua aceitação popular. Parece que ele já atingiu os 80% de aprovação, e eu ainda não sei se isso é preocupante ou se é bem feito para esse país.&lt;br /&gt;Depois de tantas fanfarrices, viagens desnecessárias, de tantos “eu não sei”, tantas declarações infelizes, discursos ridiculamente improvisados que chegavam a soar preconceituosos e impensados, de todo o protecionismo escandaloso e de tanto passar a mão na cabeça de suas “crias” (como Palocci e Mercadante), tem gente que SOMENTE AGORA está chocada com essas atitudes lulianas. Como assim, somente agora? Só porque Lula está todo amiguinho de Fernando Collor, não quer dizer que tudo o que ele tenha feito ou dito antes não tenha importância ou não nos envergonhe. Ter confraternizado com Collor foi o de menos, desde que Lula assumiu a presidência.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;A mais recente gracinha de Lula foi lavar as mãos sobre o afastamento (ou não) de Sarney do comando do Senado. Irritadinho com as perguntas dos jornalistas sobre o assunto, ele respondeu simplesmente: “O problema não é meu, eu não votei no Sarney”. Nada mais fácil do que jogar a responsabilidade no colo dos outros. Ainda que as decisões do Senado não compitam a ele, isso não é palavrório digno de um presidente. Qualquer um, até o mais abestalhado, tipo Hugo Chaves, teria uma declaração bem mais feliz do que essa. Ou no mínimo cômica. E nem isso Lula consegue fazer. Se ele fosse um ator de stand up comedy, certamente morreria de fome, pois até seus improvisos são deprimentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;Mas como eu disse, essa indignação que eu sinto e que compartilho com poucos é inaudível. Parafraseando meu amigo Fagner, “somos profetas a pregar no deserto”. Não adianta gastarmos nosso bom Português com reclamações e explanações a cerca dessa criatura egoísta que gosta de fazer gentilezas com chapéu alheio. Porque enquanto esperneamos para ninguém ouvir, lá no sertão nordestino, lá nos confins do Brasil ou nas favelas, há uma multidão idolatrando Lula. E idolatram porque vêem nele alguém que sustenta com orgulho que nunca estudou, mas que chegou longe. Claro, é um exemplo para os marginalizados, descamisados e menos favorecidos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Mas não estudar não é motivo de orgulho. Muito menos quando se é chefe de uma nação – apregoando a imagem de que estudar não vale a pena, ele estimula uma grande massa do povo a fazer o mesmo. Aí nasce uma imensa geração de gente emburrecida e surda às coisas realmente importantes. Lula faz surgir - propositalmente – uma multidão de ignorantes que, se não quer saber de estudar, também não quer saber de trabalhar, uma vez que quem não tem instrução, não arruma emprego. Quiçá um subemprego. E o que isso nos traz? Famílias e mais famílias mamando nos vale-isso e vale-aquilo. Com tantos vales pingando no bolso, o cidadão não vê vantagem alguma em trabalhar. Pra que se esforçar em procurar um emprego, pegar várias conduções, chegar tarde em casa, temer algum corte de funcionários, passar nervoso, se privar da companhia dos familiares e só ter o fim de semana para descansar se o governo pai-dos-pobres já provém o seu sustento?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;Não estou dizendo que os mais pobres não devem ter direito a uma ajuda, um auxílio, mas o mal do povo brasileiro é ser mal acostumado, do tipo que ganha a mão e quer o braço. O povo não está habituado a fazer a parte dele e espera que alguém de fora resolva seus problemas. E é essa mentalidade preguiçosa que Lula estimula. E ele deve adorar isso, afinal, desse modo ele ganha mais e mais fãs – e garante votos para quem ele indicar a sua sucessão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Mais do que tentar (em vão) entender os atos lulianos, eu tento compreender porque tem gente que só hoje está a se sentir desiludida com nosso ignorante mais ilustre. De repente resolveram sarar de sua cegueira, mas agora o estrago nas urnas já foi feito. Para uma anti-Lula como eu, só resta duas coisas a fazer: relaxar lendo um bom livro de literatura – em que nada me lembre esse ser – e aguardar a volta de Alckmin ao governo paulista (se os surdos e cegos do Brasil a fora não o quiseram, nós paulistas queremos). E quanto ao resto que só agora está se sentindo ultrajado, problema de vocês. Eu não votei no Lula.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 334px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364674324264053522" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SnMm3-lq6xI/AAAAAAAAAoA/jVRCm6ZX1zI/s400/narciso.jpg" /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;span style="color:#66cccc;"&gt;&lt;strong&gt;Narciso, de Michelangelo Merisi di Caravaggio (1573 - 1610)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-5580413421887330927?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/5580413421887330927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=5580413421887330927&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/5580413421887330927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/5580413421887330927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2009/07/meio-pilatos-meio-narciso-veridiana.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SnMm3-lq6xI/AAAAAAAAAoA/jVRCm6ZX1zI/s72-c/narciso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-8645326772249673195</id><published>2009-07-14T17:56:00.004-03:00</published><updated>2009-07-14T18:01:39.626-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 102);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 102);"&gt;PODE SER &lt;/span&gt;QUE UM DIA ELE NASÇA...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SlzxJgkbWsI/AAAAAAAAAn4/adKoUa_mxHU/s1600-h/capa+jornal+economico.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 304px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SlzxJgkbWsI/AAAAAAAAAn4/adKoUa_mxHU/s400/capa+jornal+economico.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358422802327886530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 102);font-size:130%;" &gt;(APRESENTAÇÃO)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div face="trebuchet ms" style="text-align: justify; color: rgb(255, 204, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;O embrião desse livro está no meu trabalho de conclusão de curso da faculdade – o famoso TCC. No íncio a idéia era abordar a dificuldade que se tem em encontrar no jornalismo impresso bons materiais e reportagens realmente revelantes para o público feminino. Praticamente todo veículo de comunicação que vemos destinado a esse nicho não traz um conteúdo que afete positivamente a vida prática das mulheres, sobretudo nos jornais, onde, na maior parte do tempo, os assuntos parecem direcionados somente às leitoras que vivem nos Morumbis da vida. Infelizmente não há biografias suficientes sobre tal assunto e o TCC teve de ser abortado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Mas a “exclusão” do público feminino ainda não me saía da cabeça e daí para escolher a editoria de Economia como tema foi um pulo. Isso porque não somente como mulher, mas como leitora, eu me sinto, em certos momentos, excluída quando o assunto é Economia. E muitos leitores, tenho certeza, também se sentem. São tantos os termos empregados e não decifrados, que as pessoas começam a ver Economia como um tema chato, desinteressante e que só atrai quem trabalha com isso, quem aplica na Bolsa, quem é um grande empresário, quem tem conta no exterior.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;E não é verdade. Economia é um assunto que deveria interessar a todos, pois TODOS fazem a economia girar. É o dinheiro de cada um de nós que ajuda essa engrenagem a funcionar e é quase um crime uma parcela da imprensa continuar a “enfeitar” textos com termos técnicos e com um linguajar tão complexo. Se os economistas falam esse dialeto – o Economês – é obrigação dos jornalistas traduzir esses dados e tentar trazer de volta os leitores desgarrados e alheios a esse universo tão importante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt; Mas eu não poderia falar de Jornalismo Econômico sem antes contar – ainda que tão rapidamente – como se deu o início da imprensa no Brasil. Foram muitas e muitas tentativas de dar o pontapé inicial no jornalismo brasileiro, várias apreensões, prisões e perseguições sucederam-se.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Desde a vinda da família real até os dias de hoje evidentemente muita água rolou por debaixo dessa  ponte – talvez o romantismo com que se fazia jornalismo já não exista mais, a concorrência cresceu vertiginosamente, a notícia deu lugar ao espetáculo – mas como tudo nessa vida é um ciclo, pode ser que chegue uma época em que, cansados de tanto “vale tudo pela notícia”, voltemos aos tempos dos idealistas, daqueles que estão sinceramente interessados em contar a verdade sem mascará-las com montanhas de números ou sem se deixar corromper pelos outros três poderes. Ou talvez esse seja apenas mais um sonho bobo de quem ainda – apesar de tantas coisas – ainda tem fé no Jornalismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-8645326772249673195?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/8645326772249673195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=8645326772249673195&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/8645326772249673195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/8645326772249673195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2009/07/o-embriao-desse-livro-esta-no-meu.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SlzxJgkbWsI/AAAAAAAAAn4/adKoUa_mxHU/s72-c/capa+jornal+economico.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-8932396141295712437</id><published>2009-06-25T23:26:00.004-03:00</published><updated>2009-06-26T11:10:12.666-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 255, 255);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;REST IN PEACE&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SkQyrvevwJI/AAAAAAAAAnA/shkWtEY38o0/s1600-h/michael_jackson_gif.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SkQyrvevwJI/AAAAAAAAAnA/shkWtEY38o0/s400/michael_jackson_gif.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351457984284180626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 255, 255);font-size:130%;" &gt;MICHAEL JOSEPH JACKSON&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 255, 255);font-size:130%;" &gt;29 / 08 / 1958 - 25 / 06 / 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SkQx4hGpyaI/AAAAAAAAAm4/jSi1IeTMETQ/s1600-h/michael_jackson_gif.gif"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-8932396141295712437?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/8932396141295712437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=8932396141295712437&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/8932396141295712437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/8932396141295712437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2009/06/blog-post.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SkQyrvevwJI/AAAAAAAAAnA/shkWtEY38o0/s72-c/michael_jackson_gif.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-4071952972345240587</id><published>2009-06-18T18:12:00.005-03:00</published><updated>2009-06-18T18:36:44.538-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;SERÁ A RUÍNA DO QUARTO PODER?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/Sjquyd1pvjI/AAAAAAAAAmY/1LKUPva62sY/s1600-h/liberdade-de-imprensa-mafalda.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 342px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/Sjquyd1pvjI/AAAAAAAAAmY/1LKUPva62sY/s400/liberdade-de-imprensa-mafalda.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348779689482239538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Acho que as pessoas que me conhecem bem já deveriam imaginar que uma hora ou outra eu ia acabar escrevendo sobre esse assunto. E não poderia ser de outro jeito, uma vez que não me conformo com a infeliz decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) quanto à exigência do diploma universitário do curso de Jornalismo. Muito ainda vai se falar sobre esse tema, mas gostaria de usar esse espaço para, ao menos, desabafar como uma ex-estudante de Comunicação Social. Não falo propriamente como jornalista, pois de fato não cheguei a exercer a profissão – as razões não vêm ao caso agora – mas sim como alguém que desde criança tinha vontade de escrever para outras pessoas, de questionar algumas regras, de levantar algumas verdades, de pesquisas e querer saber cada vez mais sobre o mundo e as pessoas. Falo como alguém que, durante a passagem pela faculdade, teve inúmeras dúvidas quanto a escolha feita; como alguém que se colocou várias vezes contra a parede para saber se havia tomado a decisão certa em dar continuidade aos estudos de jornalismo. E que, apesar de tantas “minhocas na cabeça”, decidiu continuar, pois a paixão pela escrita pesou mais. Mas não basta ter só paixão se os conhecimentos não forem bem direcionados, se não houver orientação, senso crítico, ética, postura, disciplina, especialização. E é isso o que vamos buscar numa faculdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 51);"&gt;Gostaria de saber quais argumentos foram levados em conta para que se abolisse a obrigatoriedade do diploma. Vir com aquele papinho de que a exigência do diploma vai de encontro à Constituição – uma vez que ela também prima pela liberdade de expressão – para mim não cola! Liberdade de expressão é uma coisa e Jornalismo  é outra, embora ambas andem de mãos dadas. O que faço nesse espaço é exercer liberdade de expressão e isso qualquer cidadão está apto a fazer, até aquele que não tenha lá muita instrução. Todos devem ser ouvidos, com isso eu concordo totalmente. Agora, fazer Jornalismo é outro departamento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;A imprensa não passou a ser chamada de  “O Quarto Poder” a troco de nada. As mídias têm uma força que o público ainda nem sabe. Através da imprensa o mundo toma conhecimento do mundo. E se isso for feito por pessoas despreparadas, não quero nem imaginar o caos que isso pode acarretar. E não estou sendo exagerada! Quem não se lembra do caso da Escola Base? Informações incompletas e desencontradas condenaram pela vida toda um casal acusado de abusar de criancinhas. No fundo eles eram inocentes, mas o estrago já havia sido feito e a vida deles, aposto, nunca mais foi a mesma. Estragos causados por uma meia dúzia de gente inapta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na faculdade exemplos como esse são citados aos montes para que os futuros jornalistas tenham a consciência de que seu trabalho pode alterar os rumos de muitas vidas, pode interferir na história de uma cidade ou de um país. Tanto o jornalista que assina um jornalzinho de associação de bairro (não estou pondo isso no sentido pejorativo) quanto um correspondente internacional, têm grandes responsabilidades sobre aquilo que dizem e escrevem. Uma afirmação feita sem certeza, pode deixar um rastro de mal entendidos e, consequentemente, de falta de confiança por parte do público. E depois pedir desculpas, não basta. Seu currículo já foi arranhado, e nesse meio, infelizmente, muitos erros não têm perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Apurar uma notícia, ir atrás de fontes (e saber preserva-las), peneirar o que é útil daquilo que não presta, saber o momento certo para divulgar os fatos, não parar de pesquisar nunca, ser ético com os demais profissionais e colaboradores, tentar ao máximo não se envolver emocionalmente com as personagens da notícia, saber falar, saber se colocar, saber escrever. Isso não se aprende sozinho. Os professores de Jornalismo são os primeiros a nos dar uma noção dessas coisas todas. É claro que aprendemos muito e talvez até mais quando praticamos, quando o mercado de trabalho nos abraça. Mas são os professores (também jornalistas) que nos colocam as sementes da ética, do conhecimento, do interesse. O esforço dos nossos mestres e também dos alunos (tantos ingressam numa universidade muito sacrificadamente) não pode ser desprezado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 51);"&gt;O que o STF fez parecer é que estudo e conhecimento não valem nada. Que qualquer zé-mané que acha que manja muito de Português pode exercer a profissão que tanto põe medo nos nossos governantes. A única razão que enxergo pela qual tal decisão tenha sido tomada, foi justamente a de criar uma nova geração de jornalistas idiotas, carentes de cultura, sem poder de argumentação. A imprensa é e sempre foi uma ameaça para o governo – seja ele qual for, independente de época. Mas agora a coisa ficou descarada. Até mesmo Lula, que, como era de se esperar, falou em defesa de Sarney, disse que tudo o que está sendo levantado sobre o “imortal” ex-presidente é puro denuncismo. Como denuncismo, se há provas? Agora a culpa pelo Sarney estar empregando a família toda e mais um pouco às custas do dinheiro público é da imprensa? Lula tem o costume de dar declarações ridículas, mas essa foi umas das piores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;A consequência dessa manobra, além da fragilidade da classe, será a aparição de inúmeros “jornalistas” semi analfabetos. Afinal, todo mundo tem certeza de que sabe, e muito bem, usar a Língua Portuguesa. Os editores-chefes e os revisores não vão dar conta de tantos abusos que vão começar a aparecer. Pois se até mesmo os jornalistas formados e experientes às vezes dão seus tropecinhos no Português (mas sabem corrigi-los imediatamente), imaginem que não passou por uma faculdade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente do STF, Gilmar Mendes, ainda teve a pachorra de dizer, em seu relatório, que diploma de Jornalismo é tão dispensável quanto diploma de culinária e corte e costura. Bom, para culinária e corte e costura realmente não são necessários cursos universitários, mas para quem deseja evoluir nas carreiras, existem faculdades de Gastronomia e Moda e Estilismo. Outro argumento totalmente furado, desnecessário e mal escolhido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;É por essas e por outras que ando botando cada vez menos fé nesse país. Quando a gente pensa que as coisas não podem ficar piores, vem alguém e nos prova o contrário. Como jornalista, como ex-aluna e como público, fiquei chocada, revoltada, triste e deprimida com tal julgamento. Tudo o que aprendi na faculdade não é jogado fora, claro. Mas o sentimento que fica é de que conhecimento, no Brasil, não tem valor. Uma redação bem feita e esmero quanto ao uso da Língua Portuguesa valem tanto quando um textinho sem-vergonha sem pé nem cabeça. Mas no fim das contas não há porque ficarmos chocados, afinal temos um presidente que nunca fez questão de estudar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-4071952972345240587?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/4071952972345240587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=4071952972345240587&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/4071952972345240587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/4071952972345240587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2009/06/sera-ruina-do-quarto-poder-acho-que-as.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/Sjquyd1pvjI/AAAAAAAAAmY/1LKUPva62sY/s72-c/liberdade-de-imprensa-mafalda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-515223127574540832</id><published>2009-05-30T17:46:00.004-03:00</published><updated>2009-05-30T17:57:30.038-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 204);font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"  &gt;NOTA DE AGRADECIMENTO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 204);font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"  &gt;A LARISSA B.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SiGdFP6AemI/AAAAAAAAAkY/ALTCAfPPzGY/s1600-h/BotanDressedUp.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 173px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SiGdFP6AemI/AAAAAAAAAkY/ALTCAfPPzGY/s400/BotanDressedUp.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341723346532858466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Como a senhorita não me deixou nenhum email, então agradeço por aqui mesmo. Fico contente por saber que existem adolescentes ainda tão conscientes e de opinião. Mas chateada, por outro lado, por saber que em todos os cantos do país existam os mesmos problemas e que, mesmo com o passar do tempo e com tantas reclamações, eles continuam sem conserto. O Nordeste é lindo, tem uma cultura única - já tive a chance de visitar 3 Estados daí de cima - percebe-se que há muita gente com vontade de mudar as coisas. Mas tanto aí, quanto aqui em baixo, também há pessoas que não têm interesse em fazer com que a qualidade de vida da população melhore. Se nem num ônibus isso acontece, imagine com o resto - educação, saúde, segurança...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Mas enquanto houver gente para observar e se incomodar, talvez ainda haja esperança.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Obrigada pela mensagem. Abraço!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-515223127574540832?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/515223127574540832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=515223127574540832&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/515223127574540832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/515223127574540832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2009/05/nota-de-agradecimento-larissa-b.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SiGdFP6AemI/AAAAAAAAAkY/ALTCAfPPzGY/s72-c/BotanDressedUp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-62872847750106288</id><published>2009-05-25T20:07:00.006-03:00</published><updated>2009-05-25T20:19:00.241-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 102);font-size:180%;" &gt;LICENÇA PARA FICAR IRRITADA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/Shsm0HRSE2I/AAAAAAAAAkI/kgBgSEFfxJk/s1600-h/seu-donizildo-196x300.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 196px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/Shsm0HRSE2I/AAAAAAAAAkI/kgBgSEFfxJk/s400/seu-donizildo-196x300.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339904459924444002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 204, 204);"&gt;“…Estou boquiaberto / Não sei o que é certo / Também já não sei o que é errado / Eu leio o que a lei / Me diz para fazer / Mas olho em volta e ninguem faz / Então não faço / Amasso a convenção / Fumo na condução / Jogo no chão o maço de cigarro / Avanço o sinal / Suborno o fiscal / E todo mundo faz igual...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 204, 204);"&gt;(Boquiaberto – Biquíni Cavadão)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 255);"&gt;Ainda não sei se é porque eu estou chegando à casa dos trinta, mas o caso é que reparei que estou ficando cada vez mais irritadiça com uma infinidade de coisas que antes não me provocavam tanto. Adolescente não é muito de reparar nas coisas erradas. No fundo adolescente é um grande egoísta que olha para o prórpio umbigo, ignora o que os pais dizem (os que dizem e quando dizem) e preferem ouvir os amigos tão ou mais inexperientes que eles. E só fazem porcaria. Creio que já faz um bom tempo que larguei a adolescência, então me dou o direito de meter a boca nessa fase tão linda e tão oca da vida. Oca sim. Quisera eu, poder voltar no tempo e ter aos dezesseis anos o mesmo conhecimento que tenho hoje (e que ainda não é muito). Quisera eu, aos dezessete ler tanto quanto leio hoje. E aos 18 deveria ter me espiritualizado mais. Mas como os mais velhos dizem: “a gente não pensa”. Balzac acertou em dizer que as mulheres de trinta são as melhores. Pelo menos eu, apesar de tantas interpéries, me sinto alguém melhor. Não A MELHOR, mas a melhor que eu tento ser. E como o tempo vai passando, vamos nos tornando pessoas mais seletivas, mais cautelosas, mas analíticas, mais racionais. E mais rabugentas! Eu tenho me sentido profundamente rabugenta a cada dia que passa – não confundam com mal educada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;E há coisas que me irritam mais, outras menos (estou para fazer uma lista), mas depois de ter me tornado passageira assídua de ônibus de Garça a Marília nesses últimos meses, vi que tenho razão em sentir tais irritações. A começar que, não sei por que (e gostaria muito que alguém explicasse), os ônibus ainda não conseguem atender a demanda de passageiros. Dependendo do horário, vamos todos espremidos e chacoalhando, levando cutucões, pisões, sendo obrigados a ouvir piadinhas de gosto duvidoso, levando guarda-chuvadas (se o termo não existia, passou a existir) e sacoladas – e daqueles pacotes enormes da Tanger! Um lembrete ao(s) dono(s) da Turismar: você(s) não transportam gado; transportam pessoas. Será que custa muito disponibilizar mais carros em determinados horários? Sei que é difícil, mas nessas horas não pensem só em dinheiro: respeito é algo que não tem preço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 255);"&gt;Especialmente porque a falta de espaço incentiva a proliferação de gente folgada. Cansei de ver marmanjos e mocinhas sentados nos bancos reservados aos idosos e que não se levantam quando os vêem entrar no ônibus. Ou fingem que não estão olhando, fazem de conta que estão dormindo ou simplesmente não se movem por pura má vontade. Uma vez uma senhorinha entrou no ônibus e já não tinha mais lugar nem para uma agulha. E um adolescente, de uns treze ou quatorze anos, bem esparramadão no primeiro banco. Ele a viu em pé e nada fez. Voltou a olhar a estrada. Cedi meu lugar a senhorinha, com muita raiva não só desse empiasto, mas por causa da mãe dele, que devia ter dado a devida educação bem antes dessa criatura saber o que é um ônibus. A mamãezinha do folgado estava com ele e nem sequer esboçou a intenção de dizer “filho, dá o seu lugar pra essa senhora”. E na mesma viagem, ainda na rodoviária, uma estudante tira o boleto da universidade da mochila, rasga e atira os pedacinhos pela janela. Deve ser uma dessas mentes brilhantes que pensam “ah, a faxineira da rodoviária está sendo paga pra limpar mesmo”. É ou não é irritante esse tipo de mentalidade? Por que tem gente que tem mania de espalhar lixo por onde passa? Até a cobradora do ônibus, numa outra viagem, resolveu descarregar o furador de papel dentro do veículo, no meio do corredor. Foi “confete” pra todo lado. E ela ainda achou graça. Depois a gente diz que se isso acontecesse na Europa, nos Estados Unidos ou no Japão ia acabar em multa, as pessoas acham ruim. Eu já passei a ignorar essa gente que vem querendo dar liçãozinha de moral dizendo “você não valoriza as coisas do seu país” ou criticando quem cita os estrangeiros como exemplo. É lógico que no exterior nem tudo são flores, mas experimenta jogar um copinho descartável na rua no Japão. Ai de você se não ceder seu lugar para uma pessoa mais velha! Lá os mais velhos não são somente respeitados. São reverenciados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;O festival de irritação não pára por aqui. Ainda teve a vez da mocinha que tentou viajar com um bebê de colo e também ninguém quis se levantar. Ela passou por um adolescente que também ocupava os bancos especiais e que nada fez. E do lado dele, um homem que também não se levantou. Eu, que estava em pé do lado deles, ouvi o cara dizendo que depois do almoço ele sente preguiça. Um sujeitinho desse naipe, que decretou a morte do cavalheirismo, será que nunca teve mãe, irmã, filha? E será que esses moleques que se acham tão espertos não pensam que suas mamãzinhas um dia vão precisar de um acento num ônibus lotado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 255);"&gt;Ainda tem a categoria dos metidos a engraçadinhos. Durante o período que tive que viajar, sempre pegava o ônibus no mesmo horário. É fatal encontrarmos basicamente as mesmas pessoas. E como toda turma do fundão é sempre a mais chata, dessa vez não ia ser diferente: uns e outros homens sempre fazendo gracinhas com as mulheres e contando piadinhas inconvenientes. Por outro lado, há moças permissivas que pensam que estão abafando, se sentindo as musas do ônibus, por causa de certas cantadas no mínimo nojentas. Como uma moça que – deu a entender – era vendedora de lingerie. Os caras aproveitaram a deixa e falavam bem alto, pra quem quisesse ou não quisesse ouvir: “amanhã você me traz a sua calcinha?”. E outro completou: “a preta!”. E ela ainda achava engraçado. Sinceramente, uma mulher que ouve frases dessa natureza e é conivente, é porque não tem muito respeito próprio. Ou então acha graça de qualquer bobagem. Ia esquecendo de mencionar, mas também me irrito com humor gratuito, a graça pela graça, piada de A Praça é Nossa, espírito de quem passa o domingo assistindo ao Gugu. Uma das coisas mais odiosas nesse mundo é música de duplo sentido, sobretudo as de conotação sexual com conteúdo machista e preconceituoso etnicamente. Deve ser por isso que eu detesto axé, funk e afins.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;No meu último dia de curso em Marília, na volta, ainda tive que ouvir o motorista da Turismar gritar um retumbante “Seu véio f*d*p*!”, depois de ter sido cortado no semáforo. Isso com moças e senhoras a bordo. Eu gostaria de saber se ele se incomodaria se algum grosseirão gritasse palavrões perto de alguma mulher da família dele.Quem foi que disse que todo brasileiro é hospitaleiro e educado? Quem soltou essa frase deveria viajar mais de ônibus circular. E pensando bem, não seria o simples fato de aliviar o número de passageiros que ajudaria a melhorar a educação das pessoas. Pois se um adolescente é folgado e um homem é egoísta, preguiçoso e boca suja, eles não o serão somente num ônibus. Serão em qualquer lugar. Na escola, em casa, num supermercado, na padaria, num restaurante, em família. E esse papo de que educação começa em casa, é verdade, mas em partes. Acredito que a outra parte – além da escola – devesse ser inerente em cada ser humano. Eu prefiro acreditar que cada um de nós nasceu com um gene da boa educação. Os nossos pais e professores têm o papel de os fazer despertar. Porque não é possível que alguém veja uma pessoa idosa tentando se manter em pé dentro de um veículo cheio e requebrante e não faça nada! Não é preciso que a mãe fale. É instintivo que a pessoa se levante e ceder o lugar! Do mesmo modo que deveria ser nato numa mocinha universitária – que, em tese, tem mais noção das coisas – que é ridículo ficar atirando papel picado pela janela. Ela que vá fazer a faxina da sua mochila em casa. Os motoristas deveriam se tocar de que o trânsito não vai melhorar em nada com seus gritos chulos. E que certas mulheres que pensam que estão sendo muito liberais, na verdade estão sendo é libertinas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 255);"&gt;São atos pequenos, são práticas que podem soar bobas, mas que dia após dia, cometidos repetidamente, vão irritando. E no meu caso, fazem com que eu perca gradativamente a fé nesse povo. E não estou falando de Garça ou Marília em especial. Falo do país. Gente indolente, imprestável, espertinha, maliciosa e individualista existe em todo lugar. E conhecendo muitas professoras, eu sou testemunha de que a escola faz o que pode para tentar educar essa nova geração inerte, mentalmente defasada e espiritualmente pobre. E também não adianta jogar tudo nas costas das instituições de ensino. Então, existe alguma solução ou essa é uma realidade sem conserto? Será que seria o caso de as pessoas irritadiças como eu começarem a se tornar insensíveis? Ou tentarmos correr pra longe, fugir? Para que eu não escreva mais nenhuma frase irritante para o leitor, deixo sábias e inspiradoras palavras de outra música do Biquíni (Discivilização): “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 204, 255);"&gt;Qualquer dia desses ainda pego o meu carro e sumo daqui. Vou aonde der a gasolina. Daí em diante ando a pé, até encontrar carona em carro de boi. Suspendo o meu ódio e salto num vale inatingível. Percorrerei a mata e me embrenharei por ela até chegar numa árvore, a mais alta, e tirar um cochilo jóia&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 255);"&gt;”.&lt;br /&gt;__________________________________________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;Desenho: Seu Donizildo (Mundo Canibal) - o personagem mais irritado do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-62872847750106288?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/62872847750106288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=62872847750106288&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/62872847750106288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/62872847750106288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2009/05/licenca-para-ficar-irritada-estou.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/Shsm0HRSE2I/AAAAAAAAAkI/kgBgSEFfxJk/s72-c/seu-donizildo-196x300.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-3594240733419351291</id><published>2009-04-15T23:44:00.003-03:00</published><updated>2009-04-15T23:48:13.980-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 204, 255);font-size:130%;" &gt;Enquanto não posto (?) nenhum texto relativamente decente, vão brincando com esses simpáticos testes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SeacKLEvo4I/AAAAAAAAAjo/wIIU_gmIfts/s1600-h/cat.hammock.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 276px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SeacKLEvo4I/AAAAAAAAAjo/wIIU_gmIfts/s400/cat.hammock.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325115307997504386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-3594240733419351291?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/3594240733419351291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=3594240733419351291&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/3594240733419351291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/3594240733419351291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2009/04/enquanto-nao-posto-nenhum-texto.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SeacKLEvo4I/AAAAAAAAAjo/wIIU_gmIfts/s72-c/cat.hammock.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-4914746566060206710</id><published>2009-04-02T22:52:00.005-03:00</published><updated>2009-04-02T23:05:22.504-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SdVsGpEuyOI/AAAAAAAAAiI/KMQ12bkwRLQ/s1600-h/80.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 354px; height: 354px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SdVsGpEuyOI/AAAAAAAAAiI/KMQ12bkwRLQ/s400/80.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320277396168820962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;ATAQUE DE NOSTALGIA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Eu não entendo bem, mas ultimamente eu ando ainda mais saudosista do que comumente sou. Ando revirando livros velhos, ouvindo músicas e vendo filmes que muita gente da minha idade já deve ter esquecido e me pego sempre falando "na minha época..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Enquanto escrevo esse texto mínimo, ouço muitas e muitas vezes (no Repeat) uns cds que eu fiz para viajar. Não no sentido literal, mas viajar pelas minha lembranças. Cindy Lauper, The Police, INXS, Iggy Pop, B52`s, Bruce Springsteen, Tears for Fears, Pet Shop Boys, Depeche Mode, Oingo Boingo, Information Society, Talking Heads, The Smiths, A-HA, R.E.M, Th&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;e Pretenders, Duran Duran, New Order, Yes, David Bowie, Simple&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt; Minds, Alphaville. Isso além das inesquecíveis bandas de um sucesso só: Gazebo (I like Chopin), Huey Lewis &amp;amp; The News (The Power of love), Falco (Rock me Amadeus), Pseudo Echo e Lipps Inc. (Funky Town), Kenny Loggins (Footloose), The Bangles (Walk like an Egyptian), Peter Cetera (Glory of Love), Wham! (Wake me up before you go go), The Buggles (Video kill the radio star) e The Bolshoi (Sunday Morning). E nem mencionei as bandas nacionais, heim! Vai soar muito cliché, mas eu acabo virando criança cada vez que escuto essas músicas. Graças a Deus eu não preciso ouvir Xuxa (eca) para reviver a minha infância.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Foi então "delirando" com esse ataque oitentista que resolvi deixar aqui &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;- a quem interessar possa, para um passante qualquer que aqui acabar caindo num desses desvios da Internet – um apanhado de ícones que marcaram definitivamente (e ainda se fazem muito presentes) a minha vida. E sei que, bem no fundinho, marca ainda a vida de muitos quase trintinhas como eu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SdVtdyu9qzI/AAAAAAAAAig/-GklxKEWra4/s1600-h/bandas+inter+80.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 346px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SdVtdyu9qzI/AAAAAAAAAig/-GklxKEWra4/s400/bandas+inter+80.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320278893410495282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;Algumas observações relevantes:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;1) Lógico que não poderia ficar de fora o Micheal Jacks&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;on, afinal de contas, seus maiores trabalhos (na minha modesta opinião) Off The Wall (ainda que de 1979), Bad e Thriller continuam vendendo como água no deserto! Mas, tirando a parte comercial, esses discos mudaram a música e a cultura pop para sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;2) O sorriso do Bruce Springsteen é irresistível!! =P&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;3) Cindy Lauper está uma senhorinha muito simpática (com a cara meio repuxadinha, é verdade), mas ainda conserva aquele ar "girls just wanna have fun".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;4) O Sting nunca envelhece?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;5) Qual menina daqueles tempos nunca suspirou pelo Morten?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;6) Orzabal e Smith (Tears for Fears) viraram uns coroas bonitões, mas parece que está meio complicado deles fazerem as pazes... =/&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SdVtqHvVylI/AAAAAAAAAio/pRrEBcFUHd4/s1600-h/bandas+nac+80.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 393px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SdVtqHvVylI/AAAAAAAAAio/pRrEBcFUHd4/s400/bandas+nac+80.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320279105207650898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 255, 153);"&gt;Além do Balão Mágico, que era básico para a molecadinha, eu tinha uma fita K7 que ganhei de presente de um primo, cheia de rock nacional. Até hoje eu fico pensando por que ele presenteou uma pirralha de uns 5, 6 anos com uma fita que tinha Titãs, Biquíni Cavadão, RPM, Blitz, Kid Abelha e os Abóboras Selvagens, Legião Urbana, Ira!, Engenheiros do Hawaii e Ultraje a Rigor. Seja lá quais tenham sido suas razões, ele me fez um favor. Porque depois disso, essas bandas nunca mais saíram da minha cabeça. As primeiras que aprendi foram Sonífera Ilha (Titãs), Pintura Íntima (Kid), Tédio (Biquini), o Papa é Pop (Engenheiros) e a galinha Mary Lou (Ultraje) que meus primos mais velhos repetiam tantas vezes e davam risada. Muita coisa que eu cantava, eu não entendia. A única certeza que eu tinha era que eu estava adorando aquilo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255);"&gt;Os mais jovens (e ainda meio bobos) falam que o rock nacional dos anos 80 era uma bela porcaria. Eu nem tento convencer ninguém do contrário. Eles jamais terão noção do seu infortúnio de haverem nascido em tempos desses NX Zeros da vida...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102); font-weight: bold;"&gt;TO BE CONTINUED...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-4914746566060206710?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/4914746566060206710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=4914746566060206710&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/4914746566060206710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/4914746566060206710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2009/04/ataque-de-nostalgia-eu-nao-entendo-bem.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SdVsGpEuyOI/AAAAAAAAAiI/KMQ12bkwRLQ/s72-c/80.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-8697214195219044943</id><published>2009-03-19T14:27:00.004-03:00</published><updated>2009-03-19T14:42:41.496-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScKA6kacdKI/AAAAAAAAAgI/1aYcEM6gu3M/s1600-h/07.0601.cartoon_large.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 368px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScKA6kacdKI/AAAAAAAAAgI/1aYcEM6gu3M/s400/07.0601.cartoon_large.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314952253945967778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(102, 255, 153);"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;QUAL É O PROBLEMA?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Essa é a pergunta que eu gostaria de fazer a cada uma das pessoas para quem eu já enviei um curriculo nessa cidade. Não estou me fazendo de coitadinha, tentando achar alguma justificativa para o meu infortúnio. Apenas gostaria de tentar desvendar um certo fenômeno que acontece em Garça. Faz não sei quanto tempo, eu me cadastrei no Posto de Atendimento ao Trabalhador daqui, e nada. Periodicamente passo por lá para saber como as coisas andam, se há alguma novidade, atualizar a minha ficha. E a resposta é sempre a mesma: por enquanto não surgiu nada. Conversando com o rapaz que trabalha no PAT, ele acabou admitindo que os empregadores podiam não estar me chamando por causa do que coloquei no curriculo. Ele deu a entender que ali tinha coisa demais, que estava "assustando-os" . PelamordeDeus!! Eu não estudei um Harvard, eu não manjo nada de Física Quântica, nem pós-graduação eu fiz ainda! O que pode meter tanto medo nos empregadores garcenses?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Pela curta conversa que tivemos, tudo indica que muitos empresários não querem contratar gente diplomada ou que arranhe um ou outro idioma, temendo que sejam exigidos deles um salário fora do normal. Eu já expliquei um milhão de vezes que eu não estou interessada em ganhar rios de dinheiro – não tenho vocação para ser São Francisco de Assis, mas não faço questão de um vencimento estratosférico. O que eu quero de verdade é um emprego! Uma amiga minha passou, durante anos, pela mesma situação: graduada, pós-graduada, falando um Português impecável e saindo do Mestrado partindo para o Doutorado, ela via muitas e muitas portas se fechando para ela. O problema nem estava nela, mas sim em quem ela procurava. Gente com uma mentalidade tacanha e atrasada de quem imagina que um funcionário tão estudado seria uma ameaça para a empresa, desbancaria os outros empregados, ditaria regras, chegaria se sentindo o rei do lugar e ambicionaria tomar o lugar do patrão. Eu tenho certeza que é justamente essa visão distorcida que muitos aqui em Garça têm.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Pensando nisso, um dia voltei ao PAT e falei para o rapaz que sempre me atende que eu queria fazer umas modificações no meu cadastro. Pedi a ele que apagasse do meu curriculo o meu diploma universitário, o inglês (quebra-galho, diga-se de passagem), o espanhol, o italiano (macarrônico), e o que mais fosse possível. Num momento de quase desabafo ou revolta, perguntei se eu não podia dizer que eu só tinha instrução até a 8º série. Sei lá, de repente os empregadores, ao invés de ficarem assustados, ficam com pena... Mas ele explicou que não podia fazer isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;O caso é que já deixei meu curriculo "monstruoso" em uma infinidade de lugares por aqui, desde empresas onde minha formação (Jornalismo) se encaixaria, até naqueles em que se buscavam uma simples balconista. Numa dessas, ouvi a seguinte frase: mas você é filha de "fulano", não precisa trabalhar! O engraçado é que, ainda mais nova que eu, minha mãe ouviu a mesma coisa. Ou seja: essa cabecinha fechadinha de muitos garcianos não mudou em nada! Como se minha mãe tivesse sido ou eu ainda fosse filha de algum magnata. Meus ascendentes penaram muito para construir o patrimônio que têm hoje e se tem uma coisa que me deixa louca de raiva nessa vida é ser tratada como filhinha de papai.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;   Certa vez, logo depois de formada, fui tentar (TENTAR, mesmo) deixar meu curriculo em duas emissoras de rádio da cidade (acho que nem preciso citar os nomes). Em ambas, os funcionários me disseram que eu não precisava deixar nada, eles não iam pegar. Na primeira a desculpa foi essa: se a gente pegar o seu, vamos ter que pegar de todo mundo que aparece aqui. Na outra: não estamos precisando. Tudo bem, ainda que não estivessem, mas cadê a delicadeza? Outra coisa importante que falta nessas pessoas é educação, além de um pouco de sensibilidade. Pode ser que os donos das emissoras nem saibam disso e que essas cortadas tenham partido dos próprios funcionários, mas desse modo começo a pensar que assim como cada povo tem o governo que merece, cada empresa tem os empregados que merece. Uma coisa parece ser o reflexo da outra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Não vou ficar entrando aqui naquela velha discussão de que por que eu ainda estou em Garça, se tantos jovens já foram embora. Passei um tempo em São Paulo – a terra que eu sempre brinco dizendo que é uma terra suja, de ar fedido e gente indiferente. Mas acabei me rendendo e despertando uma certa paixão por Sampa. Mas voltei pra cá, querendo me dar uma nova chance aqui, vim atrás de qualidade de vida, de dias mais calmos, de pessoas menos indiferentes. Talvez eu tenha dado um passo em falso, mas o problema não é esse. A questão é por que cargas d’água esse preconceito?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;   Então tá. Empresários de Garça: tudo o que consta no meu curriculo é mentirinha. Eu sou semi-analfabeta – eu ditei esse texto para outra pessoa, pois nem usar o Word eu sei. Mal falo o Português. Odeio ler. Nunca, jamais, em tempo algum vou tocar em uma obra de Shakespeare, não tenho idéia de quem tenha sido Machado de Assis e poema, pra mim, é coisa de gente estranha. Escuto pagode, axé, funk e afins o dia inteiro. Vejo em Lula a personalidade do milênio. Amo Big Brother e a maior ambição que tenho na vida é me tornar Rainha do Rodeio. Tá bom assim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;   Como já fiz questão de deixar bem claro aqui, eu não sou nenhum exemplo de virtude e cultura, ainda estou no começo da estrada, mas os donos dos pedágios têm dificultado um pouco essa viagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-8697214195219044943?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/8697214195219044943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=8697214195219044943&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/8697214195219044943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/8697214195219044943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2009/03/qual-e-o-problema-essa-e-pergunta-que.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScKA6kacdKI/AAAAAAAAAgI/1aYcEM6gu3M/s72-c/07.0601.cartoon_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-927514359183605209</id><published>2009-03-11T16:47:00.000-03:00</published><updated>2009-03-11T16:48:20.216-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SbgVfKZGRtI/AAAAAAAAAfs/H1ecphNPVYk/s1600-h/Volto_ja.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 350px; height: 350px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SbgVfKZGRtI/AAAAAAAAAfs/H1ecphNPVYk/s400/Volto_ja.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312019385593251538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-927514359183605209?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/927514359183605209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=927514359183605209&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/927514359183605209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/927514359183605209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2009/03/blog-post.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SbgVfKZGRtI/AAAAAAAAAfs/H1ecphNPVYk/s72-c/Volto_ja.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-5772437301345369911</id><published>2008-09-23T15:50:00.005-03:00</published><updated>2008-10-01T16:17:12.165-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#ff99ff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;SE&lt;/span&gt; LOBATO VIVO &lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;ESTIVESSE&lt;/span&gt;...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:180%;color:#ff99ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252266371016415426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SOPMb84p2MI/AAAAAAAAAQg/zx9SUEkk72Y/s400/jardim_da_filosofia.gif" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffccff;"&gt;Hoje vi uma reportagem que me deixou um tanto irritada. Abordavam uma série de problemas típicos de uma grande cidade, como São Paulo, e falaram de pessoas que moram em baixo de pontes e viadutos. O repórter se enfiava sob as estruturas para conversar com essas pessoas e mostrar as condições sob as quais elas estavam submetidas. Numa dessas, uma mulher contou que ela perdeu o emprego e com o dinheiro do acerto comprou um barraco numa favela. Mais tarde ela teve que desocupar a favela e foi morar em cima de uma das várias pontes de São Paulo, uma que cruza o rio Tietê bem em frente ao Sambódromo. Não demorou muito, a prefeitura deu-lhe dois mil reais para que ela saísse dali (já que sua imagem estava degradando os arredores do Sambódromo, às portas do carnaval). Então ela foi morar em baixo da mesma ponte. Está lá desde o carnaval, usando pedaços de tapume como paredes, convivendo com o mau cheiro do rio, com o barulho infernal do trânsito, sujeita a todo tipo de doenças, violências e infortúnios. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffccff;"&gt;O que me irritou não foi exatamente essa situação – coisa com a qual já estamos tão habituados que nos sentimos praticamente anestesiados – mas com a reposta que ela deu ao repórter quando ele lhe perguntou o que ela havia feito com os dois mil reais: “Ah, eu comprei um fogão, botijão de gás, mais umas coisinhas e um celular pra minha filha.”. Dois mil reais é uma quantia ridícula, realmente, mas mais ridículo ainda é um ser humano que, visivelmente, carece de bens mais urgentes e essenciais, comprar um celular! Pensei, inutilmente pensei e não achei uma explicação para isso. O que leva uma pessoa desprovida de casa, roupas, remédios e comida a comprar um telefone celular? Daí me veio à mente pensamentos aparentemente maldosos de alguns filósofos que li que dizem que há pessoas que vieram a esse mundo para serem pobres mesmo – e por vezes, merecidamente, pois essa é a lei da natureza e só se destaca e prospera aquele que souber usar de seu intelecto para administrar com sabedoria aquilo que tem, ainda que seja o mínimo; que a pobreza é uma forma de castigo proveniente da indolência, ignorância e falta de vontade. Essa é uma visão muito cruel, teimo em não concordar com ela, alguns pensadores eram de fato muito amargos, mas em momentos como esse, depois de ver essa mulher sobrevivendo sob uma ponte declarar que gastou parte do pouco que tinha com um aparelho celular, é inevitável que nos perguntemos até onde vai esse consumismo imbecil, irracional, impulsivo (e repulsivo) e desenfreado?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffccff;"&gt;Se Monteiro Lobato estivesse vivo, ele morreria de desgosto. Essa seria uma visão que bateria de frente com aquilo que ele sonhava para a nossa sociedade. Em 1935, Lobato traduziu, fez o prefácio e teceu comentários ao final de cada capítulo do livro “&lt;strong&gt;A História da Filosofia – a vida e as idéias dos grandes filósofos&lt;/strong&gt;”, do norte-americano Will Durant. Logo no final do livro (de quase 550 páginas, mas de uma leitura deliciosa), Lobato analisa as teorias de George Santayana, Williams James e John Dewey (ambos do final dos anos de 1800). Esses pensadores norte-americanos (exceto Santayana que era hispano-americano) diziam basicamente que a América, apesar de ainda muito nova, deveria desenvolver logo sua própria forma de pensamento, não calcada somente em coisas referentes a planos subjetivos, mas incorporando seu pensamento à nova realidade do seu povo, às modernidades que estavam surgindo, aos embates entre literatura e ciência. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffccff;"&gt;Não somente os Estados Unidos estavam a todo vapor em termos de desenvolvimento e produção acelerada de bens de consumo, mas toda a América já se encontrava em polvorosa. Da noite para o dia, muitas pessoas passaram a acumular riquezas, os mercados cresciam vertiginosamente, a ciência estava cada vez mais em evidência, as pessoas desejavam a evolução a qualquer custo. Então, esses três homens deram o ponta-pé inicial à filosofia em nosso continente – trazendo na bagagem algumas referências importantes dos filósofos europeus como Darwin, Kant e Schopernhauer. Eles tinham a esperança de que, em meio a esse turbilhão de novidades, se começassem a disseminar o apreço pela cultura e pelo aprimoramento do povo, fazer da Filosofia uma ferramenta “&lt;em&gt;para esclarecer as idéias dos homens quanto aos problemas morais e sociais do momento (...) tornar-se, no humanamente possível, um órgão para enfrentar esses problemas e solver os seus conflitos&lt;/em&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffccff;"&gt;Santayana, James e Dewey já notavam e temiam que essa nova mentalidade de consumo do povo americano pudesse pôr em perigo o nascimento da filosofia em nosso continente, que pudesse estragar as mentes ainda jovens dessa sociedade – pessoas que, ainda confusas, eram comparadas a adolescentes em plena puberdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffccff;"&gt;Lobato transfere esse cenário para a nossa gente, que também não conhecia uma filosofia própria. Ele dizia que não deveríamos desanimar ante nossas superficialidades, éramos “verdes” demais. Afinal, o que era a Inglaterra mil anos antes de Shakespeare? Ou a França antes de Montaigne? Mais cedo ou mais tarde, iríamos despertar nossas mentes e nossas almas (se bem que alguns filósofos nem acreditam na existência da alma). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffccff;"&gt;Porém acabamos por adotar uma posição aquisitiva e individualista ao invés de desenvolvermos uma alma contemplativa, artística e tolerante. Contudo, Lobato ainda acreditava que o acúmulo de bens podia resultar na aquisição de cultura: “&lt;em&gt;Mas tornamo-nos ricos e a riqueza é um prelúdio da arte. Em cada país onde séculos de esforço acumularam meios para o luxo e o ócio, a cultura apareceu naturalmente, como vegetação que brota da terra adubada e úmida&lt;/em&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffccff;"&gt;Será que Lobato era realmente tão otimista, tão inocente ou tão crente na força de vontade de um povo que já nasceu consumista? Se até os índios foram engambelados pelos portugueses com presentinhos como espelhos e outras bugigangas, por que as pessoas contemporâneas dele seriam diferentes? E de lá pra cá, quase nada parece ter mudado. Riqueza ainda não é sinônimo de cultura. Muitos dos “novos ricos” que vemos são cafonas e se comportam de modo patético, passando longe de qualquer indício de cultura ou aprimoramento espiritual e intelectual. Compram arte aleatoriamente sem saber o que estão adquirindo, pelo simples prazer do exibicionismo e não da contemplação, e o acúmulo de bens só tem feito aparecer uma nova geração de jovens totalmente inversos à realidade (vide alguns “boyzinhos” que ainda circulam na cidade que têm sempre na ponta da língua frases como “você sabe com quem está falando?”).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffccff;"&gt;Infelizmente, parece que as “previsões” de Lobato ainda estão longe de se concretizar: “... &lt;em&gt;um povo tem que enriquecer, se quer filosofar. Sem dúvida que crescemos mais depressa que o usual entre as nações; e a desordem das nossas almas é devida à rapidez do nosso desenvolvimento... Mas nossa maturidade virá logo; nosso espírito se emparelhará com o nosso corpo e a nossa cultura com nossas riquezas. Talvez que almas maiores do que a de Shakespeare, e mentalidades maiores que a de Platão estejam esperando para nascer. Quando aprendermos a reverenciar a liberdade tanto quanto reverenciamos a riqueza, então veremos na nossa Renascença&lt;/em&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffccff;"&gt;Ler o que Monteiro Lobato escreveu um 1935 e ver, hoje, uma pessoa miserável que tira comida da boca para dar um celular para uma filha maior e desocupada, nos faz ver que de lá para cá praticamente não houve essa quase utópica evolução espiritual almejada pelos filósofos. Ultimamente tenho andando muito pessimista em relação ao rumo que tudo isso vem tomado, mas espero de verdade que outros Shakespeares, Platões e Lobatos surjam. Mas até isso acontecer, seguimos vivendo nossa Idade Média – e não por opressão por parte de governantes ou da Igreja, mas por vontade própria, o que também é infinitamente irritante.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-5772437301345369911?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/5772437301345369911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=5772437301345369911&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/5772437301345369911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/5772437301345369911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2008/09/se-lobato-vivo-estivesse.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SOPMb84p2MI/AAAAAAAAAQg/zx9SUEkk72Y/s72-c/jardim_da_filosofia.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-145368950379196241</id><published>2008-09-23T15:50:00.004-03:00</published><updated>2008-09-23T15:57:39.861-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;Qual é a&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;graça&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;de anular&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#33cc00;"&gt;o&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;voto&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249292550810478482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SNk7w1Upp5I/AAAAAAAAAN8/B2IYConqkIk/s400/VOTO.JPG" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#99ff99;"&gt;Acabo de ler em um tópico de uma comunidade orkutiana garcense (como de costume) a frase “Nulo neles!”, em resposta à proposta das pessoas se manifestarem sobre as nossas eleições. Daí me veio essa pergunta: qual a graça de anular o voto? Será que as pessoas realmente acreditam que essa é uma maneira de elas demonstrarem descontentamento com a política? Será que não existe outro modo de fazermos isso sem ter que apelar para um artifício tão bobo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu entendo que a urna, assim como o papel, aceita tudo, e que o sistema democrático nos dá essa liberdade de fazermos do nosso voto o que bem entendermos, mas convenhamos, qual o sentido em se dar o trabalho de se sair de casa em mais um sagrado e entediante domingo, enfrentarem uma fila, chegar diante da urna e anular o voto, ou votar em branco? Não seria isso um desperdício de tempo e energia? Alguns dizem que votar nulo ou em branco é uma forma de protesto, para que os políticos vejam que o povo não os aprova. Mas de qualquer maneira alguém tem que vencer a eleição, ou seja, esse é um protesto sem sentido, inútil, natimorto e totalmente apolítico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a intenção é fazer o candidato entender o que o eleitorado espera dele, é melhor que se leia e se debata política com mais interesse. Não adianta ficar só repetindo o que se diz no Jornal Nacional. Isso não basta. Se politizar é ir além disso. É observar ano após ano as mudanças que a cidade sofre, para o bem e para o mal; é saber aproveitar as brechas e oportunidades e conversar pessoalmente com aquele em que se votou, tirar satisfações, fuçar para saber as quantas anda tal projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os brasileiros pecam pela mania de se lamentarem, se fazerem de rogados, injustiçados, coitadinhos. Acredito que esse conformismo deva vir desde os tempos da colônia, e o tempo foi passando, a política foi ficando uma coisa cada vez mais hermética, as pessoas foram achando-a cada vez mais ininteligível, o interesse se perdeu, a manipulação ficou mais fácil, o voto virou moeda de troca e o resto da história todos sabemos. O eleitorado é que moldou o típico político corrupto de hoje. O povo, os coitadinhos, são os maiores culpados pela corja que hoje mancha a política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje se fala em introduzir as disciplinas de Sociologia e Filosofia nas escolas. Antes tarde do que nunca, mas se isso já tivesse sido feito, hoje, provavelmente jovens como esse do “Nulo neles!” tivesse outro discurso. Sócrates, Platão e Aristóteles, além de terem sido os primeiros “cristãos” da História (antes mesmo do nascimento de Cristo), foram também os primeiros a discutir política, a levar as discussões acerca desse assunto para o povo, eles circulavam por entre as pessoas desafiando-as a refletir sobre os métodos de governo e das reais necessidades dos cidadãos. E hoje a necessidade é igual. A política deve circular livremente por entre as pessoas, escolas, associações (mas a Igreja que fique fora disso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor maneira de protestar e demonstrar descontentamento não é jogando um voto no lixo, mas se interando das coisas que acontecem ou deixam de acontecer.&lt;br /&gt;Não faz muito tempo, assim que foram liberadas as propagandas eleitorais nas ruas, eu estava na fila de uma lotérica e acabei ouvindo a conversa de um moço e de uma senhora. O rapaz, pelo que entendi, era de fora, e ao ver uma dessas kombis com o som alto fazendo propaganda de um candidato, se virou para a senhora e perguntou: “O atual prefeito daqui foi bom para a cidade?”. A resposta da senhorinha foi desanimadora: “Ah, não sei. Eu não entendo nada dessas coisas, não.”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não estou fazendo campanha desse ou daquele candidato, mas por mais simples que a pessoa seja, não há como “não entender dessas coisas”. Ainda que uma pessoa não conheça os jargões da política, não tenha lido nada sobre Filosofia, mal saiba as siglas dos partidos, ainda assim, tem como avaliar o mandato de um político através das transformações pela qual a cidade passa. Quem tivesse visto a mesma cena até poderia dizer “ah, mas aquela senhora era muito simplesinha, muito pobrezinha...”. Vamos parar com essa mania de ter “dosinha”! Pobreza não é desculpa para o pouco caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família dos meus avós maternos nunca foram ricos, mas sempre se discutiu política dentro de casa. Cresci ouvindo nomes desde Adhemar de Barros, passando por Antônio Hermínio de Moraes, Fernando Collor de Mello, Fernando Henrique Cardoso até chegar a Geraldo Alckmin (isso sem contar os políticos locais). Sempre fomos de acompanhar campanhas, pesquisas e apurações. Dependendo da eleição, essa costumava ser uma atividade muito estimulante. E não estou exagerando, não estou querendo fazer bonito, nem exaltar determinado político. Apenas tentando demonstrar que política não é um monstro, não é chata, não precisa ficar restrita a círculos limitados de discussões, que até pode ser um assunto edificante. Eu sei que ainda existem no Brasil, lugares em que se falar em política resulta em morte, mas no nosso caso, temos o privilégio de podermos conversar sobre isso em qualquer banco de praça, mesa de restaurante, balcões de padocas ou sala de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não sou a favor do voto obrigatório e nem estou mais a serviço da Justiça Eleitoral – já fui mesária por quatro vezes e presenciei várias cenas em que o eleitor chegava à frente da urna e ainda não sabia em quem votar. Uma vez, no primeiro turno da eleição para presidente, uma senhora pediu para que eu votasse para ela! Mesário não pode fazer isso, nem em sonho! Mas ela insistiu, “vota aí pra mim, em qualquer um.”. Tive que aconselhá-la, já que ela não tinha a mínima noção de em quem votar, que teclasse qualquer número e confirmasse. Assim que ela saiu, meus colegas de mesa brincaram perguntando se eu tinha teclado o 45. Sinceramente, vontade não me faltou. Quando se é mesário, vemos muitas peças engraçadas, mas também muitas lamentáveis e que nos levam a pensar até onde e quando a ignorância de tanta gente vai continuar. E não digo ignorância para ofender ninguém. Ignorante é aquele que ignora. Nesse caso, estamos pecando pelo ato de ignorar um assunto tão relevante quanto à política e indo pela via mais fácil do “nulo neles”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que a maioria pensa, a política não é suja. Nós é que a estamos fazendo assim. Sujo é o nosso descaso, é o conformismo tipicamente brasileiro, a nossa famosa memória curta, é a velha falta de leitura. Tomara que eu possa viver para ver mais famílias e mais rodas de amigos formando pequenas “Acrópoles” e fazendo da política um assunto tão corrente quanto os manjados “mulher, futebol e carro”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-145368950379196241?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/145368950379196241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=145368950379196241&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/145368950379196241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/145368950379196241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2008/09/qual-graa-de-anular-o-voto-acabo-de-ler.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SNk7w1Upp5I/AAAAAAAAAN8/B2IYConqkIk/s72-c/VOTO.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-7111261789406835262</id><published>2008-07-23T00:31:00.009-03:00</published><updated>2008-07-23T01:07:01.664-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;AS CANTIGAS DE RODA...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;E AS DESGRAÇAS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226050710009106882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_tHG0jfclRII/SIapbpRFUcI/AAAAAAAAAMc/0rnn60sMd3s/s400/ciranda.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Eu sei que peguei um pouco pesado no título. Na verdade ele foi totalmente inspirado no nome de uma comunidade orkutiana: Cantigas de roda SÃO desgraças.&lt;br /&gt;Faz quase 1 ano que eu rabisquei no meu caderno uma porção de cantigas de roda a fim de apontar, em um texto, como essas musiquinhas aparentemente inocentes carregam em si altas doses de sadismo e inconseqüência. Só que aí começaram a aparecer comediantes de stand up comedies fazendo isso de um modo bem mais interessante e a pipocar várias comunidades sobre o assunto, e acabei engavetando os rabiscos. Além, do que, não é de hoje que se nota como eram maldosas as músicas de roda de antigamente, obviamente que essa descoberta não é mérito meu. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-me disso de novo porque por esses dias um bando de meninas daqui do prédio estava brincando de pular corda (da Coca-Cola, claro), no jardim bem embaixo da janela da sala. E não consegui ignorar a cena porque eu sempre imaginei que crianças paulistanas que vivem em prédios só se entretivessem com os Wii ou X-Box da vida, e que exercitassem só os dedos nos consoles. Ainda bem que eu estava errada. Parei por alguns minutos para ouvir as musiquinhas e elas não mudaram! Essa que as meninas estavam cantando era a mesma que eu ouvia muito nos recreios do Hilmar Machado: “Um homem bateu à minha porta, e eu abri...”. Mas que falta de noção do perigo. Nossos pais sempre nos alertaram para não darmos confiança a gente estranha e essa música vem dizer que uma criança abriu a porta para um homem não identificado. &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Um dos maiores clássicos das cantigas de roda detona com as aulas de biologia: “... roda, roda, roda, caranguejo peixe é! /Caranguejo não é peixe / Caranguejo peixe é / Caranguejo é só peixe na enchente da maré”. Por favor! Querem que as crianças acreditem que peixe, molusco, cetáceo e crustáceo é tudo a mesma coisa? Ainda no campo das ciências, tínhamos uma cantiga um tanto visionária, que já abordava a modificação genética das espécies vegetais: “Da abóbora faz melão / Do melão faz melancia / Faz doce, sinhá / Faz doce, sinhá Maria”. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Mas se tem um clássico que me revolta é Atirei o pau no gato. Costumeiramente a maioria das pessoas (infelizes) não gosta de gatos, mas incitar uma criança a judiar dos bichanos é covardia: “Atirei o pau no gato MAS o gato não morreu...” – ou seja, ele atirou para matar – “...dona Chica admirou-se com o berro que o gato deu” – o que significa que essa dona Chica era uma omissa porque não socorreu o gato, e uma cínica fingindo admiração por uma reação tão óbvia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Falando em omissão, na pré-escola cantávamos muito o Marcha Soldado, mas só hoje fui botar reparo no “que” de egoísmo e ditadura na letra: “Marcha soldado, cabeça de papel, se não marchar direito vai preso no quartel...”- prendem uma pessoa a troco de nada! – “...o quartel pegou fogo, Francisco deu o sinal: acode, acode, acode a bandeira nacional”- os demais soldados que morram queimados, o importante é salvar um pedaço de pano. Com todo respeito à bandeira, mas num momento crítico como esse, ela realmente não passa de um pedaço de pano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Ainda na esfera da violência, existia a criança que queria matar o avô: “Serra, serra, serrador. Serra o papo do vovô”. Eu cantava isso na casa do meu avô, na maior inocência, achando que o tal papo era uma gíria para conversa (corta a conversa do vovô – sei lá, vai que a conversa do tal vô era meio chata...). E no entanto, hoje há casos de netos que, literalmente, serram não somente o papo dos membros da família.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Temos ainda casos de abuso de autoridade: “Pai Francisco entrou na roda tocando seu violão / Vem de lá seu delegado e Pai Francisco foi para a prisão...” – Coitado de Pai Francisco! Que mal tem, ele participar da roda com o violão? Isso caracteriza perturbação da ordem? –“...como ele vem todo requebrado, parece um boneco desengonçado” – pudera. Deve ter levado uma surra na cadeia. E o ou a tal da Pom-Pom que estimula o vício do fumo? “Pom-Pom, Pom-Pom, aonde vai, Pom-Pom? / Vou à feira / Fazer o que, Pom-Pom? / Comprar cigarro”. Depois de versinhos assim, não deve ter adiantado nada terem censurado a embalagem dos deliciosos cigarrinhos de chocolate da Pan. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Outra muito executada nas brincadeiras de roda e corda era “Lá em cima do piano tem um copo de veneno / Quem bebeu, morreu / O azar foi seu!”. Credo. Isso dá a idéia de uma pessoa completamente indiferente às desgraças alheias, como quem diz: “Ele morreu? Antes ele do que eu”. Fora que quem larga um copo de veneno sob um piano não está nada bem intencionado...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Nos recreios e na casa da minha avó, eu ouvia aquela do tal trem maluco que saía de Pernambuco e ia até o Ceará. Tem um trecho ali que, além de denegrir a imagem das professoras primárias, ainda incentiva a luxúria: “...Minha mãe me pôs na escola para aprender o b-a-ba, mas a danada da professora ensinou a namorar...”- aula que é bom, nada. Só safadeza – “...sete e sete são catorze, com mais sete, vinte e um / Tenho sete namorados mas não gosto de nenhum”. Sete “cabras” enganados por uma namoradeira analfabeta sem sentimentos. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Meu intuito não era parecer amarga demais e, nem de longe eu quis dizer que essas cantigas tão folclóricas sejam terríveis e que possam ter virado a cabeça das crianças. Eu passei a minha infância toda as ouvindo e cantando-as e nem por isso fui na onda da Pom-Pom e fumei, não atirava coisas nos gatos e sempre soube que caranguejo jamais foi peixe. Acho até saudável que crianças – de qualquer geração – tenham contato com elementos tão simples como cantigas de roda e que, apesar de todas as “desgraceiras” das letras, ainda trazem consigo toda aquela inocência que está se perdendo. Esses apontamentos que fiz e que tantos outros já fizeram ou farão, não passam de chistes, brincadeiras ou uma forma metida à engraçadinha de nos trazer à tona lembranças da infância.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Mas uma coisa parece ser fato: embora essas músicas não comprometam o desenvolvimento das crianças, elas refletem, ainda que de modo inconsciente, um traço muito marcante do perfil dos brasileiros – o da indolência, da baixa auto-estima e da servilidade humilhante – já que para que alguma coisa seja feita ou aconteça, é preciso que alguém receba alguma recompensa ou ameaça, como nesse caso: “Sambalêlê ta doente / Ta com a cabeça quebrada / Sambalêlê precisava é de uma boa lambada”. Imagino que Sambalêlê não tinha condições de trabalhar para seu senhor, mas mesmo assim ele ou ela devia cumprir com suas obrigações, nem que para isso tivesse que apanhar. Acredito que essa canção remeta à época da escravidão, e ainda assim, depois de tanto tempo, essa mentalidade de “faz isso ou apanha”, ou “faz isso e você ganha aquilo” ficou tatuada em nossas mentes, ficou adormecida em nosso subconsciente, e em algumas pessoas isso acaba despertando sob a forma de brincadeiras maldosas e preconceituosas ou perversidade pura. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Indolência, arrogância, intolerância e crueldade são heranças péssimas que nem as mais bonitinhas melodias de roda conseguem disfarçar. Se tais cantigas continuarem a ser passadas às próximas gerações – como devem ser, inevitavelmente – não estranhem se um dia nossos filhos e netos repararem nas mesmas coisas que reparamos hoje. Afinal, mais cedo ou mais tarde o encanto se quebra – como o anel de vidro daquela outra canção.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-7111261789406835262?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/7111261789406835262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=7111261789406835262&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/7111261789406835262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/7111261789406835262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2008/07/as-cantigas-de-roda-e-as-desgraas-eu.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_tHG0jfclRII/SIapbpRFUcI/AAAAAAAAAMc/0rnn60sMd3s/s72-c/ciranda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-5605770026740264054</id><published>2008-07-22T02:43:00.004-03:00</published><updated>2008-07-22T03:07:06.800-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;M&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;A&lt;/span&gt;U&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;R&lt;/span&gt;Í&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;C&lt;/span&gt;I&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_tHG0jfclRII/SIV1NUk_StI/AAAAAAAAAMU/XjEM9dccNOc/s1600-h/kissu.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225711814355929810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_tHG0jfclRII/SIV1NUk_StI/AAAAAAAAAMU/XjEM9dccNOc/s320/kissu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;em&gt;Já não sei dizer se ainda sei sentir.&lt;br /&gt;O meu coração já não me pertence.&lt;br /&gt;Já não quer mais me obedecer.&lt;br /&gt;Parece agora estar tão cansado quanto eu.&lt;br /&gt;Até pensei que era mais por não saber.&lt;br /&gt;Que ainda sou capaz de acreditar.&lt;br /&gt;Me sinto tão só.&lt;br /&gt;E&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;dizem que a solidão até que me cai bem.&lt;br /&gt;às vezes faço planos.&lt;br /&gt;Às vezes quero ir.&lt;br /&gt;Para algum país distante e voltar&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ff9900;"&gt;a ser feliz.&lt;br /&gt;Já não sei dizer o que aconteceu.&lt;br /&gt;Se tudo que sonhei foi mesmo um sonho meu.&lt;br /&gt;Se meu desejo então já se realizou.&lt;br /&gt;O que fazer depois, pra onde é que eu vou?&lt;br /&gt;Eu vi você voltar pra mim.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;(Legião Urbana - As quatro estações)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;**********************************************&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;A diferença é que dessa vez meu coração cansou de ficar cansado. Não se lamenta mais. Agora está calmo, tranquilo, feliz, seguro, exatamente do jeito que estava merecendo. Acabei por descobrir que ainda sou capaz de acreditar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;E se meu coração já não me pertence, é porque ele TE pertence, Maurício.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-5605770026740264054?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/5605770026740264054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=5605770026740264054&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/5605770026740264054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/5605770026740264054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2008/07/maurcio-j-no-sei-dizer-se-ainda-sei.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_tHG0jfclRII/SIV1NUk_StI/AAAAAAAAAMU/XjEM9dccNOc/s72-c/kissu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-2466780388896673179</id><published>2008-07-11T13:05:00.004-03:00</published><updated>2008-07-11T16:55:47.751-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#33cc00;"&gt;&lt;strong&gt;SAUDADE ANTES DA &lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;PARTIDA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221793496196613378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_tHG0jfclRII/SHeJhL8-hQI/AAAAAAAAAMM/xSOZk73AH1o/s320/gar%C3%A7a.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu sempre tive a mania (se é que se pode chamar de mania) de sentir saudades de um tempo não vivido. Agora tenho experimentado a saudade antes da partida. Por motivos que nem convém citar, tenho passado uma temporada indefinida em Sampa. Às vezes isso me soa algo bom - como o acúmulo de experiências, aprender a ser mais cara-de-pau, perder o medo de certas coisas, conhecer lugares que sempre tive vontade (como a "Liba"), entrar em contato com diversas vertentes culturais, enfim, por mais difícil que possa se acreditar, a capital tem lá seus momentos felizes. Mas nada, NADA, que se compare com a bênção que é viver "na" Garça. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou em São Paulo desde fevereiro, portanto ainda é meio cedo para eu começar a fazer drama a cerca desse tanto de saudades que eu sempre me pego a sentir, porém sempre que posso, estou desembarcando nessa terrinha que eu amo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E toda vez é a mesma coisa: nos dias que antecedem a partida eu já me pego com aquela melancolia típica. Já me vejo dentro de um metrô cheio e pensando nas tardes de caminhada pelo lago. Toda manhã, assim que abro a janela, dou de cara com um prédio exageradamente feio e cinza, com algumas vidraças quebradas, com aspecto de abandono, mas que ainda assim é uma igreja - não sei qual, hoje são tantas... A rua é triste, quase não há verde. Em Garça, quando abro a janela pela manhã, encaro muitas árvores, flores, maritacas e não fico nem um pouco receosa de encher os pulmões de ar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sinto falta do jeito amistoso das pessoas. Dizem que o mal de Garça é todo mundo se conhecer, pelo menos de vista. Todo mundo sabe da vida de todo mundo. Claro que por um lado isso é um grande inconveniente, mas a indiferença aguda dos paulistanos é uma das piores coisas que experimento todos os dias. As pessoas se acotovelam e se atropelam nas conduções e nas ruas e nem se dão ao trabalho de pedir desculpas. Me advertiram que não é bom olhar as pessoas nos olhos, isso intimida e sugere que você não está bem intencionado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui, o acolhimento é notório. Em qualquer lugar que eu vá, me sinto segura. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lógico que é até covardia querer comparar o ritmo e o estilo de vida da capital com a daqui. Não quero comparar mesmo. Afinal, não há o que se compare à sorte de ter nascido e crescido nessa terra. Amo tudo aqui e não há um dia somente em que eu não pense em voltar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já está chegando o dia de encarar Sampa e eu já começo a contar os dias para retornar à Garça. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem mais. Até uma nova crise de saudades... =~(&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-2466780388896673179?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/2466780388896673179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=2466780388896673179&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/2466780388896673179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/2466780388896673179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2008/07/saudade-antes-da-partida-eu-sempre-tive.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_tHG0jfclRII/SHeJhL8-hQI/AAAAAAAAAMM/xSOZk73AH1o/s72-c/gar%C3%A7a.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-1117857484817253293</id><published>2008-07-08T18:13:00.004-03:00</published><updated>2008-07-08T18:34:23.403-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#33cc00;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;futebol&lt;/span&gt; que &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;não&lt;/span&gt; é mais daqui&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220758193288200802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_tHG0jfclRII/SHPb6oEnQmI/AAAAAAAAAME/ayhpeSd9O0M/s320/escudos.JPG" border="0" /&gt;Na semana passada, eu caminhava com uma amiga pelo lago e um menino nos perguntou: “Vocês são daqui?”, e ela respondeu que sim. Mas ele insistiu, apontando para mim: “Mas ela não é daqui, é?”. Eu não sei se esse “daqui” quis dizer Garça ou Brasil, já que eu vestia a camisa da seleção de Portugal. Será que depois de tanto tempo, ainda causa estranhamento nas pessoas o fato de alguém vestir o brasão de outro país? Não digo apenas pela velha e batida questão da globalização, mas pela estima que se possa ter por algo que não seja necessariamente nacional.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O caso é que, só porque sou brasileira, não implica que eu tenha que morrer de amores pela nossa seleção. Isso em fiz em 1994. Acho que me contaminei pelo espírito que pairava no ar naquela época, em que só se respirava a esperança de finalmente ver o Brasil ser campeão depois de 24 anos. Todos diziam que minha geração ia ver, pela primeira vez, o país levantar a taça, o que fazia nossa ansiedade crescer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1994 eu estava na 8º série e em praticamente todas as matérias tínhamos que fazer trabalhos relacionados à Copa, o envolvimento era enorme. Alguns amigos e eu nos reuníamos na casa de minhas primas para assistir aos jogos e depois descíamos no lago para comemorar as vitórias magras de nossa seleção. Lembro-me nitidamente do sofrimento que foi passarmos pela Suécia e pela Holanda, além do joguinho meia-boca contra os Estados Unidos, donos da casa. Creio que o jogo mais tranqüilo deve ter sido o de estréia, contra a Rússia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Confesso que criei na minha mente a imagem de um time imbatível, de tanto que se falava no poderio da seleção. Mas a Era de Pelé já havia passado. Em 94 tínhamos um tal de Romário (que  justiça seja feita, não fosse a sua desviada providencial, Branco não teria feito o gol que permitiu ao Brasil passar pelo Carrossel Holandês e que graças ao seu passe preciso, Bebeto marcou nosso único gol contra os norte-americanos) que curtia mesmo era uma banheira; além do badalado Leonardo que deu uma cotovelada maldosa em um jogador dos Estados Unidos e não pôde mais jogar, ou Zinho, ídolo no Palmeiras, mas que na Copa foi apelidado de enceradeira. Só que, independente de algumas atuações um tanto irregulares, essa foi a Copa que mais me marcou. Pela ansiedade, pelo nervosismo, pelos rompantes de alegria – afinal, eu era uma adolescente, estava mais interessada na bagunça pós-jogo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porém, analisando hoje, lendo e ouvindo, pode-se dizer que, comparada às anteriores, essa foi uma das atuações mais sem-vergonhas da seleção. Não mais do que as de 1998, 2002 e 2006. Em 98 o entreguismo foi escancarado. Em 2002, apesar de estarmos com Scolari no comando e Marcos no gol (me refiro a eles por ainda serem um dos poucos profissionais do futebol que eu ainda admiro), a competição no teve o mesmo “charme” de antes. Confesso que no jogo contra a China eu cheguei a torcer pelos chineses, por alguns instantes; e cochilei no jogo contra a Inglaterra, tamanha a pasmaceira. Em 2006 eu não vi a nossa seleção, ela entrou e sumiu e eu nem notei. Enquanto tanta gente apostava numa revanche contra a Alemanha, eu prestava mais atenção na seleção portuguesa, atrevida e corajosa. E diante da indolência e do excesso de auto-estima de nossos – mais que bem pagos – jogadores, passei a acompanhar a campanha lusitana até o final, quando ela foi, infelizmente, interrompida pelos italianos. De qualquer modo, me impressionei e me surpreendi da melhor maneira possível com o time português, ou como eles chamam, a “Família”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas a que se deve esse triste fenômeno da seleção brasileira, de ir descendo a ladeira cada vez mais? Muita gente dá palpites em futebol, uns mais errados que outros, então também vou dar o meu. Tenho uma teoria que, não sei se faz muito sentido, mas andei pesquisando e alguns dados comparativos acabaram por me convencer de que o número exagerado de jogadores “estrangeiros” convocados atrapalha o desempenho da seleção.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nas Copas de 58, 62 e 70 não havia nenhum jogador de fora (até porque a incidência de atletas vendidos para o exterior era menor) e o Brasil levantou a Jules Rimet com placares folgados nas finais: em 58, Brasil 5X2 Suécia; em 62, Brasil 3X1 Tchecoslováquia e em 70, Brasil 4X1 Itália. Quando, hoje, o Brasil tem cacife para marcar 4 gols em cima da Itália?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1994, ano do nosso tetra, a Esquadra Azurra quase nos barra. A seleção brasileira dessa vez era mista: contava com 11 jogadores de times nacionais (4 do São Paulo, 2 do Palmeiras e 1 de Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense e Vasco). A outra metade vinha da Europa e da Ásia (2 do Deportivo La Coruña e 1 do Barcelona, Bayern de Munique, Bayern Levenkusen, Bordeaux, Paris St-Garmain, Reggiana, Roma, VFB Stuttgart e Shimizu).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando vejo os VT´s das décadas passadas, a seleção brasileira parecia passear em campo, no sentido de mal tomar conhecimento do time adversário. Hoje ela também parece passear, mas no sentido de não se encontrar, de não tomar conhecimento de si mesma. A meu ver, a paixão que havia pela seleção não é mais como antes fora. A vinda de tantos “estrangeiros” parece causar desentendimentos no gramado, os atletas trazem os vícios das equipes européias e asiáticas, formando um enorme vitral de estilos em total desacordo. Hoje os meninos sonham em ser jogadores, não para levarem as cores da nossa camisa pelo mundo, mas para serem adorados no Arsenal, Real Madrid, Manchester... Essas são suas novas seleções.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Dunga, coitado, foi posto como técnico, pela CBF, somente para virar chacota da torcida. Quando vaiados, no jogo das eliminatórias contra o Paraguai, ele e Jorginho comentaram: “esse povo devia era bater palmas pra gente” – penso sim que eles deveriam bater palmas para a geração deles, e não para essa que, (mal) acostumada às palmas lá fora, acaba por se tornar mimada, indolente e egoísta, jogando cada um por si e não em nome do país. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-1117857484817253293?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/1117857484817253293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=1117857484817253293&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/1117857484817253293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/1117857484817253293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2008/07/um-futebol-que-no-mais-daqui-na-semana.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_tHG0jfclRII/SHPb6oEnQmI/AAAAAAAAAME/ayhpeSd9O0M/s72-c/escudos.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-1147692469249266858</id><published>2008-07-06T23:04:00.004-03:00</published><updated>2008-07-06T23:16:05.367-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;NADA COMO UM &lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;DIA&lt;/span&gt;...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220089474421666930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_tHG0jfclRII/SHF7uEKotHI/AAAAAAAAAL8/yIQtpeHqy6Q/s320/Beijo61.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;Here comes the sun, here comes the sun / And I say it's all right little darling / it's been a long cold lonely winter / Little darling, it feels like years since it's been here / Here comes the sun, here comes the sun / And I say it's all right &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#9999ff;"&gt;É exatamente como dizem. Nada como um dia depois do outro. Não há nada que o tempo não possa curar. Depois da tempestade vem a bonança. Dias melhores virão. Em meio a tantas frases feitas - coisa que toda pessoa que crê estar apaixonada acaba proferindo - só tenho que agradecer ao tempo e ao sol que sempre acaba voltando. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;(Here comes the sun - The Beatles)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-1147692469249266858?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/1147692469249266858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=1147692469249266858&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/1147692469249266858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/1147692469249266858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2008/07/nada-como-um-dia.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_tHG0jfclRII/SHF7uEKotHI/AAAAAAAAAL8/yIQtpeHqy6Q/s72-c/Beijo61.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-328755869886131875</id><published>2008-06-11T00:40:00.004-03:00</published><updated>2008-06-11T01:12:50.188-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#33cc00;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;Música &lt;span style="color:#6666cc;"&gt;ideal&lt;/span&gt; para &lt;span style="color:#6666cc;"&gt;lamentar&lt;/span&gt; o que &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;poderia &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;ter sido...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210466841755733154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SE9L_IDNTKI/AAAAAAAAAL0/ZolphQXVScM/s200/luzdelunagj3.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;"Se a gente não tivesse feito tanta coisa &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;Se não tivesse dito tanta coisa &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;Se não tivesse inventado tanto &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;Podia ter vivido um amor Grand' Hotel &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;Se a gente não dissesse tudo tão depressa &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;Se não fizesse tudo tão depressa &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;Se não tivesse exagerado a dose &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;Podia ter&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#9999ff;"&gt;vivido um grande amor &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;Um dia um caminhão atropelou a paixão &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;Sem teus carinhos e tua atenção &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;O nosso amor se transformou em "bom dia" &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;Qual o segredo da felicidade &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;Será preciso ficar só pra se viver &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;Qual o sentido da realidade &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;Será preciso ficar só pra se viver..."&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;(Grand 'Hotel - Kid Abelha)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu sei que é uma grande bobagem a gente ficar lamentando o que poderia ter acontecido, o que poderia ter sido feito, o que poderia ter sido dito... é besteira querer resgatar instantes que não vão mais voltar, é inútil ficar fantasiando estarmos ouvindo apenas as palavras que desejamos e não aquelas das quais fugimos. Mas ainda assim, mesmo sabendo disso tudo, não tem como evitar sentir saudades e me flagrar às vezes lembrando somente das horas boas que dividimos. E é por conta dessa saudade que ainda me ronda, que eu me dou o direito de ainda pensar em nós. Do meu jeito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(A quem não entendeu nada, peço desculpas. Essa é uma divagação muito pessoal. Sinto saudades de uma pessoa que entrou de um jeito bem inesperado na minha vida, que fez uma arruaça na minha cabeça e cujo sorriso é apaixonante. Somada à saudade ainda existem outras coisas e uma delas deve ser a proximidade do dia dos namorados, que deve estar me deixando um pouco mais tonta... Como diria o meu nono: "Che bella roba!". )&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-328755869886131875?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/328755869886131875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=328755869886131875&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/328755869886131875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/328755869886131875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2008/06/msica-ideal-para-lamentar-o-que-poderia.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SE9L_IDNTKI/AAAAAAAAAL0/ZolphQXVScM/s72-c/luzdelunagj3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-2478247039506691217</id><published>2008-06-09T00:32:00.003-03:00</published><updated>2008-06-09T00:47:28.303-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SEynTiOW_iI/AAAAAAAAALs/-lWJk8F58IA/s1600-h/anjo_triste.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209722823007206946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SEynTiOW_iI/AAAAAAAAALs/-lWJk8F58IA/s200/anjo_triste.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Quem inventou o amor?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Me explica, por favor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quem inventou o amor?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Me explica por favor...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Enquanto a vida vai e vem,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;voce procura achar alguém&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;que um dia possa lhe dizer&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Quero ficar só com voce&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;""&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-2478247039506691217?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/2478247039506691217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=2478247039506691217&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/2478247039506691217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/2478247039506691217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2008/06/quem-inventou-o-amor-me-explica-por.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SEynTiOW_iI/AAAAAAAAALs/-lWJk8F58IA/s72-c/anjo_triste.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-7791907072524418461</id><published>2008-06-07T00:22:00.004-03:00</published><updated>2008-06-07T00:59:26.121-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc66cc;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;MULHER PARA TODOS OS GOSTOS - &lt;span style="color:#993399;"&gt;E MAUS GOSTOS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208978597736352290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SEoCb7CwCiI/AAAAAAAAALk/7Y8njRzwo1Y/s200/florbela.bmp" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mulher-Melancia. Essa era a gota que faltava para que eu realmente perdesse a paciência e resolvesse escrever a respeito das mulheres. Relutei tanto em falar sobre esse assunto, porque penso que outras pessoas já o fizeram, portanto ele se esgotou. Mas quero a minha parte nesse quinhão. Quero a minha fatia nesse bolo de expressar que, enquanto mulher, me sinto diminuída diante da supervalorização dessas novas mulheres que mais parecem vacas holandesas. Com todo respeito às vaquinhas. E antes que me venham dizer que faço isso por puro despeito ou inveja, já alerto que aí está o engano. Se eu tivesse que ter inveja, ou melhor, se tivesse que escolher outras mulheres como modelo de conduta, beleza, retidão, inteligência e elegância, certamente essas mulheres-frutas estariam de fora da lista. Além da minha mãe – a primeira e grande mulher da minha vida – e das despojadas imigrantes (portuguesa e italiana) da minha família, existem inúmeros exemplos, de todas as épocas, que admiro e que, de fato, dão orgulho à classe: a pureza e abnegação de Santa Clara, a dedicação de Madre Teresa, a coragem de Joana D’Arc, a audácia de Maria Quitéria, a convicção de Olga Benário, a beleza cândida de Audrey Hepburn, a intensidade de Florbela Espanca, o espírito inovador de Tarsila, o pioneirismo de Marie Curie, o pulso firme de Margareth Tatcher, a sensibilidade de Cecília Meireles. Fora as tantas anônimas com as quais dou de cara todos os dias cá em São Paulo, sempre andando depressa com medo de perder a condução, cochilando como podem nos espaços apertados do metrô, indo ou vindo de mais uma jornada puxada de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu diga que mulheres plastificadas e esculpidas nas mesas de cirurgia também não trabalhem. Trabalham sim. Trabalham as coxas, os glúteos, o peito, os bíceps... E no fim se esquecem de contratar um bom professor de português para não nos causar vergonha alheia quando dão entrevistas. O fato é que já me cansei de ver, praticamente em toda parte, o lombo da Mulher-Melancia, reportagens sobre a sua (muy interessante) vida, quais seus projetos para o futuro (jornalistas de fofocas adoram essa expressão. Será que não se tocam da ridiculice da pergunta? Se é projeto, é claro que tem que ser para o futuro? Alguém já elaborou algum projeto para o passado?), em quantas revistas ela apareceu pelada, para quando é o seu cd. É... ela está preparando um cd! Esses dias ela deu uma declaração de que está para lançar um cd só que ainda não sabe exatamente quais as músicas, nem qual o estilo. Isso é que é profissionalismo!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faz muito tempo, eu estava conversando com um amigo e entramos no assunto de preconceito. Eu, que não sou e nem quero ser santa, disse a ele que não tenho nenhum tipo de preconceito, mas se tem uma coisa que, como dizem os portugueses, “me mete nojo”, são pessoas burras que insistem em ser burras. Mulheres desse naipe são exatamente assim. Não é possível que mulheres da espécie da Melancia não tem consciência de que hoje sua imagem é explorada de todas as formas, de que as pessoas as vêem como mercadoria para a mídia, de que beleza é temporária, de que suas entrevistas são um amontoado de nadas. Nem passamos do meio do ano e já começam a pipocar nos programas de fofocas e nas revistas de futilidades as brigas entre várias ex-modelos, ex-bbb’s, ex-do Ronaldo, ex-sabe-se-la-o-que, para ver quem vai ser a nova rainha da bateria de tal escola de samba. Como eu sei disso? Ora, uma zapeada de nada que a gente dá pelos canais abertos durante dia, basta para ver a quantas chegou a imagem da mulher no Brasil. Uma, com um traseiro do tamanho do de um hipopótamo diz que vai fazer um cd mas não sabe nem do que, outras que gastam mundos e fundos (e pensões de boleiros e pagodeiros) para fazerem plásticas numa competição idiota para ver quem pode se falsificar mais, outras promovem barracos públicos a fim de sair num destaque de escola de samba – passando um ano inteiro de suas vidas medíocres só pensando nuns poucos dias de carnaval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gretchen, Rita Cadillac, Carla “I de escola e E de isqueiro” Peres, Ninja do Funk, Bandida, Mulher-Samambaia, Mulher-Melancia, Mulher-Moranguinho, Mulher-Melão, pioneiras do zerismo à esquerda e da completa ausência de talento... Gostaria de saber dos homens, sinceramente, se algum de vocês se casaria com uma delas. Se a resposta for não, então minha teoria está certa de que esse deslumbramento é temporário, que durante o tempo que passam em evidência, essas mulheres não passam de pedaços de carne que abrem a boca só para falar inutilidades e que nada melhor do que uma mulher muito, muito normal do seu lado. Agora, se a resposta for sim, então definitivamente mau gosto não se discute. Se lamenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa semana fui ao teatro assistir à comédia As Olívias Palitam. Excelente, com um humor de muito bom gosto. As quatro mulheres que fazem a peça são magrelas (como elas mesmo citam) e que estão à margem do padrão de beleza atualmente estipulado pelas mídias. Mas e daí? Cada uma delas acaba por se tornar belas em conseqüência do talento, do humor, da espirituosidade e da inteligência que possuem. Às vezes eu brinco dizendo que Deus, quando cria as mulheres, ou dá peito ou dá cérebro. Claro que isso é uma grande maldade da minha parte.Mulheres bonitas podem ser inteligentes e vice-versa, mas o que me irrita é essa corrida tresloucada da mulherada pela beleza a qualquer custo. Não estamos vivendo na Grécia antiga, onde os considerados imperfeitos eram descartados. Não faz sentido ver mulheres até se endividando em nome da vaidade. Isso porque devem ter como espelhos essas “frutas” que estão na moda, mas que daqui uma década elas serão as “famosas quem?”. Diante disso, tem momentos em que chego a pensar: “maldita hora em que aquelas feministas queimaram sutiãs nas ruas!”. De uns anos pra cá, as mulheres conseguiram praticamente tudo que almejavam, mas por outro lado, parece que estamos voltando ao ponto de onde partimos: a tentativa de resgatar o respeito que essas viciadas em silicone estão fazendo questão de pôr abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez faço questão de esclarecer para os que ainda acham que escrevo isso por inveja: entre ser estonteantemente bela e ser uma típica nerd, eu fico com a segunda opção, pois sei que quando eu ficar velha só vou poder contar com os conhecimentos que acumulei durante a vida e não com os olhares e elogios que eu poderia ter ganhado, mas que em nada acrescentariam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****************************************&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;foto: Florbela Espanca - poetisa portuguesa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-7791907072524418461?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/7791907072524418461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=7791907072524418461&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/7791907072524418461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/7791907072524418461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2008/06/mulher-para-todos-os-gostos-e-maus.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SEoCb7CwCiI/AAAAAAAAALk/7Y8njRzwo1Y/s72-c/florbela.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-3880394157598698792</id><published>2008-04-29T01:12:00.004-03:00</published><updated>2008-04-29T01:31:33.363-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A ADVOGADA DO TROVA&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;DOR&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194519890641984610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SBakUZxqnGI/AAAAAAAAALc/xgScOXt7JTQ/s320/russo.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Quem é, entre dez, o quinto pior letrista do mundo da música? Renato Russo. Pelo menos é o que dizem as mentes brilhantes da MTV.&lt;br /&gt;No programa TOP TOP (que sempre elege os dez mais ou os dez menos da música, cada semana com um tema diferente), o nosso saudoso trovador solitário apareceu nessa lista, quando nesse caso nem deveria ter sido lembrado. Vou fazer as vezes de advogada de Renato Russo (se bem que ele nem precisa, suas obras por si só já são uma boa resposta) primeiro como fã incondicional, e depois porque achei isso realmente uma injustiça. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Muitos consideram as letras do líder da Legião Urbana chatas, enfadonhas, tristes e até ininteligíveis. Até aí, tudo bem, dá pra engolir. Mas acusa-lo de escrever letras de baixa qualidade é o mesmo que assinar atestado de ignorância. Mas o que se podia esperar da ainda americanizadíssima MTV Brasil? Eles juram que buscam fazer uma programação cada vez mais brasileira, mas continuam pichando muitos de nossos artistas. E Renato Russo foi um dos mais influentes. Eu sei que é mais do mesmo dizer isso, mas ele praticamente “hipnotizou” (no bom sentido) uma geração toda. E me incluo nisso. A trilha sonora de minha adolescência foi basicamente toda feita de Legião Urbana. E qual fã de Renato nunca teve a sensação de que, quando ele compunha e interpretava suas letras, ele estava falando diretamente com cada um e sobre cada um de nós? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Renato sabia exatamente como tocar a alma dos jovens, sabia falar o que nós gostaríamos de ter falado – e não era de qualquer jeito, buscando uma rima a qualquer custo ou enchendo lingüiça com intermináveis refrões. Ele representava nossos pensamentos com poesia, com classe, com sarcasmo, com dor, com raiva, com um rancor incontido, com leveza, com carinho. Ele escreveu tudo o que eu adoraria ter escrito. Cada um de suas letras retrata com perfeição as mais diversas situações pelas quais cada um de nós passou ou ainda está por passar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Renato tinha o dom de falar de dor e desespero (seus e dos outros) sem apelações. Eis alguns exemplos. Em Canção do Senhor da Guerra, ele descreve as barbaridades de um conflito sem sentido dessa forma: “Existe alguém esperando por você / que vai comprar a sua juventude e convence-lo a vencer (...) Uma guerra sempre avança a tecnologia / mesmo sendo guerra santa, quente, morna ou fria / Pra que exportar comida? / Se as armas dão mais lucros na exportação (...) E quando longe de casa, ferido e com frio / o inimigo você espera / Ele estará com outros velhos / inventando novos jogos de guerra / e belíssimas cenas de destruição / não teremos mais problemas com a superpopulação (...) O senhor da guerra não gosta de crianças ...”. E enquanto isso, os artistas pop que tanto a nossa MTV badala, se mostram contra as guerras dizendo simplesmente que elas são uma m..., repetindo o que todo mundo fala. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando vim para São Paulo e dei de cara com essa paisagem tão discrepante da minha cidade natal, logo me lembrei de uma outra obra de Renato, Música Urbana 2, que com sua levada de blues, exprime com exatidão as cenas típicas de uma metrópole, seja ela qual for: “Em cima dos telhados, as antenas de TV tocam música urbana / Nas ruas os mendigos com esparadrapos podres cantam música urbana (...) O vento forte, seco e sujo em cantos de concreto parece música urbana / E a matilha de crianças sujas no meio da rua / Música urbana (...) Os uniformes, os cartazes, cinema e os lares, favelas, coberturas, quase todos os lugares / E mais uma criança nasceu / Não há mentiras nem verdades aqui / Só há música urbana”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Matilha de crianças. Isso parece muito cruel? Mas que outra palavra, que outro substantivo de coletividade retrataria tão bem a situação das crianças marginalizadas das grandes cidades? Pode parecer maluquice, mas penso que Renato Russo chega a dar cor às letras, e essa, definitivamente é cinza. Assim como sinto um profundo azul-escuro (com o perdão do trocadilho) quando ouço Baader-Meinhof Blues, onde ele lembra de como todo o mundo se tornou insensível diante das brutalidades, das mazelas e das tristezas alheias, de como nos fechamos dentro do nosso mundo-apartamento e que as loucuras que acontecem lá fora não nos dizem respeito, até que elas batam à nossa porta: “A violência é tão fascinante e nossas vidas são tão normais / E você passa dia e noite e sempre vê apartamentos acesos / Tudo parece ser tão real / Mas você viu esse filme também (...) Essa justiça desafinada é tão humana e tão errada / Nós assistimos televisão também / Qual é a diferença? (...) Todo mundo sabe, ninguém quer mais saber / Afinal amar o próximo é tão démodé”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas para que não digam que Renato escrevia só sobre tragédias e o lado omisso das pessoas, ele também descrevia as relações de amor, com maestria. E eu tenho certeza de que muitos jovens da minha geração que ouviam Legião Urbana já escreveram ou pensaram em escrever alguma cartinha de amor com alguns trechos de suas letras. Acho impossível que nenhum adolescente dos anos 80 e 90 não tenha se apaixonado, desapaixonado, sentido a dor da saudade, do ciúme do de um fora ou a alegria de ser correspondido, ao som de músicas tão suaves como Giz: “...desenho toda a calçada / acaba o giz, tem tijolo de construção / Eu rabisco o sol que a chuva apagou / Quero que saibas que me lembro / Queria até que pudesses me ver / És parte ainda do que me faz forte / E pra ser honesto só um pouquinho infeliz...”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nesse pedaço, Renato faz uso de uma doce metáfora para dizer que muitas vezes ninguém é insubstituível e que sempre haverá alguma outra pessoa por surgir em nossas vidas que pode – ao menos tentar – nos fazer sarar de desilusões passadas. Pelo menos foi isso o que captei. Aliás, uma das qualidades das letras de Russo é nos dar a chance de viajar nas várias possibilidades de interpretação, é a liberdade que ele nos dá de escolhermos a “moral de história”, essa é a magia da subjetividade, um dom que somente letristas de verdade possuem. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E uma das letras que mais gosto (apesar de que é uma missão impossível decidir qual é a melhor) é de Maurício, que expressa todas as dúvidas, medos e desejos de um amor inconstante e rancoroso: “Já não sei dizer se ainda sei sentir / O meu coração já não me pertence / Já não quer mais me obedecer / Parece agora estar tão cansado quanto eu / Até pensei que era mais / Por não saber que ainda sou capaz de acreditar / Me sinto tão só / E dizem que a solidão é que me cai bem...”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acho que devo encerrar minha defesa por aqui. Na verdade Renato Russo nunca precisou de quem o defendesse, na qualidade de artista. Assim como tantos outros, eu não passo de uma admiradora eterna do legado que ele nos deixou, então, mais que uma defesa, eu deixo aqui meu protesto. E nesse tribunal, não cabe a nenhum de nós julgar os méritos ou as faltas de Renato. Apenas lamentar que letristas como ele sejam motivo de chacota e que boa parte da juventude de nosso país cresça resumindo sentimentos como o amor em uma única palavra: créu. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-3880394157598698792?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/3880394157598698792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=3880394157598698792&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/3880394157598698792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/3880394157598698792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2008/04/advogada-do-trova-dor-quem-entre-dez-o.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/SBakUZxqnGI/AAAAAAAAALc/xgScOXt7JTQ/s72-c/russo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-4012167223696639714</id><published>2008-04-24T12:44:00.000-03:00</published><updated>2008-04-24T12:49:49.916-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O DIA EM QUE A TERRA PAROU&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;         Bem, a Terra não parou, mas São Paulo sim. Parou por algumas horas, já que paulistano não pára para quase nada. Por esses dias, na capital, não se falou em outra coisa (além do crime da menina arremessada pela janela) que não fosse o terremoto. Os noticiários de todas as emissoras de TV não paravam de comentar esse assunto, mostravam como as pessoas dos diferentes bairros reagiam, como fizeram para escapar dos prédios, o que estavam fazendo naquele momento, a explicação dos sismólogos, as conseqüências do tremor de terra, como o Brasil não está preparado para tal evento, etc, etc, etc. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;         A exploração a cerca disso foi tanta, que cheguei a pensar que as TV’s estivessem sofrendo do mal da falta de assunto. Pois, sinceramente, eu não vi nada demais nisso. Eu! Justo eu, uma “caipira” recém-chegada a São Paulo! Cheguei aqui na capital um dia antes do terremoto, e, como não podia ser diferente, voltamos a encarar a overdose do Caso Isabella. Como no interior existem as programações regionais, as pessoas não chegam a achar que o assunto desse crime já virou um lugar-comum, mas cá em Sampa, essa história já virou praticamente um mantra. Até que aconteceu o tremor de terra para que a agenda dos telejornais mudasse. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;         Mas não sou tão insensível a ponto de pensar que um terremoto na capital do Estado (assim como em outras diversas partes do Sudeste e Sul) seja banalidade, até mesmo porque isso é uma coisa que não se vê (nem se sente) todos os dias. Os sismólogos afirmam que sofremos abalos de terra diariamente, mas que são imperceptíveis. Um como este,  da última terça-feira, não ocorria há cem anos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;         E eu vivi para presenciar um terremoto no Brasil! Mas como eu disse, isso em nada me impressionou. Aliás, eu me impressionei pelo fato de não ter me impressionado! Tanto que achei até besteira escrever sobre isso. Quem me deu um empurrãozinho foi meu amigo Fagner Sitta. Talvez ele tenha achado interessante que se expusesse o ponto de vista de uma “garciana” a esse respeito. Afinal, quando é que nossa tranqüila e saudosa Garça vai sofrer um abalo sísmico? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;         Para começo de conversa, quando a tremelicação começou, eu imaginei que pudesse ser qualquer coisa, menos o que realmente foi. Estava eu, no terceiro andar de um prédio, no famoso bairro do Brás (reduto de corintianos, mas isso é assunto para uma outra conversa), sentada no sofá, jantando e esperando pela novela. Quando senti o discreto vai-e-vem, pensei que pudesse ser algum veículo muito pesado passando lá em baixo, algum grupo de crianças doidas brincando de pular aqui à nossa porta, que eu estivesse começando a passar mal, ter tonturas ou algum acesso de labirintite, ou até, vejam que absurdo: que eu estivesse exagerando na pressão da mastigação! Pensei nas coisas mais descabidas. Achei um pouco de graça, e voltei numa boa para o jantar. Achei idiotice comentar com a minha prima – com quem estou morando agora – e ela achou o mesmo (estávamos em cômodos separados quando isso aconteceu). Só mais tarde, numa das chamadas do Jornal da Globo é que fomos saber do que se tratara aquela balançadinha. Minha reação, ao contrário da maioria (tenho certeza) foi rir. Sei que é até um pecado rir numa situação assim, já que teve muita gente que se assustou de verdade, pessoas idosas tiveram que sair correndo de suas casas, paredes de hospitais apresentaram rachaduras, enfim. Isso não foi uma piada. Mas achei graça em ver como os paulistanos se apavoraram diante de um fenômeno da natureza. Acredito que deve ser a falta de ter com que se impressionar. Todos os dias os paulistanos nativos ou os recém-chegados, como eu, dão de cara com uma cidade cheia de contrastes, com prédios bem apanhados cercados por favelinhas (tal como na abertura de Duas Caras), crianças mal vestidas perambulando tarde da noite, travestis zanzando pelas esquinas, o tráfego cada vez mais alucinante, o sufoco para se conseguir entrar num metrô, a volta infernal de cada feriado – seja do interior ou do litoral, como alguns minutinhos de chuva podem transformar algumas ruas em rios, os clássicos medos de assalto e seqüestro relâmpago, a consciência de que não se pode confiar em qualquer pessoa (carinhas bonitas e um terno alinhado também podem enganar), estacionar o carro e não ter certeza se ele vai estar no mesmo lugar depois, flanelinhas mercenários, malabaristas de sinal, pichadores, trombadinhas, ar sujo, indiferença, pressa, pressa, muita pressa. Talvez isso tudo tenha feito com que os paulistanos tenham ficado anestesiados quanto às mazelas da sociedade e passem a se impressionar com os sinais da natureza. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;         Uma quaresmeira que desabrocha numa avenida, uma hortinha plantada numa sacada, uma maritaca que aparece entre os fios dos postes, tudo isso que para nós no interior parece tão corriqueiro, aqui vira notícia. Acho que fenômenos da natureza não causam espanto para pessoas que sempre viveram em cidades pequenas, bonitas e cercadas de verde. A natureza me fascina em todos os aspectos e provavelmente por isso mesmo esse episódio do terremoto não me deu um pingo de medo. O que me assusta ainda é estar encarando essa cidade enorme, cinza, ora encantadora, ora repulsiva. Mas que, apesar de tantas coisas, não se pode negar, uma cidade que tem de tudo. Não foi preciso que eu estivesse em países como Japão ou Chile para experimentar um tremor de terra. São Paulo até nisso se mostra cosmopolita. Em todos os sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-4012167223696639714?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/4012167223696639714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=4012167223696639714&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/4012167223696639714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/4012167223696639714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2008/04/o-dia-em-que-terra-parou-bem-terra-no.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-5389224090981935393</id><published>2008-03-06T00:32:00.002-03:00</published><updated>2008-03-06T00:43:53.062-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#33cc00;"&gt;MAIS 4 ANOS DE &lt;span style="color:#ff9900;"&gt;FARRA&lt;/span&gt; NA &lt;span style="color:#33ccff;"&gt;TERRA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt; &lt;/span&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo vai acabar. Acho que disso muita gente desconfia, mas e a data? Dessa vez parece que vamos para o andar de cima – ou de baixo – no dia 21 de dezembro de 2012. Fiquei surpresa quando li isso, sem querer, procurando por sinopses de documentários na TV paga. Na semana passada o The History Channel exibiu mais um episódio da série “Decifrando o Passado”, desta vez falando sobre os “novos” palpites sobre o fim dos nossos dias na Terra. As teorias vêm de várias fontes, como o calendário maia, a Bíblia e o oráculo chinês. Na verdade fiquei mais irritada por ter perdido o documentário do que com a chegada do fim do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         De acordo com a Wikipedia (um tipo de enciclopédia virtual super resumida para preguiçosos), o caso é o seguinte: “&lt;em&gt;No dia 21 de Dezembro, final do Calendário maia, há rumores que haverá o Apocalipse ou juízo final. Os rumores indicam que a Terra e o Sol se alinharão com o centro da Via Láctea, onda há um enorme buraco negro, com isso o eixo da Terra mudará e o clima irá mudar, haverá muitos terremotos, enchentes e outras catástrofes. Cientistas já confirmaram que o alinhamento realmente acontecerá, só resta saber se o mundo irá mesmo entrar no juízo final&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Aliás, até hoje eu tento entender que fascínio é esse que o juízo final exerce sobre as pessoas. É uma mistura de medo com um prazer estranho e curiosidade. Lembro que minha avó contava que já na sua juventude havia esse temor/encantamento por tal assunto. Já chutaram inúmeras vezes a data do último dia e numa dessas, um avião a jato cruzou o céu deixando aquela característica trilha de fumaça no céu. Pronto, o pânico estava instalado! Minha avó disse que muita gente se assustou, inclusive ela – aviões a jato eram ainda novidade, eram praticamente desconhecidos. Já saíram por aí falando que o céu estava se rasgando. Eu acho que as pessoas gostam de ter medo, deve haver alguma satisfação misteriosa no frenesi generalizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         De tanto assistir reportagens a esse respeito, confesso que me deixei impressionar também, e já sonhei (ou melhor, “pesadelei”) várias vezes com o fim do mundo, com aquela cena clássica de um céu avermelhado de onde caíam enormes bolas de fogo, pessoas correndo apavoradas; um vendaval empoeirado, seco e quente levantava carros e destelhava casas... Se o juízo final vai realmente ser desse jeito, eu não sei, só sei que já vi essa cena demais e não estou a fim de ver ao vivo. Além disso, para que temer tanto o final dos tempos? Ainda temos mais quatro anos para aproveitar. E isso de dizer que quatro anos passam depressa é relativo: dentro desse tempo dá pra fazer uma faculdade, aprender novos idiomas, viajar bastante, fazer novos amigos, morrer de amor e dar a volta por cima, adotar um animal perdido, fazer trabalho voluntário, renovar a fé em Deus (ou seja lá qual for o nome que você queira que Ele tenha), escrever pelo menos uma poesia, descobrir qual o seu signo ascendente, passear sob a chuva, fazer luau, finalmente perceber que dinheiro não compra tudo, fazer uma tatuagem, perder a vergonha de dançar,  reencontrar amizades do passado, ter a coragem de trocar um emprego rentável mas monótono pela carreira dos nossos sonhos – ainda que os lucros não sejam aquelas maravilhas, entender as loucuras de Nietzsche, formar uma nova família... Dá pra se fazer tudo aquilo que nos dê a impressão de que essa conversa de fim de mundo não passe de pura especulação.&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;Talvez as pessoas precisem acreditar que um dia todo mundo será julgado, como se fosse em um tribunal; que Deus, lá do alto de sua magnitude, vai apontar o dedo no nosso nariz e jogar na nossa cara todos os nossos deslizes, nossas faltas, omissões e pecados e, em seguida, vai nos aplicar castigos crudelíssimos. Não confundam! Esse não é Deus, é Zeus. Não precisamos ficar imaginando e temendo que no dia 21 de dezembro de 2012, ou seja lá que dia for, todos nós vamos presenciar o mundo se acabar. Não creio que sejamos julgados e condenados especialmente nesse dia. Somos testados a todo instante, todos os dias temos chances de nos fazer melhor. Não precisamos esperar o fim do mundo se aproximar para sermos bonzinhos e nos arrepender daquilo que fizemos ou deixamos de fazer. E tem mais: todo bonzinho é tonto. Tirem o “zinho”,  sejamos simplesmente bons.&lt;br /&gt;         Além do que, a Terra não vai morrer de morte súbita. Ela está morrendo lentamente. Não vai ser de morte “morrida”, vai ser de morte “matada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-5389224090981935393?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/5389224090981935393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=5389224090981935393&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/5389224090981935393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/5389224090981935393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2008/03/mais-4-anos-de-farra-na-terra-o-mundo.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-8864823535754671349</id><published>2007-12-23T14:56:00.000-02:00</published><updated>2007-12-23T15:08:04.487-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#99ff99;"&gt;&lt;strong&gt;2008&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não vou desejar aqui toda aquela papagaiada que as pessoas costumam repetir religiosamente a cada fim de ano. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Portanto, faça do seu ano novo o que você bem entender!&lt;/span&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5147215435484178290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/R26VKt5xJ3I/AAAAAAAAAKs/SCBmszzJh1w/s320/gatos-brindar.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-8864823535754671349?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/8864823535754671349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=8864823535754671349&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/8864823535754671349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/8864823535754671349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2007/12/2008-no-vou-desejar-aqui-toda-aquela.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/R26VKt5xJ3I/AAAAAAAAAKs/SCBmszzJh1w/s72-c/gatos-brindar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-486536556430761245</id><published>2007-11-26T11:21:00.000-02:00</published><updated>2007-11-26T15:01:22.298-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Kisses,&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;besos,&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;kissu,&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;baci...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu ainda tenho minhas dúvidas em relação à veracidade disso, mas pelo sim, pelo não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137139539136636594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/R0rJMW_aZrI/AAAAAAAAAKk/a8EzaGv_I90/s400/beijo.bmp" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-486536556430761245?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/486536556430761245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=486536556430761245&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/486536556430761245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/486536556430761245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2007/11/eu-ainda-tenho-minhas-dvidas-em-relao.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/R0rJMW_aZrI/AAAAAAAAAKk/a8EzaGv_I90/s72-c/beijo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-1586179017920889621</id><published>2007-11-18T15:36:00.000-02:00</published><updated>2007-11-18T15:49:41.883-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff99ff;"&gt;EM PRIMEIRA MÃO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Minha modesta definição de crônica de jornal.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134238469116815010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/R0B6r2_aZqI/AAAAAAAAAKc/4d9sxkbdoEU/s200/snoopy+na+maquina.jpg" border="0" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ando com o cérebro muito preguiçoso - ou talvez eu ande dando atenção demais à outros assuntos - por isso resolvi deixar aqui a apresentação do livro do Teck - nosso vice-presidente de APEG. Ele me deu a satisfação de escrever a apresentação e, embora eu a tenha entregado bem em cima da hora, eis que ela saiu. Não sei se devia postá-la antes que o livro dele fique pronto, mas como também sei que a frequência por aqui não é das mais altas, então acho que não tem perigo...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;APRESENTAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Numa época em que se clama tanto pela valorização das artes e da cultura, textos como os deste destacado membro da Associação de Poetas e Escritores, são mais que bem vindos. Ao longo de tantos escritos, fica bem claro que Luiz Maurício, ou como nós da APEG carinhosamente chamamos – simplesmente, Teck – tem como marca, a exaltação e a valorização das artes e da cultura garcenses. Depois de praticamente uma década inteira em que Garça passou hibernando, no que se diz respeito a movimentos artísticos, eis que de alguns anos para cá, os artistas têm aparecido, reaparecido, mostrado a sua cara, e o Teck, no meio desse renascimento, ainda que despretenciosamente, inspirou e encorajou outras pessoas a escrever, expor suas idéias nas páginas dos jornais – afinal, a meu ver, fazer crônicas também é uma arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso dizer que quatro membros, em particular, foram o meu farol na APEG – e ainda o são – desde quando eu ainda nem era membro e assistia às reuniões timidamente, só por xeretice. Mas foi por observar e acompanhar os textos desses quatro poetas/escritores – Letterio Santoro, Vera Sganzela (estou sendo imparcial!), Fagner e Teck - que eu percebi que não havia motivos para temer escrever para o jornal. Dizem que o papel aceita tudo e infelizmente isso é verdade. Mas, do mesmo modo que o papel aceita inúmeras porcarias, ele também abriga idéias simples e geniais, manifestações de sentimentos que muitas vezes não expomos, críticas e apontamentos relevantes que podem até ajudar a formar a opinião das pessoas, lembranças de passagens boas e ruins que nossa cidade e nossos personagens viveram. E essa liberdade pouco tem a ver com jornalismo ou textos feitos por profissionais. Esse é o encanto das crônicas que os filhos da APEG escrevem: são descompromissados, são escritos como se estivéssemos conversando com um amigo, são saudosos, doces, resgatam a nossa História, propõem planos para o futuro, indagam o presente; e ainda que alguns tenham um “quê” de informativo, ainda assim não há a frieza de um texto puramente jornalístico. Pois até mesmo esses “informativos” e boletins são como um convite às pessoas a se interar dos rumos que a cultura de nossa cidade toma. Essa é uma das lições que este escritor sempre nos passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enviar textos a um jornal, sobretudo crônicas, é não ter a obrigação de se levar a sério, é poder jogar com as idéias, é provocar, questionar, vestir um personagem, encarnar uma outra pessoa, exorcizar alguns de nossos fantasmas, pôr a boca no mundo, deixar-se levar pelas palavras que nosso coração nos dita – ainda que tenhamos a consciência de que aquilo que pusermos no papel pode tocar de várias formas o leitor. Então, o que parecia brincadeira, acaba virando exercício: escrevemos pensando como leitores. E lemos pensando como escritores. E assim, sem aquele velho medo de parecer pretensioso e metido à sabe-tudo, mais um novo cronista acaba se lapidando, ainda que não perceba. Pelo menos no meu caso, foi assim. Foi vendo textos no jornal, como os do Teck, que eu comecei a brincar de expor meus escritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teck, parabéns e obrigada por ser também responsável por ter estimulado quem antes era só uma leitora, a se envolver nessa deliciosa brincadeira/arte de escrever. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-1586179017920889621?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/1586179017920889621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=1586179017920889621&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/1586179017920889621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/1586179017920889621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2007/11/em-primeira-mo-minha-modesta-definio-de.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/R0B6r2_aZqI/AAAAAAAAAKc/4d9sxkbdoEU/s72-c/snoopy+na+maquina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-6088976246491494492</id><published>2007-10-24T19:45:00.000-02:00</published><updated>2007-10-24T20:04:05.461-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não é só porque é lindo. Mas porque é real...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;&lt;strong&gt;SONETO DE SEPARAÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125025859479655154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="130" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/Rx-_3Zr50vI/AAAAAAAAAKU/1sTYv_0g678/s200/anjo+sozinho.jpg" width="169" border="0" /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;De repente do riso fez-se o pranto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;Silencioso e branco como a bruma&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;E das bocas unidas fez-se a espuma&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;E das mãos espalmadas fez-se o espanto.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;De repente da calma fez-se o vento&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;Que dos olhos desfez a última chama&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;E da paixão fez-se o pressentimento&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;E do momento imóvel fez-se o drama.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;De repente, não mais que de repente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;Fez-se de triste o que se fez amante&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;E de sozinho o que se fez contente.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;Fez-se do amigo próximo o distante&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;Fez-se da vida uma aventura errante&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;De repente, não mais que de repente.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999999;"&gt;(Vinícius de Moraes)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-6088976246491494492?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/6088976246491494492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=6088976246491494492&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/6088976246491494492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/6088976246491494492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2007/10/no-s-porque-lindo.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/Rx-_3Zr50vI/AAAAAAAAAKU/1sTYv_0g678/s72-c/anjo+sozinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-378631679423312668</id><published>2007-10-19T10:50:00.000-02:00</published><updated>2007-10-19T11:02:51.668-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;HI&lt;/span&gt;ATO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123032109891048162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="145" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/Rxiqj5r50uI/AAAAAAAAAKM/dHmkcoqoQ_4/s200/1Einstein.jpg" width="150" border="0" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;Se ele, sendo quem foi, tinha seus intervalos de idéias, por que eu, sendo assim tão parva, também não os posso ter? Então, em "homenagem" aos meus lapsos (nada) criativos:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Penso 99 vezes e nada descubro.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Deixo de pensar, mergulho no silêncio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;e a verdade me é revelada".&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;&lt;strong&gt;(Einstein)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-378631679423312668?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/378631679423312668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=378631679423312668&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/378631679423312668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/378631679423312668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2007/10/hi-ato-se-ele-sendo-quem-foi-tinha-seus.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/Rxiqj5r50uI/AAAAAAAAAKM/dHmkcoqoQ_4/s72-c/1Einstein.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-4882580316763358056</id><published>2007-10-16T13:21:00.000-02:00</published><updated>2007-10-16T13:40:31.327-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;color:#33ccff;"&gt;&lt;strong&gt;LIVRO DE &lt;span style="color:#99ffff;"&gt;SETEMBRO&lt;/span&gt; (embora já seja &lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Outubro&lt;/span&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;LATIDOS&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#99ff99;"&gt;E&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#33ff33;"&gt;MIADOS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121958411016721074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="222" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/RxTaCZr50rI/AAAAAAAAAJ4/qd-fXgHm3IQ/s320/melhores+contos+c%C3%A3es+e+gatos.jpg" width="154" border="0" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;Confesso que assim que vi a capa do livro pela primeira vez (na Feira de Leitura que houve no CSA), me interessei logo pelos contos de gatos. E foi basicamente por isso que o comprei. Claro que o que me deu ainda mais certeza de estar levando para casa um ótimo livro foi a lista de autores selecionada e organizada pelo jornalista, tradutor e escritor Flávio Moreira da Costa: Homero, Mark Twain, La Fontaine, O. Henry, Machado de Assis, Balzac, Artur Azevedo. Enfim, a lista é grande. Sinceramente eu não imaginava que houvesse tantos textos lindos, densos, profundos e apaixonantes sobre cães e gatos. E no fim das contas, acabei por me render aos contos caninos (inclusive há um textinho muito simpático de Leonardo da Vinci). Não que eu não goste de cachorros, pelo contrário, mas às vezes, por mais alegres que esses bichinhos pareçam, eles me passam um pouco de melancolia. Só que isso não faz com que eu goste menos deles. E no caso dos contos, alguns autores conseguiram traduzir exatamente esse sentimento, narrando histórias de cães companheiros, servis e obedientes aos seus donos, mesmo que estes não merecessem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mark Twain, mais uma vez, me prendeu. Agora foi com seu conto &lt;em&gt;A História de um Cão&lt;/em&gt;, em que, já em sua época (entre 1835 e 1910) chamava a atenção para a crueldade das experiências com animais. A frieza e ingratidão de um homem cujo filho ainda bebê foi salvo pela cachorrinha da família parece não diferir muito do se passa hoje. Tão tocante quanto o famoso conto russo &lt;em&gt;Mumu&lt;/em&gt;, de Ivan Turgueniêv (1818 – 1883), em que um empregado solitário de uma senhora muito rica e amarga se vê obrigado a se desfazer de sua companheirinha. Chega um ponto em que não se sabe se quem é mais servil é o cão ou o homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como não podia deixar de ser, os contos felinos são bem mais alegres e engraçados. Expõem a natureza dos gatos e sua personalidade: espertos, curiosos, corajosos, desconfiados, farristas, mimados, contemplativos. Destaque para o hilário conto do americano Damon Runyon (1884 – 1946), &lt;em&gt;Lillian&lt;/em&gt;: uma gatinha abandonada nas ruas frias de Nova Iorque, encontrada e adotada por um ator bêbado e decadente que perambula pela Broadway vivendo de pequenas apresentações. Ambos vivem de modo quase insalubre num hotel vagabundo, mas não se desgrudam. Um dia, o hotel pega fogo, e ambos se metem no meio do incêndio e “sem querer” salvam uma criança. Mas o verdadeiro motivo desse ato heróico é o que fecha de modo cômico a história – que contrasta drasticamente com o conto de Edgar Allan Poe (1809 – 1849), &lt;em&gt;O gato preto&lt;/em&gt;, perturbador e com grande densidade psicológica, e com o romântico &lt;em&gt;O gato marinheiro&lt;/em&gt;, de John Coleman Adams (1849 – 1922).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo para quem não cria um cão ou um gato, o livro vale muito para despertar para a importância de se ter um bichinho por perto, de que animais não são meros enfeites dentro de casa. Eles têm sentimentos quase humanos (ou mais humanos que nós), se comunicam a seu modo doce, são desinteressados, amam seu dono pelo simples prazer de amar e não se questionam o por que. Cães e gatos têm suas diferenças, mas rendem ótimas histórias – não necessariamente historinhas para crianças, mas contos com mensagens que penetram na alma. Pelo menos foi essa a sensação que tive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Os Melhores Contos de Cães &amp;amp; Gatos&lt;br /&gt;Organização: Flávio Moreira da Costa&lt;br /&gt;Páginas: 367&lt;br /&gt;Editora: Ediouro&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-4882580316763358056?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/4882580316763358056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=4882580316763358056&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/4882580316763358056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/4882580316763358056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2007/10/livro-de-setembro-embora-j-seja-outubro.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/RxTaCZr50rI/AAAAAAAAAJ4/qd-fXgHm3IQ/s72-c/melhores+contos+c%C3%A3es+e+gatos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-4767754860994639540</id><published>2007-10-15T22:54:00.000-02:00</published><updated>2007-10-15T23:14:05.145-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;A &lt;/span&gt;CAÇA&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;DOR&lt;/span&gt;A DE &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;PÉRO&lt;/span&gt;LAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;Parte&lt;/span&gt; III – Da &lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Lei&lt;/span&gt; do Silêncio&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121734664695435938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/RxQOipr50qI/AAAAAAAAAJw/8w1RKp4plzQ/s320/ot%C3%A1rio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;“Devemos ser gratos aos idiotas. Sem eles o resto de nós não seria bem-sucedido”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;(Mark Twain)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se não me falha a memória, a adolescência é uma época ótima, muito boa mesmo. Eu não tenho do que reclamar da minha, mas às vezes paro para observar grupos de adolescentes e me pego perguntando: “será que eu era tão idiota assim?”. Provavelmente eu tive meus momentos idiotas, mas não pelos mesmos motivos desse grupinho que achei nas inesgotáveis fontes de pérolas orkutianas. Dessa vez o centro das discussões era a Lei do Silêncio. E não estou aqui para julga-la, nem discuti-la e nem trazer à luz maiores explicações sobre isso. Mas o caso é que nosso bom e velho Lago já não é mais o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu beirava a adolescência, as pessoas que queriam ouvir música em torno do lago ligavam o som de seus carros num volume que só elas mesmas ouviam. Não importava se era um casal de namorados, se fosse um solitário qualquer ou um grupo de amigos, todo mundo respeitava o espaço e os ouvidos alheios. Hoje, o que se vê – e só se vê, pois não se ouve nada em meio a um caos de barulhos – são competições fúteis e quase primitivas para provar quem tem o som mais potente, quem consegue chamar mais a atenção, quem consegue atrapalhar o passeio dos outros, quem tem mais mau gosto. Foram-se os fins de semana em que dizíamos para os amigos: “vamos para o lago, para conversar?”. Tudo bem, hoje ainda podemos conversar, mas ou a gente aprende a fazer leitura labial, ou aprende LIBRAS ou a comunicação não vai sair do “o quê?”, “como é?”, “o que você falou?”. Parece exagero? Talvez, mas os reis dos exageros, da intolerância e da pura ignorância são os autores dessas frases:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc66;"&gt;&lt;em&gt;“éssa lei só foi criada p tirar dinheiro desse povo trabalhador. o cara junta uma graninha p coloca um sonzim p faze moral , dai os homi vai lá multa o cara !!!! e esse negocio de atrapalha kem mora lá não tm nada a ver não , só atrapalha velho !!!!”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffcc66;"&gt;“Absordo.&lt;br /&gt;Eu acho um absordo essa lei do Silêncio, tudo bem depois das 22:00hs é proibido, mas sou contra, pois nem a tarde de domingo no lago naum pode escutar som, a cidade esta parecendo cidade de velhos, deveriam cercar a cidade e colocar na entrada "ACILO DOS VELHOS NÃO PERTUBE" ate minha tia com 60 anos gosta de ouvir um som no lago isso é impetuoso, não concordo, com a proibição, quem tem casa perto do lago e gosta de silêncio, muda... naum estrada a festa de milhares de pessoas para ficar vendo Tv, ou Dormindo, trabalho com Som e todos os salão de festa estaum com aviso de som baixo por causa dessas poessoas que quer tranquilidade. Pode contar comigo pra ser contra essa lei do silêncio!!!”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc66;"&gt;&lt;em&gt;“eles saum uns tontos q só faltam calar o passarinhu q canta de manhã coitado do galo q acorda as 5 e canta...eles naum qrem q ninguém se divirta sem ser eles...muito tontos...nunca vi...eles só naum reclamam do sapato deles q faz barulho hahahaha...lokura...”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente nossos jovens andam cada vez mais dramáticos. Eu quase me comovi. Eu não sabia que a Lei do Silêncio é o ÚNICO jeito de um trabalhador perder seu dinheiro. E se perde nesse caso, é muito bem feito. Quem dá tanta prioridade a um carro ou a um equipamento de som, merece ter prejuízo. Infeliz de quem cultiva essa mentalidade desde tão cedo. Espanta-me que um sujeito morra de dó de dar seu rico dinheirinho numa multa – que no fim das contas resulta em benefícios ao município – e seja tão mão aberta com tamanhas futilidades, como comprar mil tranqueirinhas para o som e fazer do passeio dos outros um inferno. E não querer um som insuportável na orelha não é coisa de velho, mas de gente de bom senso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o egoísmo desse pessoalzinho chega à estratosfera: sugerir que os moradores da região do lado se mudem, é o fim da picada! Eu, que nem moro tão perto do lago assim, não me sinto na obrigação de ouvir sertanejo, pagode, funk e axé o tempo todo e com tantos decibéis. Também não estou pondo em juízo as (infelizes) preferências musicais dessas pessoas. Querer que eles ouçam um Bach, MPB ou Rock Clássico é o mesmo que esperar por um milagre. Ninguém é obrigado a gostar das mesmas coisas, mas promover uma verdadeira competição de som automotivo no lago, é muito egoísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém questionou por que as pessoas que vivem perto do lago não se mudam. Pois bem. E para onde iriam? Eis uma idéia: &lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;“essa lei e um c*** c vcs habitantes de garça querem silencio q vao todos pro cemiterio... a juventude ta ai gente nos q somos novos temos q curtir zuar e bagunçar e vcs velhos quuerem por limites nas nossas coisas vcs sao todos um c*** viu.... prende bandido ninguem vai atraz né...”.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; Vamos virar um bando de góticos e viver no cemitério! Enquanto isso, no NOSSO lago, no lago que é de todo mundo, um bando de acéfalos ouve as músicas mais podres do mundo. Além do que, eles insistem nessa infeliz mania de se referir aos mais velhos de forma pejorativa, em xingar a Lei do Silêncio (por isso usei asteriscos de novo) e em exaltar a beleza e a filosofia do som alto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;“se vc eh dakeles...q curtem...som automotivo...e naum apoiam essa p*** de lei que proibi som auto no seu carro...entrem nessa comu...e lute pelo nosso hobby...naum deixem isso de lado... queremos liberdade... queremos nosso hobby... lutemos pelo nosso unico ideal: curtindo um som e mandando ver...sem medoo de ser feliz. " cerveja gelada...e mulher bonita...eh o lema do som automotivo” todos nos sacudimos os pilares do paraíso”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei como é que existe gente que espera sacudir os pilares de qualquer coisa tendo como lema “Cerveja gelada e mulher bonita”. Quanta pobreza de idéia. Quantas prioridades inúteis. Quanto dinheiro jogado no lixo. Quanto cérebro desperdiçado.&lt;br /&gt;Diante disso tudo, não sei se fico indignada, se tenho dó ou se fico alarmada por constatar como anda a cabecinha de alguns dos nossos jovens garcenses. Evidente que não são todos, mas uma volta pelo lago num sábado ou domingo prova que também não são poucos. E a essa altura do texto, ainda estou forçando a memória na tentativa de responder a mim mesma se minha geração foi desse jeito, tão idiota. Mas de uma coisa eu tenho certeza: não escrevíamos tão mal assim. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;______________________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffcc66;"&gt;Foto: Jerry Lewis, no filme "O otário"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-4767754860994639540?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/4767754860994639540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=4767754860994639540&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/4767754860994639540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/4767754860994639540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2007/10/caa-dor-de-pro-las-parte-iii-da-lei-do.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/RxQOipr50qI/AAAAAAAAAJw/8w1RKp4plzQ/s72-c/ot%C3%A1rio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-2539152655857744879</id><published>2007-09-20T13:28:00.000-03:00</published><updated>2007-09-20T13:46:23.226-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;EU &lt;span style="color:#ff9966;"&gt;T&lt;/span&gt;AM&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;B&lt;/span&gt;ÉM, &lt;span style="color:#ff9900;"&gt;P&lt;/span&gt;ES&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;S&lt;/span&gt;OA&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5112325945034805890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/RvKhXFnQEoI/AAAAAAAAAJo/UomDgoTD2LA/s320/gato_feliz.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;"O gato que rola na rua&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;como se fosse na cama,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;invejo a sorte que é tua&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;porque nem sorte se chama"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff6600;"&gt;(Fernando Pessoa)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-2539152655857744879?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/2539152655857744879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=2539152655857744879&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/2539152655857744879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/2539152655857744879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2007/09/eu-t-am-b-m-p-es-s-oa.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/RvKhXFnQEoI/AAAAAAAAAJo/UomDgoTD2LA/s72-c/gato_feliz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-269280582139608158</id><published>2007-09-20T13:06:00.000-03:00</published><updated>2007-09-20T13:24:15.963-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;SAUDADES&lt;/span&gt; DE UMA GATINHA &lt;span style="color:#ff6666;"&gt;RUIVA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5112322079564239474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 160px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px; TEXT-ALIGN: center" height="164" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/RvKd2FnQEnI/AAAAAAAAAJg/y4IdxPKW03Q/s200/luto.bmp" width="173" border="0" /&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já não é a primeira vez que perco um bichano por causa de gente imbecil que nutre um prazer idiota em passar voando baixo na rua da minha casa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nessa madrugada perdi a doce Sinhá Moça. Mas para esses motoristas babacas isso não quer dizer nada. Porém existe a Lei do Retorno. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Prefiro pensar pelo lado bom: hoje, quem toma conta daquela linda ruivinha é São Francisco.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-269280582139608158?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/269280582139608158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=269280582139608158&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/269280582139608158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/269280582139608158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2007/09/saudades-de-uma-gatinha-ruiva-j-no.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/RvKd2FnQEnI/AAAAAAAAAJg/y4IdxPKW03Q/s72-c/luto.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-5719687286495319477</id><published>2007-09-18T19:43:00.000-03:00</published><updated>2007-09-18T19:49:44.659-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffcc66;"&gt;&lt;strong&gt;UMA &lt;span style="color:#ffff66;"&gt;PAUSA&lt;/span&gt; PARA A &lt;span style="color:#ff9900;"&gt;SINGELEZA&lt;/span&gt; DE &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;DRUMMOND&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111679708714384178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 81px; CURSOR: hand; HEIGHT: 177px; TEXT-ALIGN: center" height="168" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/RvBVnLt-OzI/AAAAAAAAAJY/nCWaoFG3nMk/s200/drummond.bmp" width="69" border="0" /&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffcc66;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;ENTRE OS DIAS DA SEMANA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;"Entre os dias da semana,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;olhada à minha maneira,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;de todos os mais bacana&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;sem dúvida é a quarta-feira".&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-5719687286495319477?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/5719687286495319477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=5719687286495319477&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/5719687286495319477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/5719687286495319477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2007/09/uma-pausa-para-singeleza-de-drummond.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/RvBVnLt-OzI/AAAAAAAAAJY/nCWaoFG3nMk/s72-c/drummond.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-6485159091942553273</id><published>2007-09-13T23:46:00.000-03:00</published><updated>2007-09-14T00:03:11.622-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;A&lt;/span&gt; CAÇA&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;DOR&lt;/span&gt;A DE &lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;PÉRO&lt;/span&gt;LAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9900;"&gt;Parte II – Surrando o Português.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;“&lt;em&gt;Assaltaram a gramática, assassinaram a lógica.&lt;br /&gt;Seqüestraram a fonética, violentaram a métrica&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Assaltaram a Gramática, por Paralamas do Sucesso)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No dia 8 deste mês, comemorou-se (?) o Dia Internacional da Alfabetização. Lembrança essa que casou perfeitamente com o segundo assunto da minha série sobre a caça às pérolas. É perfeitamente compreensível que na internet não haja uma preocupação em relação à acentuação, pontuação e ortografia. Haja vista a invenção do “internetês” – uma linguagem nova e típica de quem freqüenta assiduamente o “cyber espaço”. Uma letrinha aqui, outra li, a gente até pode deixar passar, às vezes pode ser apenas um erro de digitação, dada a pressa de como as pessoas se comunicam. Mas tem certos casos imperdoáveis. Alguns passeios em certas comunidades me bastaram para que eu visse, de um modo tragicômico, como pessoas supostamente alfabetizadas, estão dando cada vez menos sentido às frases.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/Run407t-OvI/AAAAAAAAAI4/FjlBrLmNGK0/s1600-h/gato+se+mata.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109888840495938290" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/Run407t-OvI/AAAAAAAAAI4/FjlBrLmNGK0/s200/gato+se+mata.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sendo filha, sobrinha e amiga de professoras, vejo de muito perto como situações como essas, matam de desgosto profissionais que penam para ensinar quem parece que não está muito a fim de aprender. Não sei se esse é o caso dos donos das seguintes pérolas. Se nunca estiveram a fim de aprender o bom Português, então estão no caminho certo. Caso contrário, colaborem com seus professores, abram suas mentes e leiam alguma coisa que preste! Posso ser chata, e talvez até seja, mas graças a Deus sou uma chata que foi alfabetizada no velho e eficiente sistema do “não aprendeu, não passou”. Nunca repeti um ano e nenhum dos meus colegas de classe também não. Deve ser porque nossas turmas eram menores, não tínhamos internet, líamos mais, não éramos mal-criados e nossos professores tinham total liberdade e apoio dos pais para nos repreender. Ainda sou da época em que aluno levava régua de pau na cabeça se enchesse muito o professor e isso era super normal. Definitivamente, certas mudanças na Educação foram como um chute no estômago dos professores, alunos e pais. Só gostaria de entender por que uma classe com 40 alunos e não duas com 20. Por que se aceita que uma criança escreva errado, desde que se entenda a idéia? Por que permitir que ela passe de ano cometendo tantas atrocidades com o idioma? Por que os professores perderam a autoridade? Por que tanta preguiça e tanta má vontade por parte dos alunos? Por que, cargas d’água, temos um presidente que incentiva a ignorância? Enquanto não temos as repostas, veremos muito disso (tentem decifrar, eu juro que não inventei nada):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;“xeguei representandu!!!!! ai pesual....pa fla a verdadi eu nem conheço essa cidade...tao pouco sabia ki existia....digo isso 100 qre ofende!! mais oq me xamo atençao nessa comu...foi a fotu...ki porakazo é igual a minha..rsrs só daki d sao josé dos campos...e só conhecido comu o garça.....intao no fundo essa comu tem minha cara tbm...pq afinal eu so um garsence onorariu.....rsrsrsr....intao um abraçao pa tdos v6is..... vlwwwwwwwwwwwwwww”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ou então:&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;“jah fui varias vezes no berimbau mas so no berimbau mas porq quando ia fazer trocar de mingau pra berimbal eu c escondia. atras das coisas hehehee”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;(Eu “se” escondia? E o infeliz ainda ri...)&lt;br /&gt;Temos ainda um sócio de um clube que diz: &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;“Que deveria ser mais rígido o isame medico”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, ou outra que lançou o tópico: &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;“É precoseito da galera”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; . E no mundo do rodeio também há quem contribua: &lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;“Quem vai ser peão quando crecer?”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; e &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;“ah tah certo cumpadi esses piao nao da muitu certo nao! us cara fik 4 5 segundus em cima do boi! para né tem que c uns caara miozinhu um poko!”.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; E sobre aquele velho discurso de não se ter nada para fazer na cidade nos fins de semana, alguém que pensa que é engraçado e que usa acento onde não precisa, listou o que tem de bom em Garça (usei asteriscos para substituir palavrões totalmente dispensáveis): &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;“oloko pow olha só cachaçaria, dudas, kraoq, barraco, thot, compania, Texas... ops foi mals garça né? hehehe não sei, néssa b*** aqui so tem bar pow cada esquina um... puriso nem saoi aqui néssa b*** hehehehehehe bora marilia gente...”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E já que estamos no embalo, para fechar com chave de b***, uma das frases mais imbecis que eu já li: &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;“garça preciza d uma casa d recreasão masculina!!”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; . Duplamente imbecil: pelos erros grotescos de ortografia e pela sugestão absurda. Se foi uma tentativa de fazer graça, esse sujeito nem passou perto de conseguir. Se falou sério, então devemos realmente ficar preocupados. De qualquer modo, eu que nem professora sou, já fico assustada diante dessas barbaridades, imagino como devem se sentir quem é encarregado de cuidar e orientar essas mentes. E saiba que, enquanto você lê esse texto, em algum lugar dessa cidade e desse país, o Português continua sendo espancado. Mas, para dar um ar menos triste a essa realidade, deixo aqui um poeminha muito simpático do mestre Drummond:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Professor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“O professor disserta&lt;br /&gt;sobre o ponto difícil do programa.&lt;br /&gt;Um aluno dorme,&lt;br /&gt;cansado das canseiras desta vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor vai sacudi-lo?&lt;br /&gt;Vai repreende-lo?&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;O professor baixa a voz&lt;br /&gt;Com medo de acorda-lo”. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7436430747257189845-6485159091942553273?l=profanainquisicao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/feeds/6485159091942553273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7436430747257189845&amp;postID=6485159091942553273&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/6485159091942553273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7436430747257189845/posts/default/6485159091942553273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profanainquisicao.blogspot.com/2007/09/caa-dor-de-pro-las-parte-ii-surrando-o.html' title=''/><author><name>Veridiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05646929882510376781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/ScjnOKiAQDI/AAAAAAAAAgU/t81QaT2iCKI/S220/portuga.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tHG0jfclRII/Run407t-OvI/AAAAAAAAAI4/FjlBrLmNGK0/s72-c/gato+se+mata.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7436430747257189845.post-6370179640333991685</id><published>2007-09-13T17:41:00.000-03:00</published><updated>2007-09-13T18:02:44.488-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ccccff;"&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;A&lt;/span&gt; CAÇA&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;DOR&lt;/span&gt;A DE &lt;span style="color:#ffccff;"&gt;PÉRO&lt;/span&gt;LAS&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;Parte I – Sobre as mulheres de Garça&lt;/span&gt;&lt
