segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Kisses, besos, kissu, baci...
Eu ainda tenho minhas dúvidas em relação à veracidade disso, mas pelo sim, pelo não...

domingo, 18 de novembro de 2007

EM PRIMEIRA MÃO

Minha modesta definição de crônica de jornal.


Ando com o cérebro muito preguiçoso - ou talvez eu ande dando atenção demais à outros assuntos - por isso resolvi deixar aqui a apresentação do livro do Teck - nosso vice-presidente de APEG. Ele me deu a satisfação de escrever a apresentação e, embora eu a tenha entregado bem em cima da hora, eis que ela saiu. Não sei se devia postá-la antes que o livro dele fique pronto, mas como também sei que a frequência por aqui não é das mais altas, então acho que não tem perigo...

APRESENTAÇÃONuma época em que se clama tanto pela valorização das artes e da cultura, textos como os deste destacado membro da Associação de Poetas e Escritores, são mais que bem vindos. Ao longo de tantos escritos, fica bem claro que Luiz Maurício, ou como nós da APEG carinhosamente chamamos – simplesmente, Teck – tem como marca, a exaltação e a valorização das artes e da cultura garcenses. Depois de praticamente uma década inteira em que Garça passou hibernando, no que se diz respeito a movimentos artísticos, eis que de alguns anos para cá, os artistas têm aparecido, reaparecido, mostrado a sua cara, e o Teck, no meio desse renascimento, ainda que despretenciosamente, inspirou e encorajou outras pessoas a escrever, expor suas idéias nas páginas dos jornais – afinal, a meu ver, fazer crônicas também é uma arte.

Posso dizer que quatro membros, em particular, foram o meu farol na APEG – e ainda o são – desde quando eu ainda nem era membro e assistia às reuniões timidamente, só por xeretice. Mas foi por observar e acompanhar os textos desses quatro poetas/escritores – Letterio Santoro, Vera Sganzela (estou sendo imparcial!), Fagner e Teck - que eu percebi que não havia motivos para temer escrever para o jornal. Dizem que o papel aceita tudo e infelizmente isso é verdade. Mas, do mesmo modo que o papel aceita inúmeras porcarias, ele também abriga idéias simples e geniais, manifestações de sentimentos que muitas vezes não expomos, críticas e apontamentos relevantes que podem até ajudar a formar a opinião das pessoas, lembranças de passagens boas e ruins que nossa cidade e nossos personagens viveram. E essa liberdade pouco tem a ver com jornalismo ou textos feitos por profissionais. Esse é o encanto das crônicas que os filhos da APEG escrevem: são descompromissados, são escritos como se estivéssemos conversando com um amigo, são saudosos, doces, resgatam a nossa História, propõem planos para o futuro, indagam o presente; e ainda que alguns tenham um “quê” de informativo, ainda assim não há a frieza de um texto puramente jornalístico. Pois até mesmo esses “informativos” e boletins são como um convite às pessoas a se interar dos rumos que a cultura de nossa cidade toma. Essa é uma das lições que este escritor sempre nos passa.

Enviar textos a um jornal, sobretudo crônicas, é não ter a obrigação de se levar a sério, é poder jogar com as idéias, é provocar, questionar, vestir um personagem, encarnar uma outra pessoa, exorcizar alguns de nossos fantasmas, pôr a boca no mundo, deixar-se levar pelas palavras que nosso coração nos dita – ainda que tenhamos a consciência de que aquilo que pusermos no papel pode tocar de várias formas o leitor. Então, o que parecia brincadeira, acaba virando exercício: escrevemos pensando como leitores. E lemos pensando como escritores. E assim, sem aquele velho medo de parecer pretensioso e metido à sabe-tudo, mais um novo cronista acaba se lapidando, ainda que não perceba. Pelo menos no meu caso, foi assim. Foi vendo textos no jornal, como os do Teck, que eu comecei a brincar de expor meus escritos.

Teck, parabéns e obrigada por ser também responsável por ter estimulado quem antes era só uma leitora, a se envolver nessa deliciosa brincadeira/arte de escrever.